Minha Alma tem o Peso

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Eu sinto uma angústia fatalista tão profunda e sombria. Sinto como que borboletas negras em minha barriga. Negras, avisando sobre o futuro luto… sobre a contingência… sobre as consequências de escolhas mal feitas. Mas também, sobre a vida. Suas facetas. Seus ciclos. Sua tragédia. Seu drama. Sua comédia. Sua ação. E seu fim.


[...]


Eu tenho esperança; sabe? Esperança, pelo menos agora com um pouco mais de maturidade, de um futuro. Nem melhor, nem pior, nem igual. E nem diferente. Sim, nonsense, né? Pois é! A vida é assim, às vezes. Eu aprendi que mais mal faz, encher as bagagens de esperança querendo encontrar o equilíbrio — e o pior: achando que vai — do que carregar consigo um pouco de cada tempero, até a desesperança, para… no fim das contas… mandar o equilíbrio e sua antítese às favas!

Eu não estou perdida

Não é falta de direção,
é excesso de mundo dentro.

Minha mente não se cala,
ela transborda.

São pensamentos, memórias, medos,
tudo ao mesmo tempo,
como se o silêncio não tivesse vez.

Eu não estou perdida.
Eu estou cheia.

Cheia de coisas que ainda não viraram forma,
cheia de sentimentos sem nome,
cheia de histórias que insistem em existir
mesmo sem saber por onde começar.

E no meio disso tudo,
existe uma parte minha
que pede paz…

mas existe outra
que entende:

é desse caos
que eu crio.

Então que seja.

Se minha mente é um turbilhão,
eu escrevo dentro dele.

Dizem que eu sou forte, mas fortes são vocês que carregam a minha história sem ter vivido cada dor.

Eu e meu brother (minha esposa) saímos para celebrar o Dia dos Namorados. Bebemos umas duas, rimos, conversamos bastante e, no fim, dei-lhe um presente pirata só para ela perceber o quanto o meu amor é bandido

Se tirar minha paz, já não é plano de Deus.
É armadilha com legenda bonita.


Van Escher

Minha paz não está à venda. E se estiver cara, é porque custou noites de oração.


Van Escher

Atravessei tanta dor
que minha voz calou pra Deus.

Foi aí que eu descobri:
Ele falava comigo o tempo todo
em cada linha que eu escrevia.

Me calei pra ouvir
o que Ele já tinha dito.

Van Escher

Pedi pra Deus minha voz de volta.
Ele me deu a Dele.

Na depressão eu gritava pro céu.
Hoje eu me calo
e Ele escreve.

Meu sorriso voltou
no silêncio que entende.

Pin. Start.
Era Ele me ligando.

Van Esche

Chorei quando parei na 5ª série.
Queria estudar.
Virei cuidadora da minha irmã.

Anos depois me perguntavam:
"Você é advogada?
Psicóloga? Professora?"

Não terminei nem o fundamental.
Mas terminei a prova de fogo.

Deus não escolhe capacitado.
Capacita escolhido.

E sopra na minha cabeça
coisa que faculdade não ensina.

Van Escher

Eu gosto de bilíngue.
Que lê minha mente e traduz meus arrepios.

Van Escher

Eu só sou seletiva sim.
Tradução: a régua é minha e o salto também.

Van Escher

Minha intuição nunca me traiu.
Eu que me traí quando não ouvi ela.
Hoje eu ouço.
E quem não gostar, que se retire.
Porque ela chegou primeiro.

Van Escher

Minha intuição nunca me traiu.
Eu que me traí quando ela queria que eu ouvisse ela.
Hoje eu ouço.

E quem não gostar, que se retire.

Van Escher 🦁

Que minha fé em ti, Senhor, substitua em mim:
A incerteza pela segurança;
a turbulência pela calmaria;
a indagação pela obediência;
e a inconstância pela perseverança.

Moço, onde fica o guichê da felicidade? Estamos todos de passagem e quero ser feliz, marcar minha viagem com boas lembranças. Mas estou perdida nessa estação onde não encontro caminhos, só cobranças. Estacionei o coração no lugar errado? Me diz!

Como não te amar
se estás dentro da minha mente,
esparramado, indolente,
se fazendo presente
em cada canto desse lugar?

Como não te querer
se és o travesseiro velho,
o colo perfeito
onde me esparramo impaciente
sentindo o teu cheiro,
amando esse jeito
de me fazer relaxar.

Como se apaga um sentimento
depois de acasalar a alma
e finalmente descansar?

O peso do corpo
marcado no colchão,
a camiseta arrancada,
jogada no chão.

De que jeito se arranca
uma pessoa do coração?



Andréa⁠

Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro (...) E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado!!!"

Ó mestre, eu permito que tu me persigas.
“Jesus, ó meu Mestre, meu Guia, minha dor amada… eu permito que Tu me persigas, se for na direção da Tua luz.”

Há corações que já não pedem consolo, pedem apenas sentido. E nesse instante sagrado, quando o Espírito se ajoelha diante do invisível, nasce a verdadeira prece aquela que não suplica por alívio, mas por permanência na Vontade Divina.

Há dores que não ferem, purificam. Há lágrimas que não denunciam fraqueza, mas lavam o que ainda é humano demais dentro de nós. Quando a alma pronuncia esse “eu permito”, ela não se entrega à fatalidade, mas à consciência daquilo que a move: o Amor que corrige, que chama, que transforma.

Não é a perseguição do castigo, é a perseguição da graça. O Mestre não vem para punir, vem para fazer de cada ferida um altar, de cada queda uma oportunidade de renascer. A perseguição de Jesus é o toque suave da Verdade que não desiste de nós, mesmo quando fugimos do espelho da própria consciência.

Quem assim se entrega já não busca milagres, busca entendimento. Já não deseja o conforto do corpo, mas o repouso da alma em Sua presença. É o instante em que o “eu” se dissolve e resta apenas o silêncio luminoso de quem ama sem pedir, de quem serve sem pesar, de quem sofre sem revolta.

E nessa entrega sem nome, sem forma e sem recompensa, a alma descobre que a dor, quando amada, deixa de ser dor. Torna-se caminho. Torna-se luz.

" Todos os dias ao amanhecer o sol me dava um pássaro cantante na minha janela, hoje o sol não veio, mas lá esta já preocupante um pássaro. "

QUANDO UM ANJO DORMIU EM MINHA CASA.
Era uma casa simples, situada numa rua tranquila onde o tempo parecia caminhar mais devagar. As paredes guardavam marcas de anos vividos, risos antigos e algumas lágrimas silenciosas. Ali morava um homem de espírito cansado, daqueles que carregam na alma mais perguntas do que respostas.
Certa noite, depois de um dia longo e pesado, ele apagou as luzes e deixou que a casa mergulhasse no silêncio. O vento tocava levemente as janelas, e a madrugada aproximava-se com aquela serenidade que somente as horas profundas sabem trazer.
Sentado na pequena sala, ele pensava na vida. Pensava nos caminhos que tomara, nos erros que ainda lhe doíam e nos sonhos que pareciam ter ficado para trás. Havia dentro dele uma mistura de cansaço e esperança, como se a alma buscasse algum sinal que lhe devolvesse confiança no amanhã.
Antes de dormir, fez algo que havia muito tempo não fazia. Curvou levemente a cabeça e falou em voz baixa, quase como quem conversa consigo mesmo.
“Se houver ainda alguma luz para mim, permita que ela encontre esta casa.”
Depois disso, recolheu-se ao quarto e adormeceu.
A noite passou silenciosa. Nenhum ruído estranho, nenhuma visão extraordinária, nenhum fenômeno que pudesse impressionar os sentidos. Apenas uma paz incomum que parecia repousar sobre o telhado, sobre as paredes, sobre cada objeto simples daquele lar.
Naquela madrugada, porém, algo sutil aconteceu.
Enquanto o corpo descansava, o espírito encontrou-se envolvido por uma serenidade profunda. Não houve palavras audíveis, nem formas visíveis. Houve apenas uma presença silenciosa, como se uma inteligência benevolente estivesse ali, velando pelo descanso daquele coração cansado.
Era como se uma luz suave tivesse atravessado a casa inteira sem acender lâmpada alguma. Uma presença que não perturbava, que não exigia atenção, que simplesmente permanecia.
E assim a noite seguiu tranquila.
Quando o amanhecer chegou, o homem despertou com uma sensação estranha. Não havia acontecido nada que pudesse explicar. A casa era a mesma. A mesa continuava no mesmo lugar, as janelas estavam fechadas como sempre.
Mas algo dentro dele havia mudado.
A inquietação que o acompanhava há tanto tempo parecia menor. O peso que carregava nos pensamentos estava mais leve. Ele levantou-se devagar e caminhou pela casa em silêncio, como quem percebe que aquele espaço simples estava diferente.
Não porque algo tivesse sido acrescentado.
Mas porque algo havia sido suavemente purificado.
Sem saber explicar por quê, ele sorriu pela primeira vez em muitos anos. Sentiu vontade de abrir as janelas, deixar a luz entrar e começar o dia de outra maneira.
Enquanto preparava o café da manhã, uma ideia atravessou-lhe o pensamento como um sopro delicado.
“Esta noite um anjo dormiu aqui.”
Talvez ninguém pudesse provar aquilo. Talvez nenhum olhar humano tivesse visto aquela presença silenciosa.
Mas certas verdades não precisam de testemunhas.
Elas revelam-se apenas através da paz que deixam no coração.
E naquela casa simples, naquela madrugada tranquila, alguém despertou para a vida com a certeza silenciosa de que, mesmo nas noites mais comuns, o bem ainda encontra caminhos para visitar aqueles que não desistiram completamente da esperança.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .