Minha Alma tem o Peso
Elegia
Sentir na profundeza
d'alma o impulso
que leve a uma Elegia
é uma experiência
de quase-morte
para quem é poeta.
Ficar triste e estar
de braços dados
com a morte são
os únicos apelos
para descarregar
o fardo dos lamentos.
A Elegia num sentido
mais amplo é todas
as vezes que sinto
e escrevo reclamando
com o destino o fato
de não ter você comigo.
Sem a compreensão
da morte e da tristeza,
e sem lamentar por não
ter você nunca será
possível escrever
uma Elegia com exatidão
de corpo, alma, poesia e todo o coração.
O meu aroma noturno
de Orquídea Brassavola
misteriosa e cítrica
entra na janela d'alma
Para ter pôr em festa
de gala em companhia
da poética Via Láctea
durante o céu aberto
Você me ama de frente
para trás, de trás para frente,
e sobretudo por dentro.
Por mim tens devoção,
paixão alucinada e amor
de perdição a cada momento.
Amaranto das Américas
em grãos ou em flor,
Para alimentar com
amor o corpo ou alma
com toda a poesia
que por esta terra há
existirá e não passará,
para você assim sou,
Porque criei raízes,
e de ti jamais eu vou.
As auroras em baile
fazem companhia
ao coração e a alma
que nessa travessia
sem data marcada,
mas num pacto
íntimo com o tempo
elegeram primeiro
render a existência
de inefável maneira
ao Rukun Negara
por uma vida inteira.
Alma que se expande
e no coração floresce
a sublime Bunga Raya
para que nada distraia
sutil revela seguir com
união a Rukun Negara
que cada pétala leva
e faz a vida renovada.
Tudo começa pela fé,
respeito com quem crê,
É Deus ou Deus sempre
com todos e com você.
Doce e suave como Tarap
e o meu nome na sua alma,
na sua mente e coração,
Sou feita de amor e paixão.
O mistério, o sagrado e a profundidade,
todas de minh'alma feminina,
e da palavra perfumada de Guapuriti
carregada de frutos doces e deliciosos,
capturam o inevitável e o atrativo,
que conquistam a tu'aura masculina,
talhada de mistério de anos a fio,
dedicada orbitando ao meu redor,
mesmo que ainda com a vestal
do capricho: é por mim que tens amor.
Convencida de que sou a única
que tem angariado a hipervigilância,
a intimidade profunda,
mesmo que o silêncio e a distância
ainda resistam e se protejam.
sob a tua índole de muralha e fortaleza,
cada uma, entre si, têm se mostrado
totalmente abissais e absolutas;
e não têm, de fato, me convencido.
Sem nenhuma escapatória,
não estás mais livre de cada sinal sensual,
sensível e atentatório sensorial
da minha natureza selvagem e indomável,
porque a nossa essência é a mesma;
e para a tua fome sou a única
que nasceu ser o seu banquete.
De delícia em delícia, buscando
algo que amanse, renda mesmo
que ainda lentamente a sua brava
resistência assim com o meu hálito
fresco e herbal sobre a sua nuca
escrevo o total épico e convicto
- a total captura do seu delíquio.
De emanação em emanação
o inebrio para trazer o langor,
na penumbra da distância
e fazer a rendição recôndita
que roça e sussurra no interstício,
entre o que é ainda feito de veledo
sobre a tua silenciada volúpia,
o prazer em estado de arte que ofereço;
profetizo não haverá outro alguém
que alcance o que enternura com igual
capacidade de fazer do meu jeito,
até quando te coloques em ausência
ou refúgio, seja lá qual for o motivo,
tu me celebrarás satisfeito e convicto,
porque, mais do que nunca, te pertenço.
Alma indomável de Cavalo-lavradeiro
livre, leve solta no seu próprio tempo
de ser menos urgente e mais presente,
Sentindo o perfume da liberdade
ao encontrar a sua própria verdade.
Permitido reger-se pela Via Láctea
sem perder o prumo e o rumo,
E pacto pleno com o imediato
em nome só do que faz sentido
afastada daquilo que é vazio.
Não se permite deixar dominar,
e também dominar porque sabe
os caminhos permitidos que permite
galopar até o seu igual encontrar,
e o seu próprio mundo entregar.
O espaço sagrado da alma
é definido por um código de honra
de um povo do flanco que
absolutamente ninguém tomba,
porque preza o cuidado real
sempre à espera da primavera.
O éter da terra dos cavaleiros
nascidos vitoriosos e libertados,
e que impérios derrotaram,
reconheço os traços herdados,
e mantenho todos preservados.
A terra, as águas, o céu e o tempo
os tenho todos como aliados,
dos pensamentos e impulsos tenho
orgulho de manter indomados.
Tudo em fios dos séculos bordados
refinados com a arte dos aguardos,
com os olhos para as alturas voltados.
Minh'alma Tapuia
feita de floresta,
poética nas nascentes
livre nas cabeceiras,
e nas encostas íngremes,
com o coragem flui;
Tudo teu me possui,
mesmo que só a sua
imaginação retribui.
O Rio Luís Alves
canta solene o amor
pelas criaturas,
e as absolutas
canções da vida,
e dos gentis ribeirões.
Sob o céu austral
dedico muito mais
do que versos e doces emoções,
Para quem sabe estar
contigo nas próximas estações.
Ribeirão Liberdade
Na minh'alma cabe todo
o Médio Vale do Itajaí,
Moro numa bela cidade,
onde reina a tranquilidade,
em mim cultivo a paz
existencial de verdade.
Aqui no Centro de Rodeio
com a poesia que elegi
com tudo o que imaginei,
vivi -- e ainda não vivi;
E com certeza viverei
intensamente e escreverei.
Porque em mim há tudo
de Canário-da-telha
por todo este lindo lugar,
Até quando se junta
ao Ribeirão Liberdade
para alegre com ele cantar
a esperança na imensidade.
Tal qual o Manacá-da-serra
que floresce em abril,
relembra que minh’alma
e toda a existência
a esta Pátria toda se aferra,
e nem mil viagens à Lua
o olhar nunca desterra.
Não nasci ontem. Sei bem:
vejo que querem provocar
a normalização por repetição
da agressão contra o Sul,
para nos levar à destruição.
Levada pelos ventos
com as folhas que caem
neste outono do Hemisfério,
florescido em mistério,
gradual, pétala por pétala,
a resistência se revela.
Da defesa da Soberania
nada nem ninguém me aterra,
neste mundo que anda
acostumado ao que aberra,
à traição e a fazer guerra.
Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.
Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.
Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.
Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.
Existem vestígios na alma desse amor que não se acaba, e que ninguém apaga. O tempo não nos basta, o amor é primavera que não passa.
Na noite que antecede
esta Superlua de Neve,
a minh'alma se atreve
a dizer que já és meu.
É por causa desta alvura
tão linda que inspira
a nunca desistir:
já saberemos onde ir.
Só basta você querer,
que não farei resistência,
em busca assim estou
é de malemolência.
É com esse entusiasmo
que me preparo
para receber este amor
em total desembaraço.
...
A maciez da tua alma é ternura plantada em meu jardim, Ela veio com a alvorada, E faz de mim completamente apaixonada...
...
O teu sorriso é um punhado de estrelas que como um clarão ilumina as trevas de todo e qualquer coração.
...
Não me importo quando não me notas, pois sei que é esse momento que me sentes. É como um regozijo de saudade feito poeticamente.
...
O amor vem como a manhã repleta de primavera, Suave, perfumada e faz a alma aconchegada amar com a largueza do mundo e pôr os pés na terra.
...
A noite silente traduz poeticamente com a força de uma constelação que os caminhos irão se tornar o caminho. Perfumes, virtudes e destino.
...
Garimpei entre versos a poesia da estrela, Amo-te com a força da luz de uma constelação inteira, O teu rastro é chama que me faz faceira.
...
Contemplo os teus olhos que são candidamente luz, Na pia universal verdade do teu eu, Sinto a cada dia o seu coração mais próximo do meu.
...
É doce a severidade que abriga esse teu sorriso, Sensual esse corpo estremecido, Não abro mão de mantê-lo enternecido.
...
Sabes que és o meu amado, Vinho que jamais será esgotado, Loucura que faz da minha boca carmim, Tenho a certeza de que estás apaixonado por mim.
...
Iluminada por essa dádiva que é o teu amor, A espera me faz pantera, A música mantém o jardim sempre em flor...
...
Com doses místicas de serenidade, Toda a mulher que ama, Não deixa apagar a chama, Presenteia com os doces desassossegos e feminilidades.
...
Na proteção das brumas, Surge a estrela, Que com seu amor silente transforma o que sente em reverberação e faz verso com paixão.
...
A noite vem como uma dama enfeitada de luar, Ela não engana, Ela é um convite para a gente se amar.
...
Provoca-me, Devoro-te, Contemplo-te, O teu sorriso é chama que ilumina todo o Universo.
...
Que venhas macio como o sol da manhã, Com esses lábios sabor de maçã, Não me importo nem um pouco o que será de nós dois amanhã.
...
A chave é o teu pensamento, É com ele que será aberta a porta do teu sentimento. Doce tormento.
...
A PROCURA DO SER
Lágrimas que desabam em soluços sugando a alma para o fundo do oceano...
Lu Lena /2026
Ninguém precisa vender a alma ao diabo.
Basta doá-la voluntariamente: pregue o ódio, pratique racismo, machismo, elitismo, homofobia e, como bônus, explore a fé dos outros para ficar rico. O inferno agradece o trabalho voluntário!
