Minha Alma tem o Peso
Perdemos a vida tentando mapear o oceano da nossa alma para quem só possui a capacidade de navegação em águas rasas.
O terror não reside na intensidade da tormenta, mas na secura da alma que se recusa a invocar a Fé no meio do caos.
O Milagre diário é o sim renovado à jornada, quando todas as circunstâncias gritam o óbvio e a alma escolhe a permanência n'Ele.
O medo é o custo da negligência da alma, o sintoma visível da oração que foi insistentemente adiada.
Nessa nova ordem, onde o divino se curva à força sedutora da luxúria, a alma rebelde abraça o erro. O olhar, revelação mundana do desejo, provoca uma mudança de rumo para o proibido, criando um culto falso onde o poder da fé se desfaz em chama louca. A conexão entre culpa e satisfação se mistura, assegurando que o ciclo vicioso da paixão jamais termine.
A melhor versão não é definida pela vitória, mas pela obstinada resistência da alma ligada ao Alto, mesmo na derrota.
A sociedade ovaciona o palco, mas a metamorfose da alma é um evento silencioso, forjado na solidão dos bastidores.
Desperdiçamos o tempo vital na engenharia impossível de forçar a vastidão da nossa alma nos compartimentos estreitos alheios.
"Ah, as artes...
É ela a única coisa que a IA, não pode substituir, pois falta-lhe Alma!"
Haredita Angel
07.04.26
Curta bastante os bons momentos da vida e esqueça daqueles que te fizeram mal ao corpo e à alma! Beijos.
Abençoai Senhor, os medicamentos e a água que vou tomar, para que me façam bem ao corpo e à alma, curando-me e libertando-me de todos os males, pelos quais vos louvamos e agradecemos, em nome do Pai, Filho e Espírito Santo, Amém.
A verdade que tudo passa, porém, a alma é que interessa, pois, essa nunca morre nem envelhece se a cultivarmos bem no dia a dia.
É que às vezes o silêncio nos diz mais que mil palavras.
Sejamos sinceros conosco mesmo. Abraços fraternos.
ENTRE DOIS AMORES, O RASGO INVISÍVEL DA ALMA.
Há uma dor que não nasce da ausência, mas do excesso. Não é a falta que dilacera, mas a coexistência de dois afetos que se recusam a morrer dentro do mesmo coração. Amar dois seres é habitar uma encruzilhada onde cada passo é uma perda irreparável.
O rompimento, nesse cenário, não é apenas uma decisão. É uma amputação íntima. Ao escolher, não se abandona apenas alguém. Abandona-se uma possibilidade de si mesmo. Uma versão da própria existência que jamais se cumprirá. E isso pesa. Pesa como aquilo que poderia ter sido e não foi.
Entre dois amores, não há inocência. Há consciência aguda. Cada gesto torna-se cálculo moral. Cada silêncio, uma confissão. A alma divide-se entre o dever e o desejo, entre o que acalenta e o que incendeia. E, no instante da ruptura, nenhum dos lados vence. Ambos deixam marcas.
A dor que surge não é simples saudade. É uma espécie de eco contínuo. O amor que permanece não desaparece. Ele se recolhe, torna-se subterrâneo, mas continua a existir como uma presença velada, insistente, quase espectral. E aquele que parte carrega consigo duas ausências. A de quem deixou e a de quem nunca poderá ser plenamente.
Há, porém, um rigor inevitável nesse processo. A vida não sustenta indefinidamente duas verdades afetivas em conflito. Em algum momento, a realidade exige unidade. E essa unidade cobra um preço. Romper é aceitar esse preço sem garantias de alívio imediato.
Com o tempo, a dor não desaparece. Ela se reorganiza. Deixa de ser ferida aberta e torna-se memória estruturante. Ensina sobre limites, sobre responsabilidade emocional, sobre a gravidade de envolver destinos alheios em nossas próprias indecisões.
E talvez a compreensão mais difícil seja esta. Amar, em sua forma mais elevada, também exige renúncia. Não apenas do outro, mas de si mesmo enquanto centro absoluto do desejo.
Porque entre dois amores, não se escolhe apenas quem fica.
Escolhe-se quem se terá coragem de perder para sempre.
“O verdadeiro descanso da alma é encontrar-se com Cristo todos os dias - no altar, na Palavra e na esperança.”
Eu acredito que escrever é muito mais que um desabafo, não é nada mais que a alma se expressando. Expressando tudo aquilo que não falamos por medo de julgamento ou simplesmente por não saber se posicionar corretamente, e isso acaba saindo como uma reflexão em uma folha de papel.
"A vida pede força .
O espírito pede coragem.
A alma pede doçura.
E eu peço obediência!"
Haredita Angel
22.06.25
"Chega de fazer chorar a alma.
Fogo é calor.
É tempo de tomar banho de mar..."
Haredita Angel
21.04.14
