Minha Alma tem o Peso
TORQUÁLIA
Minha terra tem Torquato
Onde canta a Tropicália
Quem não se arrisca?
Um poeta não se faz com versos, mas com a gentalha
Um anjo torto caiu do céu
Filho da contradição
Sem crendice de ordem estética
Rasgou as asas da perfeição
Não crê em amor de múmias
Em corações petrificados
Dança na areia movediça da história
Sem medo, abraça atribulados
Pra dizer adeus, go back ecoa
Sem dor, apenas a força da canção
Geleia Geral, sabor de nostalgia
Todas as horas do fim, em louvação
Ele ainda tem inocência.
Eu só perdi a minha inocência e comecei a ver o mundo como ele é, aos 28 anos!!
[19/3/2026 13:26] Alinny de Mello: Desde então, nunca mais fui a mesma
"Tem gente que admira tanto a minha vida que compra até pipoca para assistir o espetáculo."
-Aline Lopes
Bom dia, amor da minha vida. Não tem nada melhor do que acordar e saber que tenho você. A sua presença é a garantia de um dia perfeito, que começa mais bonito e feliz só porque você existe. Te amo! M❤️M
Minha base tem nome: meus filhos.
São eles que me sustentam nos dias difíceis,
que me lembram quem eu sou
e por quem sigo em frente.
2026 vem aí, e eu vou com coragem,
com sonhos mais firmes
e com o coração ancorado no amor que construí com eles.
Tudo o que planto é por nós.
Tudo o que conquisto é com eles.
Minha força começa aqui
Escrevo minha história sem roubar o protagonismo de ninguém.
Cada um de nós tem seu próprio céu para existir, feito estrela.
— Nildinha Freitas
Ninguém tem o poder de tirar de você,
O que você se deu.
Exemplo:
Para defender minha paz eu declaro guerra.
Noite de 359.160 Horas
Hoje minha noite foi longa,
Nem sei bem como explicar,
Parecia que o tempo inteiro
Resolveu acelerar.
Arrisco dizer sem medo,
Pra ninguém duvidar agora:
Minha noite teve o peso
De 359.160 horas.
Horas cheias de lembranças,
De carinho e gratidão,
De pensamentos correndo
Disparados pelo coração.
Buscando qualquer maneira,
Mesmo sem arte ou teoria,
De dizer o quanto me orgulho
De ser sobrinho da minha tia.
Não sou poeta famoso,
Nem artista de profissão,
Mas quando o sentimento fala
A palavra acha direção.
Hoje escrevo o que grita
Dentro do peito, sem demora:
Um amor cheio de orgulho
Que cresce a cada aurora.
Meu coração se derrama
Em palavras pelo caminho,
Misturando frases soltas
De carinho e com carinho.
Cheio de adjetivos vivos
E figuras de linguagem:
Metáfora que ilumina,
Comparação que anuncia,
Personificação que sente,
Ironia que desafia,
Antítese mostrando opostos,
Eufemismo que alivia,
Metonímia que representa,
Hipérbole que amplifica.
Porque ser ANDRADE, minha gente,
É carregar tradição:
É ter coragem no peito
E firmeza na decisão.
É ter força na batalha,
Cuidado no coração,
Dedicação no caminho
E fé como direção.
É ter voz mansa que acalma,
Mas firmeza na razão.
Por isso digo sem medo,
Com verdade que não se esconde,
Que sua presença, minha tia,
É luz que sempre responde.
E digo "hiperbolicamente",
Pra ninguém ter dúvida agora:
Eu e toda nossa família
Te amamos mais que 359.160 mil horas.
Minha saudade tem nome, endereço — e um sorriso que insiste em não se apagar da memória.
É lembrança viva…
da queda que não foi o fim,
mas o início de um reerguer silencioso.
— Aquele que me adestra nas batalhas não dorme —
e foi Ele quem me tomou pela mão
quando minhas forças já não eram suficientes.
Hoje sigo… confiante.
Trazendo à memória tudo aquilo que me devolve paz e serenidade.
Ando devagar —
porque já tive pressa.
E levo esse sorriso comigo —
porque já chorei demais.
— 𝓟𝓪𝓾𝓵𝓸 𝓣𝓸𝓷𝓭𝓮𝓵𝓵𝓪
O Meu Tormento
Todos esses dias têm sido um tormento em minha vida,
A incerteza dos sentimentos e o silêncio
Têm me tirado o sono e a vontade de viver.
Os dias se passam,
E eu estou ali, no meio de todos,
E ao mesmo tempo não estou.
Assim estou,
Perdida em meus próprios pensamentos.
Tem uma coisa estranha acontecendo dentro da minha própria casa e eu ainda não decidi se isso é amadurecimento ou algum tipo sofisticado de bug emocional. Meu marido anda em silêncio, mas não é aquele silêncio confortável de quem já dividiu tantas palavras que agora pode descansar nelas. É um silêncio que observa. Ele fala pouco, mas quando fala, solta frases que parecem ter vindo de uma reunião secreta com a própria consciência. Diz que agora percebe coisas que antes não percebia. E eu fico olhando pra ele com a sensação de que perdi o acesso à versão anterior do homem com quem eu me casei.
E aí teve o beijo.
Eu estava ali, entregue, porque quando eu amo eu não sei amar pela metade. Eu beijo como quem assina contrato sem ler as cláusulas, confiante, intensa, emocionalmente parcelada em doze vezes sem juros. Só que no meio daquele momento que, teoricamente, era pra ser nosso, eu senti. Não foi falta de toque, não foi ausência física. Foi pior. Foi ausência de presença. É como se ele estivesse ali… mas não estivesse. Como se o corpo dele tivesse comparecido, mas a mente tivesse mandado um representante.
Quando eu abri os olhos, ele estava me olhando. Não era um olhar apaixonado, nem distraído, nem sequer culpado. Era um olhar… analítico. Como se eu fosse um documentário interessante passando na televisão e ele estivesse tentando entender a narrativa. E naquele exato segundo, alguma coisa dentro de mim fez um barulho baixo, tipo vidro trincando devagar.
Eu me senti descartável.
Não descartável no sentido dramático de novela das nove, mas naquele jeito silencioso, sofisticado, quase elegante de perceber que talvez eu não esteja mais sendo vivida, só observada. E isso, pra quem sempre foi intensidade pura, é um tipo de solidão muito específica. Porque não falta alguém ali. Falta ser sentida.
E desde então eu fico tentando decifrar esse novo idioma dele. Será que ele evoluiu e eu fiquei parada? Será que ele está enxergando coisas que eu nunca quis ver? Ou será que ele simplesmente se afastou emocionalmente e agora chama isso de consciência?
O mais curioso é que ele não parece distante no sentido clássico. Ele não brigou, não sumiu, não virou outra pessoa completamente. Ele só… mudou o jeito de estar. E isso é muito mais difícil de confrontar, porque não tem um problema claro pra resolver. Tem uma sensação. E sensação não se debate, se vive.
E eu continuo aqui, meio entre o amor que eu construí e a dúvida que começou a sussurrar. Porque amar alguém que está presente é fácil. Difícil é amar alguém que começa a se retirar sem sair do lugar.
No fim das contas, talvez o maior medo não seja perdê-lo. Seja perceber que, de alguma forma, eu já comecei a perder… e ainda estou aqui, beijando alguém que me olha como se estivesse tentando entender quem eu sou.
Agora me conta, você já se sentiu assim também?
Tem dias em que eu olho pra minha vida por fora e penso, pronto, desandou. Parece aquelas casas antigas que a gente vê passando de carro, com a pintura descascando, a janela torta, o portão fazendo um barulho suspeito de abandono emocional. Tudo meio fora do lugar, meio cansado, meio capenga. E aí, no meio desse cenário que facilmente renderia um drama mexicano, eu faço uma coisa quase subversiva: eu me olho no espelho.
E não é aquele olhar automático de quem só confere se o cabelo cooperou ou se a olheira já virou patrimônio histórico. É um olhar mais demorado, mais honesto, quase um inventário interno. E aí vem o susto: por dentro… está tudo bem.
É estranho, eu sei. A gente cresce achando que paz interior vem depois que tudo se resolve do lado de fora. Depois que o dinheiro entra, o amor se encaixa, os planos dão certo, o mundo aplaude. Mas a vida, essa debochada profissional, faz o contrário. Às vezes está tudo um caos do lado de fora, e ainda assim, lá dentro, existe um silêncio confortável, uma calma quase teimosa que insiste em ficar.
E aí vem o julgamento alheio, claro. Porque quando você não está desesperada o suficiente, o mundo acha que você desistiu. Quando você não está correndo igual uma louca atrás de tudo ao mesmo tempo, interpretam como falta de ambição. Como se paz fosse sinônimo de preguiça emocional. Como se estar bem consigo mesma fosse algum tipo de falha de caráter.
Mas eu descobri uma coisa meio libertadora, dessas que a gente não posta porque não dá tanto engajamento quanto um surto bem editado: nem toda calma é falta de vontade. Às vezes é maturidade. Às vezes é exaustão que virou sabedoria. Às vezes é só a consciência de que nem tudo precisa ser uma guerra.
Eu ainda quero coisas, claro. Ainda tenho sonhos, planos, vontades que cutucam. Mas já não é mais naquele ritmo desesperado de quem acha que precisa provar alguma coisa o tempo todo. Tem uma diferença enorme entre querer crescer e precisar correr o tempo inteiro. Eu continuo caminhando, mas sem me atropelar no processo.
E no meio desse mundo que vive gritando urgência, eu tenho aprendido o valor do que não faz barulho. Do que não aparece. Do que não precisa ser explicado. Porque no fim das contas, de que adianta ganhar o mundo e perder a própria paz? Parece frase de camiseta, mas quando a gente entende de verdade, muda tudo.
Então se por fora parecer que está tudo meio bagunçado, mas por dentro existir esse lugar tranquilo, não se assuste. Talvez você não esteja atrasada. Talvez você só esteja, finalmente, no lugar certo dentro de si mesma.
Tem lugares que me lembram
Minha vida, por onde andei
As histórias, os caminhos
O destino que eu mudei
Cenas do meu filme em branco e preto
Que o vento levou e o tempo traz
Entre todos os amores e amigos
De você me lembro mais
Tem pessoas que a gente
Não esquece nem se esquecer
Minha mente tem a incrível capacidade de notar algo maravilhosamente simples: o carvão antes do diamante; o choro antes do sorriso; o luar antes do amanhecer. Apesar disso, me falta o tato de reconhecer, de dar valor, de sorrir mais uma vez e não apenas ver; mas entender. Ainda não tenho a maturidade de inclinar o rosto para analisar e não julgar, falta-me a vontade de expressar e compreender, ao invés de simplesmente acenar a cabeça e seguir. Necessito da capacidade simples mas essencial de deixar o olhar ficar por mais alguns segundos, me permitindo enxergar o que há de melhor, ou o melhor que há para se ver.
Foi assim que perdi você, aquele que ainda vejo no espelho mas não reconheço, não enxergo o algo maravilhoso ali, somente o simples, banal e finito ser que não desejo mais. Condenado a ser efêmero, me perco no passar do tempo e me vejo vencendo junto com os ponteiros do relógio da vida; Como a criatura com prazo de validade que sou, após tanto tempo, venço, não do jeito que eu queria, mas do jeito que me faz perder o sabor e sobrar o gosto amargo da dor.
"O gosto da minha saudade
tem sabor de chocolate,
doce que invade,
aquece e não se abate,
derrete na boca,
na mente se espalha,
amor que retorna,
memória que não falha."
Ela tem um olhar misterioso
e bem expressivo
que instiga minha vontade
de conhecê-la de fato,
seria como encontrar um tesouro perdido
ou uma flor de um perfume raro
no meio de um jardim muito florido,
talvez, eu esteja enganado
mas, certamente, serei grato
se assim for possível.
