Minha Alma tem o Peso
ALIVIAR A ALMA, COMPARTILHAR A VIDA:
Escrever alivia minha alma, dessa forma eu desabafo, choro na letras escritas em cada verso lançado, torno mais fácil o processo de sofrimento, afinal em algum momento da vida todos passam por tribulações, situações que parecem irreversíveis.
Mas procuro ver em cada dificuldade um lado positivo, pois passo por isso agora, sabendo que lá na frente terei mais maturidade e experiência para lidar com o "presente pós- guerra" o "prêmio pela sofrida batalha.
Seguir a alma, chorar o choro em um momento solo, longe das centenas de pessoas que me rodeiam diariamente, longe dos amigos, longe da natureza, longe da beleza, longe da riqueza.
Quando me refiro a riqueza, não me refiro ao dinheiro e ao poder oferecido por esse mundo, isso, de fato não tem valor real algum para mim, pois valorizo coisas simples, como um sorriso, um amor correspondido, um abraço de um amigo, a liberdade do líbido.
Talvez ninguém entenda como vejo minhas escritas, talvez ninguém entenda onde quero chegar, mas somente pelo fato de ter a certeza que muitos de vocês poderão ler as coisas mais loucas e esquisitas que escrevo, ah, isso sim me faz feliz, e por isso, não vou parar, até que Deus ache que seja a hora, o momento, o fim.
Hoje, neste dia dedicado à homenagem aos familiares que perderam alguém para o Covid-19, minha alma chora. A dor da perda é um fardo que carrego todos os dias, desde que meu amado esposo foi levado por essa terrível doença.
O mundo nunca mais será o mesmo sem ele. Sinto falta de seu sorriso caloroso, de suas palavras sábias e de seu abraço reconfortante. Sinto falta de como ele me fazia sentir amada e protegida.
Eu não estou sozinha na minha dor. Milhões de pessoas em todo o mundo sentiram a mesma dor, a mesma tristeza e a mesma saudade. Nós somos uma comunidade de sobreviventes, mas carregamos a dor daqueles que não sobreviveram conosco.
Neste dia, honro a memória do meu querido esposo e de todos aqueles que perderam a vida para essa doença terrível. Eles serão sempre lembrados e amados por aqueles que ficaram para trás. Que as suas almas descansem em paz e que suas famílias encontrem conforto em sua memória.
A tristeza nunca irá embora completamente, mas nós, sobreviventes, permaneceremos unidos e fortes, nos apoiando mutuamente e honrando aqueles que perdemos.
Quando eu te encontrei, uma brisa passou por mim e tocou minha alma, confiei ser um convite sincero de um coração sincero.
Pura coincidência!
fechando os olhos
molhados de lágrimas
batendo o coração
parando com minha alma
em uma noite de horror
perdi meu grande amor
subjuguei meu coração
em doses sondadas
com lágrimas caladas.
Eu vou esquecer o curso de Odontologia, nada conspira a meu favor, guardarei em minha alma pois aprendi que os sonhos não morrem e que carregamos além túmulo e pra toda eternidade, parece que estou aprisionado ao Direito mesmo jurando fidelidade, que seja o que Deus quiser... Deus conhece minhas lacunas... o meu coração.
O beija-flor adornou
O refolho de minha alma
Na luz do sol cravejou
Uma saudade desprezada.
O beija-flor enfeitou
As cinzas de meu jardim
Meu amor acenou
E ninguém acenou pra mim.
O beija-flor cintilou
O feio, o trágico e o obsceno
Num jardim virginal e ingênuo
De onde horrorizou-se o amor.
[Verso 1]
Eu não acho que você queira se apaixonar
Minha alma adornada de cicatrizes sem parar
Algumas feridas que ainda sangram no peito
Me tornei frio indiferente sem jeito
[Verso 2]
Neste momento nada me emociona
O coração pesado em tristeza ressoa
Não há brilho de estrela ou luar
Me perdi nas sombras sem volta pra amar
[Refrão]
Eu sou um barco à deriva no mar
Nas ondas da vida deixam flutuar
Sem porto seguro sem rumo final
Ninguém pode entender meu sofrimento
[Ponte]
Veja o mundo cinza sem cor pra pintar
Cada sorriso apenas mais um disfarçar
As lembranças me assombram em noites sem fim
Não acho que você deva se apaixonar por mim
[Verso 3]
Escolho o silêncio quando a dor sufoca
Converso com o vento sou alma que invoca
Me afasto de quem tenta ver quem sou
Pois tempo perdido nenhum amor restaurado
[Refrão]
Eu sou um barco à deriva no mar
Nas ondas da vida deixam flutuar
Sem porto seguro sem rumo final
Ninguém pode entender meu sofrimento
