Minha Alma tem o Peso
Sôfrega anda a minha alma
corpo fatigado de dor..
ansiedade perdida, cansada da solidão.
Que passa a noite acordada
vê nascer o dia e morrer a madrugada
com ela a escuridão e a desilusão.!
I
Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estacões
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr do Sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.
Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.
Com um ruído de chocalhos
Para além da curva da estrada,
Os meus pensamentos são contentes.
Só tenho pena de saber que eles são contentes,
Porque, se o não soubesse,
Em vez de serem contentes e tristes,
Seriam alegres e contentes.
Pensar incomoda como andar à chuva
Quando o vento cresce e parece que chove mais.
Não tenho ambições nem desejos.
Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
E se desejo às vezes,
Por imaginar, ser cordeirinho
(Ou ser o rebanho todo
Para andar espalhado por toda a encosta
A ser muita coisa feliz ao mesmo tempo),
É só porque sinto o que escrevo ao pôr do Sol
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz
E corre um silêncio pela erva fora.
Quando me sento a escrever versos
Ou, passeando pelos caminhos ou pelos atalhos,
Escrevo versos num papel que está no meu pensamento,
Sinto um cajado nas mãos
E vejo um recorte de mim
No cimo dum outeiro,
Olhando para o meu rebanho e vendo as minhas ideias,
Ou olhando para as minhas ideias e vendo o meu rebanho,
E sorrindo vagamente como quem não compreende o que se diz
E quer fingir que compreende.
Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligência levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou qualquer coisa natural —
Por exemplo, a árvore antiga
À sombra da qual quando crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.
Não tenho paz interior.
Pois minha alma vibra de uma maneira intensa querendo resolver todas as dores do mundo.
Seria possível transformar rabiscos em antídoto antidepressivo e de equilíbrio humano?
Meditemos...
Além das flores que correm em mim, além dos sonhos que habitam minha alma, além das cores...existem segredos guardados.
Entre a porta esta aberta...
Navegue na minha alma,
Ouça meus pensamentos,
Descubra meus segredos, Até os mais profundos.
Sinta o calor da minha pele,
O suor do meu corpo.
Prove o sabor dos meus beijos,
Se encante com os meus carinhos,
Veja o meu sorriso, o brilho do meu olhar.
Ouça minha respiração ofegante,
Meus sussurros delirantes ,
Me ensina a te amar.
A porta esta aberta... Você pode entrar! ( Criado em 19/04/ 2010, para o Ronaldo meu amor )
Já não sei como preencher
esse vazio que consome minha alma.
Ele vem de repente, aos poucos,
contaminando tudo o que sinto.
E finalmente, preenche todo meu ser.
Fico sem saber o que fazer, o que dizer..
Ainda não sei o que me causou isso: foi você
ou eu mesma?
Acho que os dois. Você, que ao sair deixou a
porta aberta, deixando escapar a alegria e o
amor que me restava. E eu, que perdi a chave
e por descuido deixei fugir o bom que havia
em mim.
Agora só me resta sobreviver, porque sem
sentir nada do que adianta tentar algo mais?
gostei amei
o profundo da minha alma...
esta preso na tua escuridão,
medo eterno de viver,
se cura com a morte...
ao despertar
ainda te amo
tão profundamente...
eternidade
pode ser tudo nossa almas,
consumimos tudo na escuridão.
Transição
E nos bosques de minha alma
Se esconde o tempo
Onde um dia eu fui feliz
Em que não havia marcas
Não havia cicatriz
Eu era inteira e segura
Não temia a solidão
Que hoje me tem como prisioneira
Sem carinho e sem razão
Oh alma sofrida venha aqui
Me dê sua mão
Não deixe a nostalgia roubar seu brilho
Tirar sua fé e ferir seu coração
O passado é só história
Que mora apenas na memória
Cuide então do seu presente
não deixe que ele passe em vão
Ele é sua semente que irá colher alí na frente
Olhe adiante , pise no chão
E quando o “ontem” na porta do “hoje” bater
Seja firme não se deixe amolecer
Diga Adeus e agradeça pelo que te fez crescer
Mas não se envolva, feche a porta e se abra para um novo amanhecer.
Hoje o meu corpo que morre
minha alma que chora
como uma facada
não que eu não queira te ver
mas é que existir
cada vez mais me mata
preto e azul como o céu
que também me faz réu
hoje eu choro tanto
mas tanto
não por fome
nem afeto
nem por dor
hoje eu choro por ela
sempre por ela
sempre por ela
que a minha dor e frieza me consuma
eu mereço
a dor me faz continuar
a existência me mata todo dia um pouco
e eu gosto disso
queria que fosse mais rápido
instantâneo
conforto
Ela me olhou de um jeito que nunca tinha me olhado, de um jeito que partiu minha alma.
Livro - PERFIL
A alegria que emana da minha alma, é fruto do carinho que sinto e recebo de vocês amizades lindas.
Essa troca de afeto se desabrocha como flores, são jardins inteiros florindo no meu coração.
Pelo seu amor, seu carinho mesmo que virtual me mantive firme por muitas vezes.
Gratidão a Deus e a vocês, eu acredito sim que o carinho e a atenção realmente nos salva!
------Lanna Borges.
22 maio de 2020
Minha alma,
Sonhou... Chorou...
Idealizou... Amou...
Sofreu... Perdeu...
Pensou... Sorriu...
Ganhou...
Viveu e eternizou
momentos à minha maneira.
Os olhos, ah! Os olhos
Aqueles negros e profundos olhos
Que inundam minha alma
De ideias que se colidem
Aqueles com brilho indiferente
Que se diferem na atmosfera.
Os olhos...aqueles tristes e caídos
Sem nenhuma esperança em seu ser
E o que é este ser?
Os olhos como campos minados
Como estacas de madeira
Os mesmos olhos negros, os olhos em que não há mais vida.
Os tristes e escravizados
Olhos de dor e melancolia.
Sangram, choram, exprimem a perda do seu ser.
E o que é este ser?
A colisão ideológica
Destrói a melanina ocular
Corrói todo o verniz do ser...
E o que é este ser?
Nada mais, do que SER!
