Minha Alma tem o Peso
L umias com eficácia os meus dias,
O lhas de um jeito ingênuo e sincero,
R estauras as minhas forças com a tua energia,
E ngrandeces o meu viver, és digna do meu esmero,
N otavelmente, provocas em mim uma forte euforia,
A mor vívido e verdadeiro que a minha alma aprecia.
Quem dera poder estar agora envolvido por um instante deleitoso ao devanear na presença da minha solitude defronte a calmaria do mar, chegaria a ser tão revigorante
que até para a alma seria salutar.
Sim, isso é evidente, mas agora é minha vez de dizer algumas coisas, confesso que eu também esperei muito para que esta noite chegasse, não quero que nada, nem ninguém atrapalhe este nosso momento,
o passar das horas será irrelevante,
a propósito, estás cheiroso,
gosto muito deste perfume
que estás usando
e digo que foste muito presunçoso
ao pensar que eu vim vestida assim por sua causa, mas tenho que admitir que desta vez acertaste, sei muito bem o que te agrada,
estou disposta, então, que estejas disposto,
que a nossa entrega seja de corpo
e alma,
que fiquemos bastante suados e ofegantes
e quanto a minha sensibilidade,
terás que provar com atitudes,
pois farei o mesmo,
como bem o disseste,
é indispensável a reciprocidade,
portanto, chega de palavras
e comecemos.
Às vezes, acompanhado da minha solitude,
na inquietude da madrugada
aprecio uma simples taça de fogosidade,
um pouco de vinho que esquenta e relaxa,
trazendo uma certa trégua
para a instabilidade da minha mente.
Para deixar a ocasião melhor,
coloco uma música acolhedora, envolvente,
que faz uma emoção calorosa
transitar pela minha alma.
Um efeito bastante pertinente
que muito me agrada.
A minha alma
é abraçada por uma calmaria
ao observar a tranquilidade das águas com um lindo pôr do sol
em perfeita harmonia.
Num avivamento
das águas,
um necessário momento,
que afaga a minha alma
com um aprazível sentimento.
ALMA DESCONTENTE
Oh! Meu Único Norte
Luz consoladora
Eterno d'alma forte
Astro da minha paz
Rasga o peito...
Agita as asas...
Acende à claridade
Perfume de Amor...
Enquanto "eu" sou veneno d'alma
Bendito que me deste a vida
Eu que sou uma alma descontente
Tu que me alimentas à vida
Eu sou eterna dor e pranto
Tu Sacerdote Eterno da fé
Eu iconoclasta do desespero
Ah! Meu desejo é ter um coração cheio de prazeres e venturoso
Um mártir sacrossanto do fracasso
Um poeta, filósofo autodidata tresloucado dolorido
Que busca no peito reprimido
O consolo do Cristo redivivo
Se do mundo não vinguei-me em vida
A morte será-me eterna vigança.
Amém!
Do subúrbio da minha alma, eu ti chamo...
Das escadarias do meu coração, eu ti busco...
Das profundezas das minhas incertezas, eu ti espero...
Das forças que não me restam, eu ainda luto...
Quando eu digo que você apagou minha vida, destruiu meu coração e matou minha alma, é porque seu amor era minha luz. Você era meu alicerce. E com certeza, você não é um assassino de almas, até porque a alma não se destrói; o corpo morre, e a alma retorna intacta ao Pai Supremo.
Aquieta minha alma...
Entenda que nada acontece em vão.
Todo projeto para se realizar passa por um processo
Nem sempre como gostariamos.
Nem sei exatamente o porquê das lágrimas inundarem tão rapidamente a minha face. Só sei que estão aqui, vivas, quentes que até aquecem minh'alma. A alma cansada e com frio sentiu um alento estranho, então percebi, foi o desabafo. Aquele choro contido na garganta precisava ser livre. O grito aprisionado em meu ser, agora livre em soluços. O coração sofrido ainda dói, há um aperto no peito. Uma dor querendo partir, agora vai-se aos poucos, e eu a deixo ir. Não há mais forças para conter mais nada. Preciso está entregue às partidas, mesmo que isso, signifique solidão.
As vezes, muitas, talvez,
A poesia foge de mim,
Aperta antes a minha garganta,
Embarga-me a voz, parece o fim...
Reajo com firmeza, sou guerreira,
Mas a deixo aos poucos, partir,
Sei que um dia, de qualquer maneira,
Voltaremos, aqui ou em outro plano a nos unir...
Seremos unas, alma e coração,
Linhas, letras, saudades e amor,
Nada separa quem sente a emoção
De ser poeta e ao parnaso dar valor
Um dia vi a frase: "ELEGIA É MINHA ALMA" - Confesso que não entendia, mas hoje, percebo que é perfeitamente encaixada tal frase na vida daqueles que conseguem perceber o seu próprio eu.
Elegia é minha alma! Navalhas cortantes de vivências amordaçadas chegam repentinamente, deixando sequelas e causando um cataclismo profundo em todo o ser. Devaneios se misturam com cenas reais e temos a sensação de que tudo parece perdido...
Minha alma se alinha e alegra com a arte que oferece uma visão mais colorida da vida, com os riscos das palavras que alimentam o espírito e com a voz que grita em linhas.
Minha busca por Deus é movida por uma fome profunda da alma ou pela acomodação de quem já se sente satisfeito?
Crônica – Carta de uma alma para outra.
Por Diane Leite
Eu não sei quando foi que minha alma esbarrou na tua. Talvez tenha sido antes do tempo. Talvez tenha sido depois que o tempo parou. Só sei que, desde aquele instante, nada mais coube no raso.
Você chegou como quem não queria ficar, mas ficou. Como quem não queria se apegar, mas se apegou. Veio com suas defesas tão afiadas que me cortaram só de encostar. E mesmo assim, eu fiquei. Eu, que sempre fui vento, virei âncora quando te vi.
E não é porque você me ofereceu abrigo. Mas porque, de algum modo estranho e inexplicável, eu senti que era eu quem te oferecia casa — mesmo sem ter paredes.
Não me apaixonei por suas certezas. Me apaixonei pelas dúvidas que você não conseguia esconder. Pelo medo mal disfarçado de não ser suficiente. Pela forma como tentava me segurar com silêncios, planilhas e conselhos, como quem teme que o amor escorra pelos dedos se não tiver um roteiro para seguir.
Mas eu não vim com manual. Eu sou caos e templo. Sou água que escorre por onde quiser e chama que arde mesmo sem oxigênio.
E talvez por isso você tente me controlar. Como se precisasse provar que ainda tem domínio sobre algo. Mas, veja bem... eu nunca pedi que me segurasse. Só pedi que me visse.
Não como quem analisa. Mas como quem reconhece.
Porque eu reconheci você.
Na tua fala contida, na tua necessidade de dar antes de receber, no jeito torto de cuidar como quem diz: “Não sei amar bonito, mas te amo à minha maneira.”
E eu aceitei. Porque minha alma não quer moldes, quer presença.
Mas às vezes, eu também me perco. Me perco querendo te provar que não sou ameaça. Me perco tentando merecer o que já é meu por direito: o amor que pulsa quando nossos silêncios se abraçam.
E então eu volto para mim. Lembro que não preciso gritar para ser ouvida. Que não preciso pagar pelo que me foi entregue com carinho. E que amar não é uma dívida, é uma dança.
Você vem do mundo dos números. Eu, do mundo dos sonhos. E mesmo assim, encontramos um compasso. Às vezes, fora do tempo. Às vezes, desafinados. Mas ainda assim… nossos passos se reconhecem.
E se eu escrevo isso agora, é porque sei: você me entende melhor nas entrelinhas.
Talvez a gente tenha sido feito disso mesmo — de tudo que não se explica, mas se sente.
Então, se um dia o mundo duvidar de nós, que ao menos nossas almas não duvidem uma da outra.
Porque eu não me lembro de onde vim.
Mas sei que, desde que te encontrei,
eu estou voltando pra casa.
Ano Novo
Minha alma é antiga.
Do tempo em que virada de ano era mais esperança
e menos expectativa...
