Milagre do Nascimento
Eu sempre o defendi. E mesmo depois de tudo que fiz por você, me apunhala pelas costas.
Ai da saudade
Quanta saudade
Há nesta despedida
Dura realidade
A vida!
Ausentar é triste
O suspirar insiste
E também o amor
Que consola a dor
O vazio agiganta
A agrura tanta
Tanta saudade
Sua majestade
A saudade tanta
Agora na sua ausência
Seu carinho na carência
Sua poesia, otimismo, alegria
Nos meus versos, seus!
O adeus. Foi-se a Deus!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
São Paulo, Guaianase, 07/08/2019
Dona Verconda Espadarote Bulus
poetisa entre montanhas e flores,
São José do Calçado perde sua poetisa.
Minha gratidão, minha saudade, meus sentimento
Temperança é essa moderação pela qual permanecemos senhores de nossos desejos, em vez de seus escravos.
O Amor, essa sementinha que nasce,
cresce e toma conta de nossas existências
é tão surpreendente,
que mesmo estando do outro lado da vida,
ele permanecerá em nós como razão,
que nos levarar a acreditar que um dia,
iremos reencontrar na plenitude,
a quem nos ajudou a semeá-lo !!
Sabe Deus quantas vezes vou para a cama com o desejo, sim, até mesmo com a esperança de nunca mais acordar!
Não interrompa uma pessoa que lhe conta algo que você já sabe.
Uma história nunca é contada duas vezes da mesma maneira
e é sempre bom ter mais uma versão.
VERSOS DE AMOR (soneto)
Os versos de amor não expiram, são eternos
Adoçam a amargura e embala o pensamento
E nestes sentimentos, tão a sensação ternos
Se ilusão ou loucos, não tem arrependimento
São trovas mansas e com vocabulários fraternos
De olhares, gestos, que se espalham pelo vento
Que ao peito trazem afagos e gemidos imersos
São palavras que vão além de um só momento
É canção com sabor que embebe a lembrança
A emoção. Se duvidoso de êxito ou sofrimento
Se o sim ou o não, é reticência, sem conclusão
Os versos de amor são uma variada dança
Que bailam no coração nem sempre atento
Musicados com suspiros e poesia da paixão...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
06/01/2020, 16’10” - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
BEM-VINDO JUNHO
O que vem, assim virá,
maio encerra seu voo, passou.
Novo fado, novo sol surgirá,
outro tempo, JUNHO chegou!
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
cerrado goiano
Que no arraiá de junho
se possa pular
os problemas
passar a limpo o rascunho
sem teoremas.
Achar a barraquinha
de sonhos
e se lambuzar
de amor,
sem fado enfadonhos...
BEM VINDO JUNHO
Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversa descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta:
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranqüilidade o médico respondeu:
- Boa tarde senhora, em que posso ser útil?
Ríspida,ela respondeu :
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando um médico?
Mantendo - se calmo, contestou:
- Boa tarde senhora! O médico sou eu, em que posso ajuda-la?!
- Como?! O senhor?! Com essa roupa?!...
- Ah! Senhora! Desculpe! pensei que a senhora estava procurando um médico e não uma vestimenta...
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem como são as coisas - disse o médico - as vestes não parecem dizer muitas coisas, pois quando vi chegar, tão bem vestida, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente e depois daria ''Boa Tarde''.
MORAL DA HISTÓRIA:
Como se vê, as roupas nem sempre dizem muito... As aparências nem sempre falam por si...Um dos mais belos trajes da alma ainda é a educação!
Na vida precisamos lutar por aquilo que acreditamos, dar o melhor de nós e por aqueles que amamos. Desistir Jamais!
A decisão que estou tomando é consciente. Decidi na plenitude de meu livre-arbítrio. Sei que isso é duro, porque sendo assim, ninguém tem direito à culpa e a culpa é o alívio dos fracos.
Lamento, mas concordo com Camus que o suicídio é a única questão filosófica verdadeira. Meu desejo comanda meu destino e a morte é a única liberdade.
CONSOLAÇÃO
Penso às vezes na saudade, nos tempos idos
Que inflamei na juventude, vida e inocência
Penso nas quimeras deixadas na reticência
Levadas pelo vento, nos destinos repartidos
Penso nos poemas nos vazios adormecidos
Deixados ao léu. Sem qualquer referência
Amargurados no peito e cheio de carência
Penso nos prazeres nos perdidos contidos
Talvez na dor pudesse ter sido diferente
E de repente com flores fizesse diferença
E a minha presença, importante vertente
Porém... nada é como o que se pensa
O destino é traçado na tenra semente
Viver é amor, e amar é de vital crença!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de março de 2020 - Cerrado goiano
Olavobilaquiando
As criaturas imaturas desejam uma cura imediatista para os seus males, não aspirando senão a mudanças superficiais. Exigem, sem nenhum esforço, que as bençãos desçam sobre seus caprichos infantilizados ou desejos precipitados; querem "pagar um preço" irrisório pelo desenvolvimento e crescimento espiritual. Esse preço não se paga com auto-ilusão, com atitudes de vitimização ou de autopiedade, e sim com mudança de comportamento interior.
Médium Francisco do Espírito Santo Neto
Ditado por Hammed
Livro "Os prazeres da alma"
Carta de um poeta ao Papai Noel
Papai Noel
como criança neste cordel
te peço!
um presente no sapatinho
com apreço
um pouquinho de tudo que é generoso
dos povos: o amor, o ato misericordioso
sabedoria, onde possamos dar graças
afeição, fé, saudando todas as raças
muita paz, oração, muita alegria
nos livrando de todo o mal
embalados pelo coro celestial
de Boas Festas e, um Feliz Natal!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
Cerrado goiano, dezembro
