Migalhas de Amor
Quando o perdão liberta antes do amor.
Há momentos em que o coração, ferido pela incompreensão, pelo abandono ou pela injustiça, precisa antes se despir do peso da mágoa para então reaprender o verbo amar.
O amor, em sua pureza, é um ato de entrega; mas o perdão é um ato de libertação, e às vezes é ele quem chega primeiro, abrindo as grades invisíveis que nos aprisionam ao passado.
Perdoar não é aceitar o erro, é compreender que a dor não deve governar o destino. O perdão não absolve o outro apenas; ele resgata a si mesmo. Porque enquanto o ressentimento persiste, o amor não respira, ele sufoca entre as lembranças, tentando florescer em solo infértil.
É no instante em que o perdão se faz ponte, e não muro, que a alma se reencontra consigo. E somente então o amor, que sempre esperou em silêncio, pode voltar a ser caminho, não mais ferida, mas aprendizado.
Alguns amores só sobrevivem quando são libertos pelo perdão. Outros só nascem depois dele. Mas, em todos os casos, o perdão é o primeiro gesto de amor, ainda que disfarçado de despedida.
LITURGIA DO AMOR QUE NÃO VOLTA.
Capítulo V - LIVRO: DOR DA MINHA DOR.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Ano: 1995.
Em minhas mãos há muitas mãos.
Nenhuma é inteira.
Todas tremem.
Escrevo como quem toca uma ferida antiga que jamais cicatrizou.
O amor não partiu.
Ele permaneceu distante.
E a distância é mais cruel que a morte.
Há um amor que não passa porque nunca se foi.
Ele apenas se deslocou para um lugar onde a memória não alcança e o corpo não suporta.
Desde então carrego no estômago um vazio que dói como fome etérea.
Não é ausência de pão.
É ausência de alma.
A noite entra pelos olhos, é linda.
Não pede licença.
Ela se senta ao meu lado e sussurra o que perdi, não, não foi um assassinato foi um suicídio.
Cada lembrança é um sino fúnebre tocando dentro do peito.
Cada silêncio é uma pergunta sem resposta, corta o segredo do nosso silêncio.
A tristeza aqui não grita, não é preciso é existência.
Ela se ajoelha.
Ela reza com palavras quebradas.
E eu me ajoelho com ela porque amar assim exige humildade diante do irreparável realizado por nós.
Meu amor não foi um erro.
Foi um excesso.
Amei com tamanha profundidade que o fôlego do mundo se tornou insuficiente para contê-lo.
Quando partiste algo em mim continuou indo ao teu encontro todos os dias,todos os dias...
Há dores que não querem cura.
Querem testemunho.
Esta é uma delas.
Carrego o amor como quem carrega um cadáver querido nos braços como judeu errante da profecia.
Não o enterro.
Não o abandono.
Aprendo a conviver com o leve peso.
O coração já não bate.
Ele ecoa.
Cada pulsar é um chamado que ninguém responde.
Sei que este amor não terá redenção no tempo e nem no vago.
Ele pertence ao domínio das coisas que só existem para doer com beleza.
E é por isso que volto a estas palavras.
E voltarei aqui quantas vezes me doer e me querer esse amor. Suas veias finas, lindas nessa pele translúcida, é nelas! É nelas que eu leio-as outra vez uma impossível esperança.
E outra vez.
E outra vez me perco de mim em teu roubo fácil de mim mesmo.
Não paramos esquecer, estranho, o nada não tem vez aqui.
Mas para manter viva a única forma de eternidade que me resta.
É admitir-me imortal em humilde homenagem a dor fiel que me ama mais, e sempre mais além de mim.
AMOR INSCRITO NA CARNE.
O corpo é a página derradeira onde a alma escreve aquilo que não ousa dizer em voz alta.
Esta escrita gravada no dorso declara que amar é aceitar a disciplina do sofrimento.
Não há promessa de repouso.
Há apenas o compromisso com a beleza que exige fidelidade mesmo na ausência.
Cada signo afirma que o amor verdadeiro não se confunde com prazer.
Ele é vigília.
Ele é renúncia.
Ele é a lenta educação do desejo para que não se torne posse.
O amor aqui não acolhe de imediato.
Primeiro ele fere.
Depois ele forma e quase cuida.
A arte desta escrita não pretende consolar.
Ela convoca.
Quem a lê é chamado a abandonar a leveza vulgar e a suportar o peso da profundidade.
Amar torna se um ofício leve ao mesmo momento severo.
Uma escolha diária entre a dignidade do sentir e a fraca facilidade do esquecimento.
Essa distinta escrita ensina que o belo não adorna a vida.
O belo em prantos a julga rogando perdão.
Ele exige que a alma cresça até doer.
Que suporte a ausência sem transformar a saudade em rancor, mas num lugar.
Que permaneça fiel mesmo quando o amor não retorna e ele olha para trás.
Filosoficamente esta escrita proclama que sofrer por amor não é derrota.
É prova, batalha aberta ao julgamento deliberado e em paz.
Só sofre quem reduziu o outro a objeto e dá de si o valor além do próprio objeto seja qual ele for.
Só padece quem não negociou a própria essência, porque deveras vezes podia-se fazer um bom negócio às honras das plêiades.
O amor que não dói é apenas hábito.
O amor que dilacera é formação do ser.
Aqui o amor não salva do abismo.
Ele ensina a caminhar dentro dele sem perder a verticalidade, pois é amor.
Aquele que ama segundo esta lei aceita perder.
Aceita esperar. aceita aceitar.
Aceita permanecer inteiro mesmo quando tudo lhe falta, esse é o dom amor.
O leitor que se detém diante desta escrita não sai ileso., me desculpe.
Ela o obriga a buscar em si um amor que não pede garantias.
Que não exige retorno.
Que não teme a solidão, porque ela existe, ela virá, mas é chamado tudo isso de amor por alguém, mas é.
E somente quem atravessa a dor sem corromper a ternura e a delicadeza da gota d'água na ponta de uma frágil folha torna se digno da beleza que o amor promete no silêncio do tempo e na promessa da própria crença.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
POEMA PARA O AMOR NA DOR.
Eu já viajei por estradas de vento e saudade como se cada curva fosse um corte na carne do tempo até descobrir que o amor espera à margem da estrada exangue e solitário.
Eu vi teus olhos como duas chamas bruxuleantes no crepúsculo do mundo e ouvi no silêncio teu nome mais profundo do que todas as vozes que se perderam na noite.
Cantaste a canção que não termina e a dor tornou-se verbo que pulsa como coração ferido de tanto amar a quem não volta.
O amor é esta estrada interminável onde cada batida de peito é um grito e cada lembrança é um corte que sangra luz e sombra.
Eu te amo como quem espera junto à beira do caminho sabendo que a alegria só existe porque a dor ensinou-me a reconhecer o valor de cada gota de vida.
Ainda que o mundo se acabe entre nós eu guardo teu nome no centro mais ardente do peito onde a dor é chama e o amor é chama mais forte ainda.
E assim eu canto até que o tempo se renda ao meu amor feito dor e a dor se renda ao meu canto feito amor.
Autor:Marcelo Caetano Monteiro .
AMOR E A MEMORIA DO QUE NAO SE DISSE.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
Quem dizia amar e partiu revelou sem palavras que o amor jamais se constituiu como experiencia interior.
Nao houve perda houve apenas o desvelar tardio de uma ausencia antiga.
Porque o amor quando existe nao se dissolve no tempo ele se aprofunda na memoria.
Abandonar aquele a quem se dizia amar nao e um gesto do destino, é um ato da consciencia que jamais amadureceu.
O amor nao falha ele apenas nao nasce onde o espirito permanece disperso.
Entre dois seres quando o ciúme se instala não como episodio mas como estado, alí o amor ja foi substituido pela inquietação do ego.
O ciúme nao guarda, ele denuncia.
Nao protege, ele acusa.
Nao ama, ele teme.
A solidão que sucede a ruptura não é vazio, é um espaco de reminiscência.
Nela a alma percorre lentamente os corredores do que foi vivido, como quem retorna a uma casa antiga e reconhece nos detalhes aquilo que sempre esteve ausente.
O amor verdadeiro habita essa região subtil onde a palavra se cala.
Ele não se impõe nao exige nao reivindica, ele existe como aquelas verdades que só se revelam quando o tempo deixa de ser pressa.
Amar é tocar o abstrato porque amar é recordar.
Não é menos, é um fato e sentido.
Não é o gesto mas a intenção.
Não é o outro, mas aquilo que o outro despertou em nós como possibilidade de eternidade interior.
E assim compreende-se finalmente que
o amor nao se anuncia ele se reconhece.
Nao se perde ele se recorda dentro de si mesmo
e permanece como memoria cristalina na consciencia que ousou sentir sem ruído, sem medo e só sob à submissão para com tudo.
CÂNTICO DA DELICADEZA REAPRENDIDA.
O amor nos dias atuais precisa reaprender a linguagem da mansidão.
Ele nasce cansado de excessos e reencontra sua força no gesto contido.
Não se anuncia com estrondo nem se impõe como urgência mas aproxima se com respeito como quem reconhece o valor do outro antes do próprio desejo.
Nesse movimento inicial o afeto resgata a ética do cuidado e transforma a palavra em abrigo.
A experiência amorosa contemporânea reencontra o cotidiano como espaço legítimo do sagrado.
O amor manifesta-se na mesa partilhada no pano estendido ao sol na espera paciente.
Ele recusa a teatralidade e escolhe a constância.
A pessoa amada não é mito distante mas presença concreta que respira o mesmo tempo e carrega as mesmas fragilidades.
Nessa proximidade reside uma beleza silenciosa que educa o olhar e disciplina a sensibilidade.
O sentimento não se constrói isolado mas nasce impregnado de memória.
Cada gesto amoroso carrega ecos de vozes antigas transmitidas sem registro.
O amor verdadeiro reconhece que não começa em si mesmo mas prolonga um fio que atravessa gerações.
Essa consciência devolve profundidade ao presente e impede que o afeto se torne descartável.
A contenção emerge como virtude essencial.
Amar não é transbordar sem medida mas sustentar com firmeza.
A palavra é escolhida, o gesto é pensado, a promessa é respeitada.
No mundo saturado de estímulos essa contenção torna-se forma elevada de coragem moral.
O amor aprende fica quando se abdica do excesso.
A harmonia surge como finalidade última.
O sentimento não busca vencer nem dominar mas equilibrar.
Ele molda o caráter, suaviza os impulsos e orienta a convivência.
Amar torna-se exercício diário de aperfeiçoamento interior sem espetáculo e sem ruído.
Assim o amor reencontrado nos dias atuais afirma-se como herança viva de uma sensibilidade antiga.
Ele demonstra que a verdadeira permanência nasce da fidelidade à forma da escuta atenta do outro e da humildade diante do tempo apressado.
E quando o coração compreende isso o amor deixa de ser vertigem e transforma-se em morada firme onde a alma finalmente repousa.
Escritor:Marcelo Caetano Monteiro .
Não ligue quando tirarem sarro de seus sonhos, olhe essas pessoas com amor e deseje o melhor e muita luz, para que ela consiga se encontrar e olhar para dentro de si mesma e aceite que precisar evoluir.
Era uma vez uma menina que não dava certo no amor..ela gostava de um menino meigo e fofo, mas ele não a dava atenção.
Até que ela mudou de país, fez amigos novos, e principalmente um novo melhor amigo...
Eles começaram com uma simples amizade! uma amizade boba..confiando um no outro, começaram até com ciumes bobos..
E aonde eles iam todos achavam que eles eram um casal..claro, tinha pessoas que reclamavam..mas faz parte!
Até....que... ela se apaixono....
Ela estava com muito medo de contar a ele por conta de estragar a amizade..
Mas ela pensou melhor e contou, mas ela contou de um jeito estranho, ela fez uma simples pergunta, "voce gosta de mim?".
Ele disse sim..
aquilo foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, o amor ser recíproco!.
E toda aquela amizade boba q começou com um simples vácuo se transformou e um amor que continua a crescer e não parou até hoje...
Mas chegou uma parte na vida deles, que ele teve que se mudar...e todos os sonhos que eles fizeram foram por água abaixo.
eles se amavam de mais, mas tiveram que termina..
eles sofrem demais por conta disso, e ela então nem se fale, achando que alguma coisa tinha dado certo na vida dela até que....ele se foi.
Ela ta sofrendo de mais varias noites sem dormi, o dia todo pensando nele, chorando por ele....
ela sente uma falta dele, sente saudade do cheiro dele, o jeito que ele olhava pra ela..saudade de tudo....
Ela tem muito medo que ele encontre outra nesse tempo que ele estiver longe..
Mas ela pensou de mais sobre isso, e o resultado foi:
"se for pra ser vai ser! não importa o tempo não importa as pessoas..SÓ vai ser..."
Era uma vez uma menina que não dava certo no amor..ela gostava de um menino meigo e fofo, mas ele não a dava atenção.
Até que ela mudou de país, fez amigos novos, e principalmente um novo melhor amigo...
Eles começaram com uma simples amizade! uma amizade boba..confiando um no outro, começaram até com ciumes bobos..
E aonde eles iam todos achavam que eles eram um casal..claro, tinha pessoas que reclamavam..mas faz parte!
Até....que... ela se apaixono....
Ela estava com muito medo de contar a ele por conta de estragar a amizade..
Mas ela pensou melhor e contou, mas ela contou de um jeito estranho, ela fez uma simples pergunta, "voce gosta de mim?".
Ele disse sim..
aquilo foi a melhor coisa que aconteceu na vida dela, o amor ser recíproco!.
E toda aquela amizade boba q começou com um simples vácuo se transformou e um amor que continua a crescer e não parou até hoje...
Mas chegou uma parte na vida deles, que ele teve que se mudar...e todos os sonhos que eles fizeram foram por água abaixo.
eles se amavam de mais, mas tiveram que termina..
eles sofrem demais por conta disso, e ela então nem se fale, achando que alguma coisa tinha dado certo na vida dela até que....ele se foi.
Ela ta sofrendo de mais varias noites sem dormi, o dia todo pensando nele, chorando por ele....
ela sente uma falta dele, sente saudade do cheiro dele, o jeito que ele olhava pra ela..saudade de tudo....
Ela tem muito medo que ele encontre outra nesse tempo que ele estiver longe..
Mas ela pensou de mais sobre isso, e o resultado foi:
"se for pra ser vai ser! não importa o tempo não importa as pessoas..SÓ vai ser..."
O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Unidos para sempre.
vejam no que me transformou,
o teu, ganancioso amor,
num moleque de recado,
do fraque, hoje aos trapos,
sem direito, a reembolso ou devolução,
um bêbado à caminho do bar,
uma Butina suja e fedida,
uma boca sem escovar,
depois da noite mal dormida,
uma bituca de cigarro cuspida,
na vala de qualquer rua,
digo sim, que a culpa é tua,
não quero me vitimar,
já fui seu amado,amante,
homem de muito valor,
era chamado, meu bem,
querido, e meu paizinho,
mas vi a desgraça chegar,
e o meu dinheiro levar,
me trazendo revolta e dor,
o teu amor acabou,
teu bem, não sou mais,
pagar algo, nem pensar,
agora pra terminar,
já posso me apresentar,
eu sou aquele rapaz,
que você,sem uma lagrima no olhar,
deixou com as alianças na mão,
chorando lá no altar.
O amor se encontra no meio do deserto, sedento por água, sedento por dom de vida, o amor é o oásis no vasto e devastador árido existencial.
- Às vezes o amor pode se tornar a sua pior mentira, talvez seja por isso, que eu ando gritando em meu travesseiro? - Não, o amor é um sentimento que se utilizado de forma correta, pode mover mundos e restaurar fundos, sentimentados e fálidos. - Porém, não estou precisando de cama e muito menos de travesseiro. Descobre-se então que dormir no chão, não é uma péssima opção. Nunca me senti tão bem acolhida como agora. - Males que faz bem, há poucos.
Cavalos selvagens, venham me buscar, venham rápido antes que o tempo deixe de ser tempo e passe a ser apenas uma bússula, essa mesma que todos podem até tentar possuir, mas poucos saberão como utilizar.
São no piores momentos que o amor aparece.
E na nossa dor que um novo floresce
E foi na minha dor, no meu sofrer.
Que eu encontrei você
Meu amor.
Minha jornada começa pelo amor,
Mas caminha pelo vão da desilusão.
Perambula pelo perdão, percorrendo os vales do amor próprio.
E a marcha, finalmente é concluída na esperança.
A esperança do amor renovado.
O amor e uma flor que se abrocha com o calor, de si ver sem se querer sem se ter e sem poder ser flor de amor.
