Meu Sonho e te Conhecer
Estou com o meu espírito injuriado e exausto com a sandice do sistema de vida burrocrático aqui do Brasil. A vida está a cada dia mais desumana. Precisamos de mais dois mil anos para humanizar esse sistema de vida para todos nós brasileiros!
Convidada à flutuação
do meu corpo colado
ao teu e os meus
pés sobre os teus
e a música das estrelas
a nos rodopiar,
é uma indomável
e sublime premonição.
No meio desta savana
temperada a dançar
sob a luz da querida Lua,
o meu afeto de namorada
para você vou devotar,
e à ele tu se renderá;
amor insubstituível amor
a nossa hora chegará.
Os raios amáveis da Lua
que passam as folhas
das suntuosas árvores
desenhando sobre nós
rendas que nos enfeitam
para esta festa
que na minha intuição
já tem acontecido
por antecipação
nestes olhos cansados
desta distância
que se enchem de brilho
quando você ouve
ou alguém fala no meu nome.
Pela minha letra fatal
Desabrocha mansamente,
Pelo meu verso imortal
Carinhoso simplesmente,
Realiza no meu corpo
O segredo dos teus lábios,
Abrigado na tua mente.
Pelo soneto perfeito
Escreva o teu destino,
Pela harmonia corpórea
Revelada secretamente,
Fruto particular da história
Silenciada pelo nosso beijo,
Inviolável ninho de carinho.
Pela minha poesia inesgotável,
Ora tecida em versos ricos,
Ora bordada em versos pobres,
Poesia santa, profana e condenável.
Pelo sonetista que nos vê - e crê,
Pela fé no amor inabalável,
Ora e desabrocha;
Vê e se enamora daquilo que é,
E o coloca para sempre como intocável.
Maviosa flor do meu amor,
Cintila em tom purpúreo,
Maravilhoso é o teu amor,
Refugiados do mundo,
Juntos escrevendo o verso
No universo íntimo, protegido.
Carinhosa trova sabor de beijo,
Passa, não passa e repassa
Pelo melhor que a língua tem:
- a tua suave e discreta boca
Que por ela morro, permaneço
Entrego-me em poesia quase louca.
Amorosa amante não desfaço,
Da minha posição extrovertida;
Pegue cada poema, toque a lira,
Determinada pelo destino, criativa,
A matar-te de amor no bom sentido
Não deixando-te nenhum pouquinho
Satisfeito sob o meu corpo feminino.
Escutei o conselho do pescador:
Joguei a rede dos desejos,
Para ver se busco o meu amor.
Joguei também o perfume
Só para ver se ele percebe,
O tamanho do meu ciúme.
Escutei o conselho do pescador:
Vestirei-me toda de renda,
Para que ele note o meu esplendor.
O amor é uma embarcação,
Que faz de nós novos marujos;
Mareja os olhos, e guia o coração.
Escutei o conselho do pescador:
"- Pendure na festa uma rede,
fazendo com que cada um escreva
o tamanho dos seus desejos.
Não importa se é Festa da Tainha,
O importante é que se tenha fé na vida;
Como os pescadores acreditam no mar,
Não desista nunca de acreditar no amor."
Nas minhas pétalas
tu te roças,
No meu beijo
que tanto procuras:
está o meu corpo
cheio de loucuras.
Não desvias,
porque tanto adoras
As minhas mão de fada,
sem farsa,
e minhas carícias
todas mimosas.
Nas minhas galas
tão pomposas,
No meu bailado
tão repleto de ginga:
assim seguem
as minhas malícias.
Não desvias,
porque tanto fazes
E por onde fazes
ser tua - toda;
e segue
em gestos audazes...
Não desvias -
porque escreves
O poema das mil fases;
Tu, só tu me trazes...
Não desvias
porque estão entregues
As devoções e as tuas
alucinações
Uma a uma, assim tu
me pertences...
Desta rua
de paz
inabalável
aqui tenho
o meu
nobre abrigo,
Temos um
endereço
invejável,
Brotam versos
de amor
e o desejo
incontido.
Porque sei
que ele virá,
mas nem
quando
e como virá.
E me orgulho
de estar em
companhia
diária de tão
bons vizinhos.
Enquanto
ele não vem,
tenho tempo
para sarar
a minha dor
e daqui enviar
todos os dias mil
versos de amor.
Faço questão de te apresentar o meu advogado:
- Dr. Carlos Drummond de Andrade, o poeta.
É com ele que aprendi a te acusar porque
em mim deixaste cravada a saudade.
Não posso fazer nada se o teu relógio
quebraste, e foste embora por qualquer
doido motivo - deixando o meu coração
bem doído (e contrito).
Pegaste o melhor do meu coração,
E partiste fugidio.
Sim, acuso-te com esses versos vivos,
Versos repletos de momentos sentidos,
Acuso-te porque você merece,
E o meu coração por ti partiu-se,
Escrevo com o pedaço finito,
que por ti padece.
Acorda, revive e percebe,
Que este coração é só teu,
Sempre pedi aos céus que
fostes meu,
Desconfio que você me esqueceu.
Cobro, redobro a cobrança da presença
que você me acostumou,
- e cobro ainda mais o amor que sempre prometeu.
Ao caminhares iluminado pelos primeiros raios de sol,
- sentirás a presença do meu coração girassol
E lembrarás de mim ao avistares o canteiro
Das flores mais púrpuras e lilazes,
- seguirás no parque caminhando e levando de nós
os momentos mais audazes.
Em profundo espírito de oração,
Olho para o céu perguntando:
- Foste tu o meu coração?
Ao menos estás aqui dentro,
Um bom motivo para fazer
Companhia para a sombra,
poesia e água fresca.
É um alento trazer-te para cá,
Só a poesia que é que me concede
Tal possibilidade embalada nessa rede,
E escrevendo uma prosa
de que tem sede e morre de amores.
Pode ser que sim, pode ser que não,
Se [realmente] foste tu
O meu coração, você está aqui
embalado por verso, poema e canção.
Hoje mesmo sem ter você por perto,
Tenho um balneário como companhia,
Viverei grande como a poesia do mar,
Navegando nas letras e agarrada
aos cometas - descobrindo o quê é amar
- sozinha -
Minh'alma não te alcança, confesso,
Não te alcança por continuar em lira
Para talvez embalar outros versos,
e amores que sequer foram descobertos.
Talvez o exílio do amor seja a missão,
para os poetas emplacarem com paixão,
e mexerem com toda essa gente
que foge até da emoção,
gente que finge que não sente,
e finge até que não é gente!...
Talvez você sequer tenha me desejado,
sinto por não tê-lo feito apaixonado.
Portanto, amor, mesmo que você não
fique do meu lado, e encontre outro
amor: continuarei escrevendo para você
não se esquecer que um dia alguém nessa
vida te escolheu para viver-te como amor.
O meu olhar se desdobra
em busca do teu,
- é como a Terra
procura pelo Sol
Para sorrir mais,
e amar demais;
Tens uma mulher
que te adora,
- vestida de aurora,
E que é capaz de te amar
além da hora
- não me deixes só -
Não vá embora!
O teu rastro
de estrelas
Faz de mim
uma doidivana,
Por isso posso
ser sua
Na poesia - e fazer
todas as artes...
Nascida das estrelas
e dos teu primeiros
Raios de sol,
- sou a mulher que sempre
procurastes,
E me encontrastes.
Nas tuas orações sempre
me recomendastes,
- Deus me encontrou em alta
velocidade.
Os aromas enlevados
na atmosfera,
- nos fizeram ainda
mais interligados
Não nos vejo desgarrados,
- estamos apaixonados
Uma surpresa concedida,
e que por nós foi acolhida.
Sob a proteção d'Ele
nos desalinhos dessa vida,
- descobrimos dois
corações alados,
Sedutores e enamorados;
- capazes de se amar
entre as flores
E matar de inveja
por milhões de vezes
todos os senhores.
Eu tenho um passo que é só meu,
Não suporto o quê por mim
Não foi criado
- nada me coloca -
Amarrada.
Sou bela porque voo livre,
Vivo solta e não me prendo à nada
- sou indomada -.
Eis-te aqui e um roseiral
Em floração que não
teme o tempo,
E que nasceu em meio às rochas.
E neste momento está
dançando no vendaval...
Expressão de fé e de entrega
Ao mundo celestial.
Não vivo à toa, gosto
de ser apreciada,
E de viver levemente sempre
Tendo um bom motivo
para estar apaixonada.
Há um mundo em movimento
Dentro de mim,
E uma audácia que não se acaba.
O meu coração é inteiro
quando se trata
De lealdade,
Quando você der
a minha falta:
Irás colher a fina
safra da saudade...
E quando você pensar
em me procurar:
Entenderás para sempre
que agiste tarde.
Deste meu corpo nascido
prum bom beijo,
E também para o perigo:
Sou nascida para o pecado, admito.
Resolvi deixar-te
de castigo,
Só porque você não
está aqui comigo.
Acostume-se com esse meu
jeito doido e bandido.
A noite chegou
suavemente
Estou a te espiar
atentamente
O meu coração bateu
fortemente
E o teu coração atendeu
imediatamente
Ao teu chamado de amor
Respondo com louvor
Por ele faço versos
Versos sem pudor
Doces com amor
Faço planos
de te amar
Te trago para mim
inteiramente
Faço o teu corpo tremer
sensualmente
Terei você em meus braços
amorosamente
Ao teu chamado de amor
Peço com ardor
Que guarde os beijos
Os teus beijos de amor
Sinto-os com primor
Sou a poesia que te
cativa elegantemente
O meu chamado não
te faz resistente
O meu desejo é
teu exageradamente
Que ao teu charme sempre
se dobra intermitente
Ao teu chamado te amor
Respondo com louvor
Guardo o teu segredo
Guardo-o com todo o meu amor
Vou contigo para aonde você for
Os beijos estão
a valsar na mente
Percorrendo as tuas
curvas vagarosamente
Desejos de lindos sonhos
nos unem fortemente
Repousarei em paz para sonhar
contigo insinuantemente
Tens nas mãos as carícias plenas,
O meu corpo flamejante,
E a minha boca pedindo pela tua boca,
Por mim e por ti, vou escrevendo
versos de natureza atentatória.
O amor nutre os dias da mulher
Com paixão e graça,
E organizando o coração;
Ele não deixa de ser
Uma sanidade louca,
E vera fonte de prazer.
A onipotência com que me ocupas
Faz com que eu rejeite qualquer
- roupa -
Para que eu viva vestida
De canção poema iluminada
Pelo teu semblante.
Não importa o quê desejas de mim,
Sou uma alma em liberdade,
Que busca viver a vida rejeitando
A parte ilusória - a poesia me faz companhia;
E com ela escreverei a nossa história.
Você surgiu com teu charme paraná,
e meu coração está virando estradeiro.
Não vou mentir que te quero [inteiro]...
Amor como o teu melhor não há!
Ah, como é lindo o teu jeito Paraná!
Não abro mão do teu coração,
e você com o meu para sempre ficará...
O meu coração canta feliz como um sabiá,
Ele escolheu para te amar eternamente Paraná!
Tens nas mãos o meu corpo como uma viola
Que você deliciosamente tocará,
Não haverá amor mais lindo do que o nosso,
serei tua para sempre meu Paraná!
O Paraná é um gigante que guarda um
Brilhante que é inteirinho meu;
O meu coração não me deixa mentir,
Que você ganhou ele bem de mansinho...
Agora ele é [todinho]... seu!
O meu verso cá está,
ele nasceu para você que é do Paraná!
O amor não tem preço,
Ele tem sempre um começo.
Eu tenho um amor no Paraná,
E eu jamais o esqueço!
O sorriso dele é um encanto,
A voz dele tem balanço
E no coração dele eu já ganhei um canto;
Não me importo por quanto tempo
Ficarei esperando,
O amor chegou manso como passos do Paraná,
o teu coração jamais me deixará....
Como um bravo chacal
fez o meu peito sangrar,
Para ti convém dizer:
- Que tudo foi momento,
ferindo-me o sentimento.
Nos meus tristes olhos
você não quis olhar,
Talvez por medo,
De até mesmo sonhar.
Lágrimas de puro âmbar
saem dos meus olhos doidos,
Não tenho parado de chorar.
Vocação para se consumir?
Não tenho, tenho 'porquês'
na vida a embalar e seguir.
Cometa consumido sempre
traz uma prenda e regra,
Quando ele cai na Terra,
é capaz de marcar e virar
Campo de meteoritos.
O amor é caleidoscópio
nas mãos dos ingênuos,
O amor é mistério
nas mãos dos cientistas,
É algo que não se explica,
e nas mãos de quem crê,
É sempre pura mística.
Como o destino é irônico,
não exigirei mais nada,
Porque 'nada' tens a dar,
e mesmo se tivesse,
Nada vale a pena forçar.
O amor não se comanda
nem por um botão,
Quando chamado de idiota,
ele se recolhe e vai embora.
Em algum momento
tive medo de
perder o meu pão,
E da noite para
o dia o perdi,
e me tornei o poema
da imigração.
Não existe governo
que dê conforto
ao povo,
Se não formos
unidos vão nos
matar de desgosto.
Que me condenem
ao lixamento moral,
A verdade precisa
ser ao povo dita,
porque mantê-la
engolida é imoral.
O direito sagrado
de gritar contra quem
Nos escraviza não
vou abandonar,
A nossa realidade
povo e povo,
Pede que sejamos
contra os regimes que
querem nos assassinar.
Aqui não é qualquer
lugar do mundo,
Eu e você nascemos
na América do Sul,
Lugar onde não
existe Governo,
E sim senhores
da nossa escravidão,
não há esquerda e direita,
são eles contra a população.
Escutei o eco do meu
clamor por liberdade,
um canto suramericano,
muito além do oceano.
Canção do interior
que não passa
e jamais passará,
da dor do General
quer saber quando
alguém cuidará.
Epopéia é o nome que
deveria se dar
ao adjetivo de quem
suporta preso e quieto.
Inocência conhecida
vítima de uma dor
que também me dói,
a verdade ninguém corrói.
Resolvi escrever este verso
para dizer sem engano:
- Que o meu desejo é maior
do que todo o [oceano.
Acolhi a bailante rima
para remar na corrente,
Quero o teu beijo quente,
Que a vontade [atiça].
Percorri o dobrar das ondas
para dizer sem delongas:
- Que te quero além...,
E que você já é o meu [bem.
"Então reconheci diante de ti o meu pecado e não encobri as minhas culpas. Eu disse: 'Confessarei as minhas transgressões ao Senhor', e tu perdoaste a culpa do meu pecado."
(Salmos 32:5)
Se não se arrepender agora, amanhã pode ser tard. Mas, se se arrepender agora, uma eternidade te aguarda.
Ituporanga
Meu Salto Grande
em tupi-guarani,
Meu Salto fundamental
e inapagável xokleng,
Beijada carinhosamente
pelo Rio Itajaí do Sul,
Ituporanga tu nasceste
esperança em meio
aos anos confusos,
Onde Martinho Bugreiro
deixo em ti marcas.
Na Gruta Nossa
Senhora de Lourdes,
no Salto Grande
com suas corredeiras
ali posso ler com
o coração os teus poemas.
Nos teus bosques e jardins,
faço passeios no tempo.
Minha Ituporanga amada,
és fortuna poética
que inspira e me ampara,
És reluzente tesouro
do Alto Vale do Itajaí
e me aconchegante refúgio.
No museu brindo a História
e na Igreja Matriz a memória
da fé do teu povo incansável.
Na Barragem Sul e na Cascata
Rio Bonito e suas três cavernas,
faço os meus mergulho internos.
No Seminário e na Casa da Cultura
com a fé e a existência: congrego.
Por tudo que fostes, és e serás,
por esta tua amável gente,
ao Bom Deus sempre agradeço.
Só sei que do tempero principal
desta terra catarinense especial,
és o nosso maior orgulho nacional.
