Meu Sonho e te Conhecer
Meu viver é bordado
pelo caminhar
de uma alma plácida
com pés intrépidos.
Essa timida valentia
faz dos meus passos
silentes versos
uivantes de vida.
Oh Niterói !
És para mim
um amor que não se corrói
e tens o perfume do jasmim
nesse meu poetizar.
Oh Niterói !
Quando longe do seu mar...
a saudade só me dói.
Sem nada saber
cheguei ao mundo em versos e alma
descascando palavras do meu ser
como se a vida fosse
fatias e gomos de poesia
mas sei que vou partir
desfolhando-me sementes de saudade
sem saber por certo
se eu me escrevo ...
me leio ...
ou se sou analfabeta.
*O meu pão e vício de cada dia
Não sei nadar
sem pescar folhas perfumadas de menta fresca
nas ondas saborosas da minha Via Láctea...
Não sei pular ondas
sem pintar faíscas coloridas como os vagalumes
na húmida penumbra dos campos floridos no meu Verão...
Não sei cantar sem pronunciar o doce eco da cantiga serena da alma nas alturas silenciosas do meu Himalaya...
Não sei escrever
sem manchar as brancas folhas mortas
com o batom vermelho da minha espada/caneta sanguinante...
Não sei existir na veia da palavra
sem ser o sangue da poesia...
Não sei me escrever Poesia sem me ler Alma.
Nessa quarentena
decoro o meu olhar
na paisagem outoniça dessa minha janela
onde o luxuriante verde da Serra da Tiririca
enaltece a poesia feraz do meu ser.
Nas entrelinhas do meu viver em preceito
Onde, impositivo é o verbo escrever
A poesia, imperativa, descreve-se sujeito ,
adjetivo e predicado do meu ser.
Diante desse patamar
queria calar o meu olhar
mas... a minha consciência não é cega
olha, vê e enxerga esse presidente chumbrega
que a Constituição nas nádegas esfrega
e ao caos total a minha Pátria Amada entrega
que nem em plena pandemia
deixa de lado o seu voraz apetite pela blasfémia
e vive a Presidência como fosse uma boêmia.
Que tenha o seu devido impedimento essa gangrena
antes que acabe a nossa quarentena
e que muito longe fique essa criatura cafona e brigona
para sempre e mais um dia, junto com esse vírus corona.
E aqui termino o meu pensamento rimado
sobre esse momento desafortunado.
Quietinha no meu canto, ando observando, lendo, escutando e assistindo o tudo desse nada ou o nada desse tudo... que anda acontecendo no Meu Amado Brasil;
Constato que pior do que a pandemia do Covid-19 e dessa espécie de presidente que conseguiram eleger... são as pessoas ( politícos e cidadãos comuns ) que tiram proveito dessa tragédia que está no início. Sim! Está no início, porque o pior está por vir. E não me venham dizer que sou pessimista!!! É a pura realidade que está diante dos olhos de quem sabe enxergar e quer vê-la.
Mas... Não se desesperem!
Se tudo acabar bem...
Estamos fudidos.
E se tudo acabar mal...
Estamos fudidíssimos.
@MiriamDaCosta
... e é tanta paz
nas paisagens
do meu olhar poético...
que chego a temer
os olhares desse mundo
tão assim...assim como é.
É que...
desde sempre,
o meu âmago anela o Mar,
não aquele mar dos dias de verão
(lotado e ruidoso),
é como um chamado divino
para a serenidade d'alma.
E eu,
anelo á você o Mar
do Outono
e do Inverno.
✍©️ Trecho de "Diálogos poéticos "
#MiriamDaCosta
Estendo o meu lirismo
entre os galhos desnudados
da paisagem invernal...
Saboreio os versos
um a um
como gomos cítricos...
O olor potente da inspiração
penetra n'alma espreguiçada
E como o cheiro de tangerina
que refresca e entoa energia ...
Meu ser, fascinado,
inebria-se no néctar
de vocábulos iluminados ...
Então,
sem opor resistência,
entrego em total efervescência
a minha epiderme arrepiada,
como página revirginada,
à emoção de escrever
como espelho da minha essência...
✍©️ @MiriamDaCosta
Meu diálogo com o Tempo
Falo com o Tempo
como quem costura cicatrizes
com fios de silêncio
Ele me escuta
com os ouvidos de antes
e os olhos do que ainda virá...
Às vezes
Ele me responde
em rugas poéticas
ou
em brisas madrugais..
Noutras
apenas me olha passar
como se eu
fosse uma estação
ainda à se definir
entre o ontem, o hoje
e o que ainda virá...
Já tentei silenciar o Tempo
mas Ele tem a língua das marés
a voz dos calendários vencidos
e dos sonhos por vencer...
“Vendi o meu sorriso a nenhum preço, e em troca disso ganhei a alegria de fazer sorrir alguém.”
— É preciso reciprocidade nas coisas que funcionam à dois!
Por conta de meu pai ser viciado em corrida de cavalos, de um bairro ótimo que moramos, fomos morar num bairro da periferia terrível, de pessoas muito atrasadas intelectualmente, minha família não tinha nada a ver com aquele bairro!!!
Eu aos meus 10 anos de idade, por ser diferente na educação, na maneira de ser daquele lugar, certa vez fui apedrejado na rua, o ignorante não aceita alguém que seja diferente dele, os odeia!!!
No Casamento onde existe AMOR e COMPANHEIRISMO, não existe MEU e SEU, tudo é NOSSO: Nosso dinheiro, nossa casa, nosso carro, etc..., caso houver MEU e SEU, isso pode ser qualquer outra coisa, menos CASAMENTO!!!
Dizeres de coisa simples e na verdade oque movimenta os sentimentos...meu seu e de qualquer um de nos.
