Meu Sonho e te Conhecer

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A ninfa envolve com delícias e travessuras, Só para te enternecer, cativar e seduzir - e te completar com doçuras...

Doce Lua-de Mel,
paraíso dos desejos
que por enquanto
são só sonetos.

Lua querida Lua,
não vejo a hora
de sentir as mãos
do meu amor
ao redor da cintura.

Doce Lua-de-Mel,
espero pela nossa
em companhia
das estrelas do céu.

Lua querida Lua,
não sei se ele
irá me escolher,
ou será você
que irá me trazer.

Doce Lua-de-Mel,
aguardo pela nossa
colada nos doces
dos tantos beijos.

Lua querida Lua
peço a sua ajuda
com essa dúvida:
não sei se ele é meu,
ou eu que sou dele.

Doce Lua-de-Mel,
vejo galáxias
nos olhos dele,
no meu corpo está
o mapa do garimpo
e a descoberta
do amor mais lindo.

O fotógrafo é o poeta da lente.

O regato e o vento
embalam a noite
até a madrugada
executando a suíte.

O coração intrépido
prepara o hino até
deste momento
sob a luz da Lua.

O pensamento não
mais nos pertence,
estamos sob o luxo
de quem se ama
com antecipação
e orquestral loucura.

Os impulsos e as luzes
dos nossos instintos
indomáveis vem
nos preparando
para nos amar com
o total amor de bicho.

O nome do poeta
que já falava nisso,
não me recordo,
Ele explicava muito
bem o quê quase
o mundo todo ignora,
e o peito sente agora.

Com fraternidade e tolerância a gente supera os dias que virão por aqui...

Glória

Vive dentro de mim um mundo raro
Tão vário, tão vibrante, tão profundo
Que o meu amor indómito e avaro
O oculto raivoso ao outro mundo

E nele vivo audaz, ardentemente,
Sentindo consumir-se a sua chama
Que oscila e desce e sobe inquietamente;
Ouvindo a minha voz que por mim chama

Em situações grotescas que me ferem,
Ou conquistando o que meus olhos querem:
Príncipe ou Rei sonhando com domínios.

Sinto bem que são vãs pra me prenderem
As mãos da Vida, muito embora imperem
Sobre a noção real dos meus declínios.

(in "Dispersos e Inéditos")

A rã de Bashô
sai num pulo do haicai
dele para o meu.

Pequena, mas suficiente para mim, não depende de ninguém,
decorosa, e comprada com o meu dinheiro.

Porque quando alguém, meu caro, vangloria-se / de ser um homem honrado, depois de dar / a sua palavra, esta deve ser sagrada. // E mesmo que a estrada seja longa, feia ou bela, / custe o que custar, nem que ele tenha de ser morto, / mas a sua palavra deve ser mantida.

Só, tudo parece breu.
Um hálito ébrio vem de fora:
Estranho, mas é meu.

sol quente de outono
a mão do amigo morto
toca meu ombro

Folha de jornal
vem no vento ao meu pescoço;
cachecol de letras.

Manhã de frio.
Se fosse menino escrevia
Meu nome no vidro.

A porteira bate -
Do meu lado esquerdo,
A lua de verão.

meu cachorro velho
ouvindo com interesse
o canto do verme

Meu Deus, como ficam / sozinhos os mortos!

Maria-fecha-a-porta
ao toque do meu dedo:
ah plantinha tímida...

Ao lado do homem vou crescendo

Defendo-me da morte quando dou
Meu corpo ao seu desejo violento
E lhe devoro o corpo lentamente

Mesa dos sonhos no meu corpo vivem
Todas as formas e começam
Todas as vidas

Ao lado do homem vou crescendo

E defendo-me da morte povoando
de novos sonhos a vida.

Antes de vos pertencer, pertenço ao meu país.

tu conheces pelo coração
a gramática do meu corpo
e seu dicionário