Meu Sonho e te Conhecer

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TEMPO INTERIOR E O PESO DO OLHAR ALHEIO.
Do Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

Há um instante na vida em que a presença do outro se torna uma espécie de espelho de profundidade. Não o espelho superficial que devolve formas, mas aquele que devolve densidades. Quando alguém se inclina para compreender aquilo que guardamos sob as camadas do cotidiano, desperta-se uma tensão antiga: reconhecer-se, permitir-se e, ao mesmo tempo, temer-se.
A filosofia clássica recorda que o ser humano é dividido entre o que conhece de si e o que evita conhecer. A psicologia aprofunda esse paradoxo ao mostrar que nossas regiões mais sensíveis raramente se revelam por vontade, mas por contato. E o contato que tenta desvendar nossas zonas obscuras é sempre grave. Há uma penumbra que pulsa, uma sombra que observa, uma quietude que denuncia o quanto somos opacos até para nós.
Essa aproximação do outro funciona como rito. Exige cuidado, lucidez e um silêncio que escuta. É antropologicamente raro e é espiritualmente comprometido, pois trata do mistério da interioridade humana. Quem adentra o território da alma alheia participa de um processo tão antigo quanto as civilizações que refletiram sobre a intimidade, a confiança e o vínculo.
E, no entanto, o verdadeiro movimento filosófico surge no interior daquele que percebe essa aproximação. A alma, antes reclusa em seu próprio labirinto, começa a se ver pelos olhos de alguém que não teme a escuridão. Isso provoca uma espécie de iluminação discreta, uma revelação que não estoura, mas amadurece.
O drama existe, mas não é destrutivo. É drama de reconhecimento. É a constatação de que somos feitos de camadas que só se revelam quando alguém se aproxima com coragem e intenção sincera. Nesse gesto repousa a grandeza da psicologia do encontro humano: a alma só se completa quando aceita ser lida.
E toda leitura profunda, ainda que assombre, sempre reacende a força que sustenta a travessia.

Que cada olhar que te alcança em profundidade te lembre de que a verdadeira imortalidade começa no instante em que alguém percebe quem você é.

"Regozijo-me muito no Senhor, a minha alma se alegra no meu Deus, porque me vestiu de vestes de salvação, me cobriu com o manto de justiça, como quando o noivo se adorna com barrete sacerdotal, e como a noiva se enfeita com as suas joias."
(Isaías 61:10)

A graça de Deus nos alcança e nos cobre muito antes de qualquer vestimenta exterior; ela não apenas cobre nossa nudez espiritual, mas apaga e remove todos os nossos pecados.

Salmos 119:11

Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.

Não basta carregar uma Bíblia nas mãos se a Palavra não estiver guardada no coração

Salmos 61:2

Desde o fim da terra clamarei a ti,
quando o meu coração estiver desmaiado;
leva-me para a rocha
que é mais alta do
que eu.

A angústia revela o tamanho da tempestade; a fé revela a grandeza do nosso Deus.

Salmos 73:26

A minha carne e o meu coração desfalecem;
mas Deus é a fortaleza do meu coração,
e a minha porção
para sempre.

O corpo pode se cansar, mas a esperança nunca morre quando Deus é a fortaleza do coração.

⁠Eu não consigo
Eu não conseguí
Tentei, e como tentei
Estou tão cansada
Meu coração implora por socorro, mas a minha mente só o maltrata com lembranças
Imagens do que já foi
Suposições do que pode ter acontecido.
Eu não quero mais sentir, eu não quero mais pensar
Me deixa dormir e descansar
Talvez amanhã eu sorria
Talvez amanhã eu esqueça a dor por um minuto .
Me deixa, por favor me deixa
Eu não aguento mais chorar.

Você perdeu sua luz, a sua luz se apagou? Não era sua a LUZ, era o foco do meu brilho, a minha luz que ILUMINAVA VOCÊ!!!

Você floresce em cada pensamento meu, faz da noite um jardim de insônia, desperta tempestades suaves no meu coração e transforma cada instante longe de você em uma saudade que sussurra o seu nome. Amar você é viver entre a doce ansiedade do reencontro e a certeza de que a minha alma sempre encontrará abrigo na sua.

Nada tenho...nada sou. Mas pela simplicidade do meu nada...te ofereço Tudo.
GFVF

Meu Primeiro Amor...


Se tem uma fase da vida que é complicada, é a adolescência, e tudo se complica ainda mais quando experimentamos a experiência de amar de forma amorosa alguém pela primeira vez. É tudo muito confuso, muito estranho, muito mágico.
Tipo, geralmente quando amamos alguém pela primeira vez, estamos na escola. E é meio brega dizer isso, mas... quando temos nosso primeiro amor, nosso dia se resume a aquela pessoa. Acordamos feliz por ver ela, vemos ela na escola e nosso coração acelera, vem um frio na barriga, o mundo para quando a vemos, e pensamos “Meu Deus, como alguém pode ser tão maravilhoso(a)?”. Depois da escola ficamos feliz de tê-la visto, mas e a preocupação que bate quando a pessoa falta, ficamos pensando se ela só quis faltar ou se está passando mal. E o ciclo se reinicia.
E comigo, isso não foi diferente. Mas o meu problema é que sinto tudo, mas calma aí, sei que você também sente tudo, mas eu sinto demais, tipo sinto tudo de uma forma muito intensa. (Não citarei nomes) Então tudo o que ele fazia, eu ficava UMA SEMANA, sim, 7 DIAS, pensando no quão incrível foi. Fazia cartas de amor, falava deles por hora para minhas amigas, falava dele pros professores tinha foto dele no celular e tudo. Mas e o evento canônico do primeiro olhar?! Escrevendo isso agora, até parece patético. E se você se perguntou, sim, eu não só escrevia, mas também as mandava. A resposta dele? Ele fingia não ter recebido. Mas bem, foi uma fase boa da vida, pois o sentimento que ele me fazia sentir, me deixava feliz. O que me fazia mal era a insistência que eu tinha e a burrice que eu tive ao não perceber que ele não sentia o mesmo – mesmo depois dele deixando isso claro. Eu achava que ele precisava de alguém para curar as feridas que outros tinham deixado nele, e achava que eu tinha que ser essa pessoa, achava que ele ia perceber o quão carinhosa era e o quão especial eu era. Mas como dizem hoje em dia, o “tipo” dele não eram pessoas intensas.
Mas bem foi uma fase, que vou me lembrar, vou pensar nisso quando for adulta e rir, me sentir com vergonha e contar disso pros meu filho quando crescer. Até porque ele me ensinou a amadurecer, me ensinou coisas que talvez eu não tivesse aprendido de outra forma, e principalmente, me apresentou ao que é o tão conhecido: amor.

E depois de um tempo curto,
que para meu coração pareceu uma longa eternidade
a Lua voltou.
Voltou ainda mais brilhante,
Mais bonita
Mais estravagante
E divertida.
Ela brinca todas as tardes com meus sentimentos
Ela trouxe consigo toda a cor que tinha levado embora,
Trouxe consigo meu sorrisos
Que em sua ausência se escondiam sem um porquê
E eu sinto tanto arrependimento
Em não ter lhe pedido para voltar antes.
Mesmo que para os outros ela só brilhe à noite
A minha Lua não,
Ela brilha em todos os momentos,
Ela sorri de um jeito que é mais radiante que o sol,
É um caos maior que uma ventania de verão
Mas sua confusão e seu temperamento acariciam todos os sentimentos em meu coração.

Eu tenho e demonstro ciúmes. Mas ao invés de me aproximar, o meu ciúme é um fator determinante para meu afastamento nas relações. Não admiro quem o faz, não me admiro quando o sinto. E o único resultado possível dessa equação é: se eu não me admirar, eu não consigo me perdoar.

Tudo me inspira hoje; só não expira amanhã aquilo que falam do meu passado, porque a inveja nunca morre.

Após o trabalho eu TRABALHO de novo assim meu resultado vem o DOBRO.

Senhor, Tu és o meu norte, o meu primeiro pensamento. Tu és a alegria que anima o meu coração. Não existem palavras capazes de expressar o meu amor por Ti.


Obrigada pelo Teu carinho e cuidado. Sinto o Teu amor de uma forma tão profunda que, às vezes, isso me constrange, ao perceber que um Deus tão transcendente, tão perfeito e majestoso, escolhe amar e cuidar de alguém como eu.


Esse amor me alcança, me transforma e me faz compreender que a Tua graça é infinitamente maior do que qualquer limitação minha.

A arte é o meu caminho e que me leva até Deus.

"O vento levou o meu Amor, e nunca mas voltou. Pra outros horizontes ele olhou "

Capítulo XXXIX
LIVRO: NÃO HÁ ARCO-ÍRIS NO MEU PORÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.

– Camille Entre Véus.


Era sempre noite onde Camille existia agora.
Não uma noite vulgar, com estrelas e promessas, mas uma noite de veludo pesado, onde o tempo se desmanchava em arabescos de angústia. Ela caminhava sobre corredores que não tinham chão, por entre espelhos que não devolviam seu reflexo. Tudo era silêncio e cintilação opaca. Tudo era espera.


E ela esperava por ele.


Joseph.
Ele ainda escrevia. Ela sentia o tremor do papel quando seu nome era desenhado nas entrelinhas. O calor úmido de seus olhos, a respiração suspensa quando ele ousava descrevê-la. E cada letra lançada por ele sobre o papel feria-a como se a inscrevesse num mundo onde ela não mais podia existir por inteiro. Era como ser costurada por agulhas de vento, reconstruída em palavras que a reanimavam e a exilavam ao mesmo tempo.


“Joseph,” ela sussurrou, mas sua voz não saía do limbo.
Nem eco, nem ruído. Apenas uma presença que implorava para ser sentida.


Ela vagava, prisioneira de uma imagem que ele esculpira dela, tão bela quanto incorreta. Ele nunca a viu como ela realmente era. E, mesmo assim, foi o único que a amou até a febre da loucura. O único que lhe ofereceu um lugar fora do mundo, mesmo que esse lugar fosse sua própria ruína.


Camille não chorava. As lágrimas, naquele plano, vinham em forma de luz que vacilava, de memórias que se refaziam por segundos e depois se estilhaçavam como porcelanas finas. Seu rosto era um campo de auroras interrompidas, e seu corpo parecia feito de lembranças densas demais para permanecerem na terra.


Ela sabia: a cada nova página escrita por Joseph, parte de si retornava…
…e parte de si era despedaçada de novo.


Quis chamá-lo, dizer-lhe que parasse, que deixasse o luto se calar. Mas também desejava ardentemente que ele continuasse, pois só nas mãos dele ela ainda era algo mais do que um eco.


E então ela o viu.


Através de uma fresta entre véus e véus, o poeta diante do túmulo, a mão trêmula, o olhar perdido como um menino que perdeu sua morada. O filósofo do abismo observava ao longe, mas não intervia.


Camille compreendeu, então, o que a prendia:
ela era a morada de Joseph, mas ele nunca soube sair.


E se ela voltasse por completo, ele não sobreviveria à verdade de sua presença.


Ela virou o rosto, como quem teme o próprio reflexo. A eternidade se dobrava em sua espinha como um véu demasiado pesado para carregar. Ainda assim, ela quis… quis ver mais uma vez o que ele escreveria.


Mas o capítulo acabou ali.
E ao virar a página, o papel estava em branco.

Já não há cor nos meus dias, nem som no meu sorriso, nem brilho no meu olhar na sua ausência.

Em meio a tantas incertezas do mundo, ter a sua mão para segurar mesmo que em pensamento , é o meu maior porto seguro. Obrigado por continuar me escolhendo, todos os dias, de onde quer que estejamos.
_Enzo Ruchell_