Meu Sonho e te Conhecer

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Meu mestre Zimba, o ator e diretor polonês Zbigniew Marian Ziembiński, trazia consigo uma vasta experiência teatral que acumulou desde os 12 anos de idade e com isto no Brasil por vanguarda na dramaturgia ele magistralmente implementou o novo processo de ensaio, introduziu a noção de diretor no teatro brasileiro, aquele que cria uma encenação, quase como um artista pintor da cena, substituindo a de ser um mero ensaiador, aquele que se preocupava apenas em distribuir os papéis, os textos e ordenar a movimentação em cena frente a quarta parede "a platéia". Zimba trabalhou muito com cenografia do expressivo artista brasileiro Tomás Santa Rosa e uma enorme quantidade de variações de luz e sombra, fala-se em mais de140 diferentes efeitos utilizados durante a encenação.

Eternas saudades, de meu e nosso inesquecível Profeta Gentileza, nas barcas e andando com um buque de flores pela Avenida Presidente Vargas, pelo centro do Rio. Sabedoria e simplicidade comparável em tese ao magnifico Bispo do Rosário eternizado pelo Museu do Inconsciente, da tão muito querida e simples Dra Nise da Silveira, na época que clinicava em Todos os Santos no RJ. Nas minhas saída cedo da Gama Filho, volta e meia visitava. Momentos mágicos que ainda povoam por felicidade de ter tido as oportunidades de conhece los, vivico sempre com eternas saudades em um lugar muito especial de minhas singulares grandes oportunidades e hoje memorias.

⁠Pago o preço das minhas escolhas mas nunca fujo de viver a vida como meu coração manda, e mesmo Sabendo o motivo de muita gente quebrar a cara na vida …
Continuo acreditando no errado, duvidando do certo, abandonando o verdadeiro e valorizando o falso.
Com tudo isso as vezes é tão evidente é tão nítido oq vai acontecer, mas mesmo assim nós pegamos e deixamos ser enganados e levados pela ilusão que as outras pessoas passam para nós…

⁠Escrevo

Meu sentimento se perdeu no vento.
Por isso escrevo.
Nos dias tristes, alegria canto... em cada verso, o riso leve descrevo.
O sonho lindamente sonhado...
No papel é cuidadosamente desenhado.
O medo é enfrentado.
O choro... consolado.
Escrevo e fim.
Não importa se toca em você ou apenas em mim.

⁠Aflição

E eu canto a vida do meu jeito torto.
É minha maneira de mostrar que meu coração não está morto.
Sou um sopro que logo irá acabar...
Nessa imensidão... uma gota do mar.

Meu coração inquieto
Bate no peito sem jeito...
Quando parar de bater... e irá
Pois nasci pra morrer.
Triste constatação.

Qual o valor de uma respiração?
Sigo à procura de uma razão.
Sigo em busca da certa direção...

Caminhos tortos no meu andar torto...
Nenhuma luz a brilhar nesta escuridão.

A vida vou entender quando meu coração estiver morto?

Que agonia!!! Que aflição!!!!

⁠Um peso morto

O frio da madrugada gela meu corpo.
Inerte estou à beira do mar...
Minha mente a divagar...
Como um barquinho perdido no mar.

Abandonada emocionalmente
Tento colocar minhas coisas no lugar...
No meio de tanta bagunça louca... tenho a impressão de que vou ficar...
Do mar vem o conforto
Entro devagar... o corpo mais frio começa a ficar...

Boio nas águas salgadas...
Deixo as ondas me levar...
A boiar... a boiar...

O sol nasce no horizonte.
O calor de volta traz.
Volto pra areia silenciosamente...
Minha dor no fundo do mar...

Novo dia.
Esperança.
Alegrias?

Deixará meu caminho de ser torto?
Deixarei eu de ser pro mundo um peso morto?

⁠Eu... por mim

Eu comigo.
Eu em mim mesma um abrigo.
Eu, meu caminho, desde que nele estou sigo.
Quantos passos?
Quantas lágrimas?
Quantos sorrisos?
Quantos abraços?
Quantas chegadas?
Quantas partidas?
Quantas esperanças pela água salgada do mar engolidas?
Quanta vida!
Sou como a lua... tenho fases.
Sou como o vento – brisa suave, ventania...
Arranco raízes de tudo em um só dia.
Invento – me reinvento.
Vivo com plenitude cada momento.
O passado? Lá atrás ficou.
O futuro? É pra lá que vou...
Vida, presente... aqui estou.
Estou... e estou inteira... em pedaços...
Quebrada. Restaurada.
Estou... ainda me formando.
As peças do meu quebra-cabeças montando...
Eu em mim mesma me encaixando.
Quiçá um dia direi:
Agora sou...
sou tudo o que em mim minha vida juntou.

⁠Nova estrada

Página virada.
Esperança por um fio.
No vácuo um vazio.
Segue meu rio.
Uma força que de mim emana.
Um sol que todo dia surge.
Perder o medo urge.
Um toque tocando o corpo carente.
Um abraço forte e comovente.
Página virada.
Segue-se por uma nova estrada.

⁠Muros


Muros… quero construí-los.
Densas nuvens – para tudo ao meu redor escurecer… e tudo esconder.
Quero bloquear tudo o que vem de fora.
Aqui dentro minha alma chora.
Uma ilha me acena.
Quero sair de cena.
Até a eternidade dormir.
Ah! Tudo isso me faria tanto sorrir.

⁠No meu coração estás

Nas gavetas do coração, guardo meus sonhos... minhas ilusões.
Lá bem à vista de todos estão.
Não há ninguém que possa destruí-los...
Um a um... todos estão bem cuidados.
Belas lembranças... alegrias
Bons dias... que vivi na minha mocidade.
Tudo guardadinho pra todo mundo ver.
Levá-los-ei pra toda a eternidade.
As desilusões onde estão?
Impenetráveis... bem escondidas... todas as que me fizeram padecer.
No ergástulo do esquecimento com sete chaves trancafiado tudo
o que me causou dor e sofrimento.
Pra aflição e tormento não há vez.
Nada há no meu coração que me faça recordar o que me fez sofrer.
Guardo à vista em meu coração
Somente o que bem a vida me fez.

⁠Meu desencontro

Meu desencontro.
Bebo a/à indiferença do mundo.
Crio pontes... Em repentes...
Essa linearidade da vida que roda sobre esferas.
Faço-me fera.
Faço-me alguns eus...
Sofrem alguns...
Centro-me.
No centro me desconcentro... me desencontro.
Difícil encontrar-se num encontro.
Sigo os semiapagados rastros...
Concêntrico... Homocêntrico...
Estou exausta...
E com os sapatos gastos.

⁠Meu coração bate por ti

Meu coração bate por ti.
Sente ele uma dor...
Por que te foste daqui, meu amor?
Meu coração espera por ti.
De pensar em ti ele nunca se cansa...
Continua a bater na esperança de aqui te rever.
Meu coração só ama a ti.
Nem sei por que ele ainda te ama.
Quando partiste, deveria ter se apagado a chama...
Mas meu coração é teimoso...
Já me avisou: se um dia eu deixar de amar meu amor, será exclusivamente porque morri.

O meu compasso hoje foi desacelerando conforme a noite chegava, mas sem pânico.

Eu amo o teu sorriso mais do que o meu olhar. Amo-te !⁠

Para que chorar,
se as lágrimas secam?
A taça de vinho
não me aquece mais.
Meu pai canta desafinado,
no entanto, ele canta para ser feliz.

Vencido

Também falhei em tudo
quando tinha de falar, meu olhar ficou mudo...
quando tinha de fingir,
meu corpo foi incapaz de sorrir.

Quando o amor encontrei
fiz de conta que nem notei...
quando ele partiu,
só por dentro chorei.

Falhei,
hoje estou vencido,
não sou nada,
nunca fui nada...
estou mais do que convencido
de que Deus me criou pra nada.

Há amor, há desamor...
há alegria, há dor,
há luz, há escuridão,
você não sabe como anda meu coração.

Há paz ou há guerra
o que minha vida encerra?
Há medo ou há coragem,
enquanto sigo viagem?

Do que fui, do que sou,
do que serei...
somente, a verdade, eu saberei...
você que me olha de fora...
está por fora... ah! como está por fora.

Pode tentar adivinhar
o que estou a digitar
são verdades... são mentiras?
Meu coração está inteiro
ou está em tiras?

Já disse Pessoa
"o poeta é um fingidor".
Nas minhas linhas
há verdadeiramente dor?
O que escrevo são verdades,
são mentiras?

Porque você foi embora
minha alma chora.
Porque você me deixou
meu mundo acabou.

Numa noite sem estrelas,
meus sonhos você resolveu matar.
Partiu e aqui deixou
uma madrugada de uma noite escura
que nunca vai despertar.

Sua partida...
uma ferida doida,
uma alma partida,
um corpo sem vida.

Especial...

Você nasceu...
aconteceu...

Era pra ser só amor meu...
apareceu
e no minuto seguinte
desapareceu.

Quando você estiver triste
lembra que do lado de cá existe
eu...

Quando você estiver
cansado,
magoado,
chateado...
desesperançado
lembra que eu nasci,
aconteci,
apareci...

E
não, não desapareci...
eu
ainda
estou aqui...
esperando por ti.

Alma gêmea...

Você lembra de quando me conheceu?
Você estava do lado do abismo oposto ao meu...

Você lembra do que falei?
E eu só esperei...

Você lembra o que aconteceu?
Primeiro você chegou ao coração de Deus...
depois seu coração ficou junto ao meu...

Alma gêmea,
o oceano entre nós simplesmente desapareceu :)