Meu eu
Meu cérebro reptiliano e primitivo estava travando uma guerra feroz contra meu eu lógico, lutando pelo controle.
Nobre prazer.
É no campo que deparo com o meu eu.
Aqui !
A paisagem me rejuvenesce.
Aqui !
O ar me alimenta e me envaidece.
Aqui !
A plena calma se expõe e se faz notável em outros olhares que me conhecem.
Cada pedacinho desse chão me faz ter e pensar.
Um equilíbrio total.
Um mente no lugar,
Gratidão por todos os dias.
Aptidão , oh ! Vontade de viver mais.
Longe das desavenças e diferenças.
Longe da poluição.
Vida em evolução que me causa um nobre prazer...
Autor : Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Meu coração, meu tempo, meu EU não está aberto, e eu não estou mais disponível.
Estou só seguindo o curso do rio, devolvendo a cortesia do desprezo e da ingratidão. Fiquei de luto, durante anos tentando entender se eu merecia tanto veneno. O corpo sentiu profundamente a angustia, a dor e a compulsão em comer era meu único alívio. Aceitei que não posso ter o controle de tudo, me curei por dentro. Estou agora pondo a casa em ordem, me valorizando e me amando.
Pessoas passam, pela nossa vida. Devemos deixa-las ir, e algumas mesmo que queiram não devem mais voltar.
Sinto meu íntimo interrogar-me:
Quem és ?
E sem resposta,meu eu,vira as costas e se vai...
Nem percebe que na insana procura de saber quem sou,me afasto um pouco mais de mim e me perco em devaneios sobre quem fui ou quem serei...
CAOS
Vida doce e medonha
É aquela que sonha
Encontrar meu eu
No meio do caos.
Vida sem-vergonha
Fez-me um ser "pamonha"
Isso nem doeu
Nesta vida de sal.
Flechas pontiagudas
Furaram-me o ego,
Assim, como o prego
A pregar minha dor.
Não me desvencilho
De tal empecilho
Enquanto o saldo não vem.
Pelo portador serviente
Seguindo a corrente
A mesma a caminho do caos.
Quanto mais aprendo menos me conheço
se me aprofundo enlouqueço
Rasgar-me despir-me do meu eu
nada adianta porquê meus olhos não veem
Quem sou eu? não sei!
Diante do meu semelhante cresço
mas de mim esmoreço
sou fraco, pequeno indefeso
mas grande quando presa
se pra subir tem que descer
humilhado seja
melhorar, discutir dividir e até somar
para diminuir os devaneios
a quem possa interessar
afinal quem sou eu?
Luto em uma batalha todos os dias
Venço o meu Eu
Uma guerra que não acaba
Cada noite é um combate
E ao ver o amanhecer
Sim, dessa vez eu consegui
Depois de agora, o que teremos?
Acho que devo focar
Me concentrar no que é relevante
Minha dor nunca foi tão valorizada
Tenho medo do futuro
Não sei se estou lá
Não posso errar
Eu e a minha loucura...
Eu e meu cantinho ....
Eu e meu mundinho ....
Eu e meu Eu mesmo ...
Prefiro ...silêncio, do que multidão de pessoas ...prefiro a minha companhia ...um bom livro... prefiro calmaria do que barulho ...prefiro paz do que razão... prefiro ser Eu mesma ..sem rótulos, sem máscaras, sem ter que provar nada pra ninguém... prefiro assim...
O MEU EU
O meu eu...
o meu eu é casa de muitos EUS
é abrigo de um eu carente,
mendigo de mim,
por vezes carente,
mendigo de ti
é refúgio de um eu ferido de morte
em trincheiras de solidão
é fresta de luz que aquece um eu
entardecendo em tons de amarelo
e vermelho carmim
é uma sala de baile,
palco de corpos sincrônicos
num tango pacholento
ou em uma mazurca puladinha
é um canto onde se chora
a saudade de uma infância
em tardes de domingo
é aconchego,
chamego bom que revigora,
pede mais e incorpora
‘um vamo em frente’
é uma manhã de setembro
com janelas escancaradas
e aroma de jasmim
é uma tarde gélida de inverno
em que os sentimentos
não dão conta de aquecer
nem a alma nem o corpo
porque o frio vem de fora
é uma noite de verão quente
como quente
é a explosão de hormônios
em jovens corpos sedentos
é uma verdadeira arena de conflitos
onde cabem benditos movimentos
em ânsia de agito e repouso
Sou eu, casa de mim!
Misto de concreto e capim!
_____ angela dias
De mim para meu eu; Perdão por ter te colocado em certos tipos de situações frustrantes, só para poder aprender o meu devido valor e lugar no mundo. Foi preciso, meu eu, eu aprendi..”
TU POESIA
Diversas entre as demais e tão desiguais
prosas sussurradas do lenho do meu eu
mostrando que o seu aroma é todo meu
da alma, do coração e de emoções mais
Suspiros distintos em meio a vendavais
imensidões que sempre nos pertenceu
quando ausentes, sofridas, como doeu
dói, cada verso, dessoante, passionais
Ah tu, poética, base e essencial harmonia
sensação de que na métrica a autonomia
da razão do sentimento do possível acaso
Bendita cada trova ao ledor uma magia
ao poeta inspiração, que não é quantia
sim, a aptidão de um inspirado parnaso...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
12 fevereiro, 2022, 11’19” – Araguari, MG
O meu eu de ontem é inimigo do de hoje, acredito que preciso mudar isso e fazer as pazes comigo mesmo.
O sentimento de paz pode vencer guerras então não posso ser meu pior inimigo, ainda que exista dificuldade no perdoar, perdoe a mesmo.
Necessito desconstituir velhos conceitos empossados em mim porque não foram construídos pro meu Eu.
Preciso não dormir e sentir consumar-se neste eu em formação.
Preciso me entender, pra me perceber o Eu de mim mesmo.
Quem eu sou pra querer...
Meta de vida: Nada além do que for meu, mas o que for meu eu o quero todo. Não quero restos, muito menos sobras do que não me pertença, mas não deixo um farelo, nem um grão do que vier a minha mão!
Estudar à noite realmente mudou uma parte de mim, o meu Eu estudante, não é trouxa, bobo, medroso e nem covarde. Quer me iludir? Me bater? Me intimidar? Vem pra cima! Já vivi o suficiente pra lidar com gente como vocês.
