Meu Eterno Amor minha Filha
Meu céu.
Vez em quando uma estrela
Passos em nuvens
Céu cinzento sem o básico
Uma navegação de incertezas
Mapas e marcas contendo erros
Buscam apenas uma estrela
Desistir é sempre a opção da busca
No universo dessa frágil universidade
Cálculos não cabem ao desejo
Asas com a esperança desgastada
Penso cair como um anjo
Preso ao solo de uma ilusão
De pé ainda por força de um destino
Que a mim foi doado determinadamente
Me exijo dobrar os joelhos da decepção
Onde não me cabe mais errar
E acertar é uma palavra, nada mais
Perdeu-se nos erros de meus passos
Que encontram brilho e até luz
Mas nunca houve uma estrela
Se apagam ao primeiro toque
Assim como cometas ao tocar o solo
E de volta a escuridão
Corpos que constelam meu confuso eu
Que brilham a noite e se apagam ao dia
Sentimento artificial e sádico, carnal
Onde não se tocam estrelas
Corpos num céu nuvens de lençóis trocados
Fugirei das luzes da cidade
Irei ao topo de mim mesmo
E na escuridão de meu próprio céu
Paciente e consciente
Uma única estrela tocarei.
José Henrique
Meu mineirês é assim:
aio socadim num pode fartá;
já o finarzin das palavras
eu deixo ora lá.
*Poema mineiro
Ondas do mar.
Quando passei por ti.
Não lhe dei o meu olhar,
Não lhe pedi um beijo.
De mim levaste amor.
Passaste por mim.
Deixaste o procurar.
Ficaste nos meus dias,
Da forma mais difícil.
No sabor da saudade.
Onde a distância não existe.
E nem posso medir,
Queria eu poder.
Saberia onde estar agora.
Só mais uma vez,
Passa do meu lado.
A teu lado vou ficar.
Numa orla.
Vendo o mar beijar as pedras.
Perguntar teu nome.
Te darei o meu.
Dá-me tua mão.
Te levo pro altar.
O mel vem com a lua.
Que dá luz ao dia.
Estou em tua casa.
Você na minha vida.
Com sorriso de criança.
Te dou minhas noites.
Você todos os dias.
Ainda volto lá.
Vou contigo.
Pra te ver passar.
Quantas vezes lá voltei,
Muitas vezes e não passas.
Mas tudo passa um dia.
Suas noites passarão.
Minhas lágrimas passarão.
No dia que você passar.
Até lá! Sozinho.
Te levo para ver o mar.
José Henrique
Meu hoje...
Estive tão contigo hoje
Que nem pensei no amanhã
Até esqueci o que fiz ontem
Que o amanhã seja o nosso hoje
Que o ontem se guarde por si só
O que dentro do meu coração cabe
É nada além do presente
Que é o hoje de ter você
Querendo todos esses hojes
Transformando todos os amanhãs e ontens
No melhor tempo de nós dois
No que estamos juntos
No que estamos realmente nele
Desde do amanhecer
Quando abro os olhos
Me vendo nos teus
Até o anoitecer
Quando minha última visão
...É você!
José Henrique
Desvendar-me.
Abrir janelas e portas do meu ser
Ver a luz que se esconde dentre as frestas de min'alma.
Abordar-me em uma das esquinas que a cada dia evito.
Renovar o ar que me segue sem respirar.
Rosas devem ser levadas e entregues.
Um novo e entusiasmante perfume ao corpo.
Deixar fluir a vida trancada em pensamentos fúteis.
Embebecido aos goles de uma sobriedade maldita.
Ser meu jardim feliz e cultivar as rosas que devo eu entregar.
Alimentar meu viver das piadas de botequim.
Deixar que o bom vinho sente-se a minha mesa novamente.
Que sente-se quem quiser, sempre .
E sente-se sempre.
Sendo o novo, sorriso alarmante e espalhado a uma platéia qualquer.
Mudanças da falta de hábitos e hábitat.
O que é deixará de ser para sempre.
Desvendando-me para eternidade do amor ,
Buscando não a felicidade eterna, mas a do abrir dos olhos de cada dia a se viver.
Que seja vivido de portas e janelas abertas ou sem elas.
Na coragem do coração que retorna
Que seja,
Que seja desvendado,
Que seja !
José Henrique
Anjo meu.
Ainda que digam que anjos não existem
O que seria de mim sem a tua existência
Sinto-me bem
Sinto-me leve
E quando preciso voar,
Tuas asas me levam
Devo admitir sim meu anjo
E por mais que não vejam tuas asas
Eu sinto o teu amor
E por tudo que é bom em você
É que consigo ver o sol
Já me basta te sentir
E sorrir no teu sorriso
Nem viver sem tua vida
Só apenas peço a lua que olhamos juntos
A mesma lua que distante nos cobre
Que de anjos não entendo
Mas de amor vivo aprendendo
Se um dia no amor me perder
De amor não padecer
De amor sempre viver
No silêncio do escrever
O sentimento de um ser
Que assim deseja ser
Mesmo sem o prazer de um prazer
A um anjo sempre pertencer
E que seja sempre você.
José Henrique
TÚ E EU
São teus os meus momentos,
são tuas as minhas saudades,
teus são os meus sonhos.
Meu é o querer ter-te agora.
Tu, és a minha vontade,
tenho falta de sentir-te.
Ânsia de estarmos juntos.
A imensa vontade de te ver
para,completar esse nosso querer.
O relógio, é muito ingrato,
e com os ponteiros, tem um trato
de sempre, andar devagar.
Já o coração, esse dispara, quase
do peito sai fora.
a sua vontade é constante de te
olhar, sempre, não lhe importa o
instante desde que seja agora.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. R.J
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
"Eu quero ver você numa piscina de ÓLEO FERVENDO gritando que já está morrendo. Desculpe, meu bem, mas eu não sei nadar."
Eu te deixei entrar, mesmo ainda sendo um desconhecido
Logo, você apareceu no meu sonho como se fosse meu
E meu corpo tensionava sempre que eu te via
Até que você cometeu um ato clichê
Partiu meu coração, sem saber
Desde aquele dia te espero. Desde aquele dia rendi-me à você. Como num encanto, simplesmente meu mundo voltou-se à você.
Flávia Abib
Ninguém jamais saberá o que trago por trás do meu olhar. Meu olhar não tem Superego, é Id puro!
Flávia Abib
Estou numa prisão criada por mim mesma. Aqui vou ficar, só saio no dia que seu olhar for só meu. Que ninguém se atreva a me tirar daqui, sou do dono daqueles olhos.
Flávia Abib
Despi-me de tudo, da dor, da saudade, do que não adiantava mais. Visto-me agora somente do meu eu, não aquele meu eu ideal, mas aquele que você construiu, esse que está dentro de mim.
Flávia Abib
Existe um limite entre nós, pessoas com discernimentos. Você pode chegar até o meu e eu até o seu, mas não invadir. Sem ofensas, sem agressões. A partir do momento que você nomeia "amor" o ato de, invadir, agredir, ultrapassar o limite do bom senso do outro, eu nomeio como "desamor", inveja, apatia, sentimento de posse, obsessão. Ou seja, o amor encanta, o desamor desencanta, destrói.
Flávia Abib
Sua atenção vai além de me ouvir cantar. Escuta meu coração, minhas alegrias e tristezas. Simplesmente me acolhe.
Verso assediado.
Calei o inevitável...
Repeti meu grito...
Reprimindo um poema amputado...
Nos enganosos lagos de águas mansas...
Joguei anzol pra coletar o peixe sagrado...
Quis me alimentar...
Mais não tive êxito...
Lavei o peso do que não era pecado...
Deixei a balança digital da ilusão falar por mim...
Ambos os sentidos me encontrei...
Sofri...
Chorei e sorri...
Assediei o verso comprimido...
Deixei os odores empregnárem em minh'alma...
Espremi a poesia que somente exalava e não me explicava...
Dando o real tempo com meu silêncio...
Tentei...
Insultei o alfabeto adormecido...
Me submeti á contração....
Abreviei meu olhar e ressaltei...
Indignado...
Minha voz ecoou...
Dei prazo pra razão....
Escrita fina na moldura do meu pensamento...
Pincelei o quadro da minha inspiração...
Afoito e descarado...
Me revesti de verniz minha imaginação...
Me protegi da humildade do tempo...
Me conservei...
Acordado e produtivo...
Matei na mosca...
O que planejei...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
