Meu Eterno Amor minha Filha

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Meu livre-arbítrio é um circulo, tenho que lembrar que pra cada direção que eu seguir, existe limites, pois do outro lado esta o meu próximo.

***

Muito me alegra estar em tua presença, estar perto de você e sentir meu coração bater acelerado...
Estar na tua frente, poder te olhar e te sentir aqui...

O que sinto está no meu coração mas toma conta de todo meu ser.

Quando o caminho se apaga na névoa,
meus passos são só ecos na estrada,
meu coração vira bússola,
e o sol, meu único mapa.


Giro como folha ao vento,
leve, sem rumo, sem chão,
o horizonte é um abraço,
o céu, minha direção.


Não há norte nem sul,
só o pulsar deste coração,
que bate em ritmo de uma dança de luzes,
que se perde no seu jeito.


As sombras são companheiras,
me prendem, me falam sutilezas,
sigo fios dourados, que tecem meus passos.


Esse mundo é um carrossel,
que meu eu, criança teme,
mas me deixo levar no vento,
onde o sol está quente e lento.


E quando a noite chegar,
meus dedos desenham constelações no escuro,
cada estrela, um verso esquecido,
um mapa de luz que não sei decifrar.


Olho o céu, na tentativa de ler suas estrelas,
mas elas piscam em código antigo,
sussurros de outras vidas,
e eu, apenas um eco perdido no vento.


Me torno silêncio e preces,
um corpo que se dissolve na sombra,
oferecendo ao infinito
o pouco que me resta de fé e esperanças.


Sigo o rumo da lua,
ela me chama sem palavras,
e eu navego em seu brilho prateado,
até que a madrugada me devolva ao chão.⁠

Lembro como hoje ao luar, ouvindo nos teus versos, a melodia da tua voz em meu silêncio, comparando-me à luz que banha o mar, naquelas pedras.


Embriagados de amor, de vinho, de tempo.
Minha pele arrepiando-se ao teu olhar,
fundos abismos onde me perco e encontro luz, teus olhos são espelhos do meu ser,
e neles vejo o que jamais esqueço.


Impossível apagar tua expressão,
o sorriso que desenhaste em mim,
impossível esquecer-te, mesmo agora,
quando a noite me lembra o teu jardim.


Hoje te busquei-te nas esquinas do vento,
nos reflexos da lua sobre o mar,
mas só encontrei o eco da tua sombra,
um vago rumor que não pude tocar.


Talvez nunca tenhas existido,
senão na perfeição dos meus delírios,
um sonho que teceu minha alma,
e agora se desfaz em devaneios.


Sonhos não são reais, eu sei,
mas carrego teu nome na pele,
na memória que não se apaga,
no verso, um apelo de saudade que nunca se revela.

Senhor, dá-me a esperança
para vencer minhas ilusões e tristezas.
Planta em meu coração
a semente do amor.

Ajuda-me a fazer feliz
o maior número de pessoas possível,
para ampliar seus dias risonhos
e abreviar as noites tristonhas.

Não me deixes ser cordeiro diante dos fortes,
nem leão diante dos fracos.
Dá-me o dom de saber perdoar
e afasta de mim
todo desejo de vingança.

Senhor Jesus Cristo,
ilumina meus olhos
para que eu veja os defeitos da minha alma
e venda-os
para que eu não comente
os defeitos alheios.

Retira de mim a tristeza, Senhor,
e não a entregues
a mais ninguém.
Enche meu coração
com a divina fé,
para sempre louvar o Teu nome,
e arranca de mim
o orgulho e a presunção.

Muito obrigada, Senhor Jesus Cristo,
por me amares tanto,
mesmo sendo eu tão imperfeita e pecadora.
Esta humilde oração
é tão somente para Te agradecer.

E tudo o que Te peço é que,
mesmo quebrantada,
aumentes a minha fé
e faças de mim
uma mulher segundo Tua vontade.
Amém, Senhor Jesus. ✨

Àquele que ainda habita em mim


Meu amado,


Esta manhã despertei com a alma tomada por tua ausência. O sol atravessava a janela em finos véus dourados, mas nada em mim se iluminava, pois a claridade não encontrou teu rosto ao meu lado. Acordei com a saudade aninhada em meu peito, como se ela tivesse se deitado comigo na noite anterior e decidido permanecer até o nascer do dia.


Te busquei em cada sombra do quarto, no silêncio da manhã, no perfume que a brisa trouxe. Mas tudo me respondeu com vazio. Como é cruel o despertar quando não se encontra o coração amado para repousar o olhar.


Ainda sinto tua presença, teu cheiro permanece em mim como sinal que não se apaga. A saudade dói como ferida aberta, mas também me recorda da intensidade com que amei e ainda amo. És a prova de que meu coração mesmo com medo, foi capaz de se entregar inteiro, sem reservas, como quem oferece um jardim ao vento, mesmo sem saber se o vento o acariciará ou o dispersará.


Se o destino for generoso, talvez ainda una novamente nossas estradas. Se não for, ainda assim guardarei tua lembrança como relíquia sagrada, porque amar-te foi conhecer a eternidade em um instante.


Hoje, ao abrir os olhos e não te encontrar, compreendi uma vez mais, que és e sempre serás meu abrigo, mesmo na distância.
E enquanto existir saudade, existirá amor e em meu peito, e meu amor é sinônimo do teu nome.


Com devoção e ternura,
tua Sam

Estranha Dança


Eu sou estranha, e o meu espelho sabe disso,
meus passos desenham labirintos
do meu modo de ser,
enquanto o mundo corre em fila indiana.
Minha música é feita de compassos
dos meus pedaços quebrados.


Carrego constelações desalinhadas,
tempestades que brilham, silêncios que ardem.
Meu caos é morada, não ferida
um fogo que aquece quando o chão some.


Eles dizem "seja reta", eu rio e giro,
minha dança é um mapa de cicatrizes vivas.
Ser diferente é como ter asas invisíveis
que voam mesmo quando o céu pesa.


Não me moldo, me reinvento,
sou feita de recomeços e perguntas.
Minha estranheza é minha armadura,
minha língua fala em raios, marés,
e idiomas que transformo em poemas.


Num mundo de cópias, ser original dói,
mas quebrei o molde antes de nascer.
Minha verdade é um animal selvagem,
não se domestica, só se entende.


Sou estranha, sim, e abraço esse abismo,
nesse meu lugar torto onde a luz é mais viva.
Aqui, onde os espelhos me reconhecem,
minha alma dança e nunca se despede...

Meu querido diário,

Hoje, mais um dia perdido em um mês qualquer, acordei com o ouvido desafinado e o rosto pesado demais para inventar qualquer texto motivacional, inflado de alegrias forçadas. Não tenho vontade de encher linhas de metáforas só para que entendam um cheiro, uma cor ou a tristeza de alguém que tenta disfarçar.

Estou exausta dessa estrada que eu mesma construí, dessa obrigação de dar sentido ao cotidiano. Cansada das declarações vazias nas redes sociais, onde o amor não é vivido, apenas encenado para virar assunto.

Estou tão sem forças que quase recorro a uma frase de Vinícius de Moraes só para dar um ar de profundidade. Mas também estou cansada da ideia de que um texto possa ser confundido com uma dose de álcool, que seja visto como revelação, que cada palavra precise soar como epifania, quando na verdade, as mágoas já aprenderam a nadar sozinhas.

Cansada de agradar a todos em troca de algo que nem sei nomear e que, de qualquer forma, não paga sequer o meu desodorante.

Meu celular parece feito de criptonita, minha capa vermelha anda desbotada, e já não tenho forças para sobrevoar o céu cor-de-rosa em busca de alguém para salvar.

Apesar do cansaço e da descrença nas pessoas, sigo preferindo a companhia dos animais, pois acredito no amor puro que eles oferecem. Mas também acredito em Vinícius, Clarice, Machado, Jorge Amado, Florbela, Shakespeare... talvez porque a literatura seja o último abrigo que resta quando o mundo insiste em me esgotar. Talvez seja apenas uma maneira mais bela e possível de viajar, exercitar a imaginação e alimentar meus sonhos.

16/08/2016

Resposta do ser amado"


Quando te afastas e vives em silêncio,
meu peito também se fecha, em defesa e receio.
Não nego tua falta — ela vibra nas frestas —
mas me recolho.
Me apago.
E o amor que grita em ti, em mim se cala.


Teu feitiço me toca, mas não me prende sozinho.
Quando caminhas sem me olhar,
eu também deixo de me mostrar.
Como um farol apagado, esperando
que o barco queira voltar.


Não sou labareda quando me deixas no frio.
Sou brasa quieta,
dormindo entre as cinzas do que fomos,
esperando o vento certo.


Mas se tua mão buscar a minha,
se teus olhos voltarem com sede de nós,
acharás mais que abrigo:
acharás um coração aberto,
um peito ainda teu,
um amor que não foi embora — apenas silenciou
pra não sangrar em vão.


Se vieres com ternura,
não precisarás perguntar se ainda és minha.
Sentirás.
Na pele, no olhar, no beijo suspenso entre o tempo e o agora.
Porque teu nome vive em mim —
mas só floresce quando regado de volta.


Teu encanto é chama,
mas só queima em dois corpos acesos.
Tua ausência é sombra —
e a minha resposta, o eco do que recebo.


Se teu amor renasce,
o meu desperta inteiro.


Com o mesmo feitiço,
mas só quando chamado.
Com amor,
ainda teu — Niklaus.

Enquanto o mundo lá fora faz barulho,
tua delicadeza é meu maior orgulho.
Mulher que encanta pela alma serena,
que faz a vida valer a pena.
Então, fecha os olhos, solta o nó,
na imensidão de ser uma só.
Longe da rua, do teatro, da lida,
aqui a paz é a tua medida.
Não há cobrança, não há porquê,
o mundo descansa dentro de você.
O melhor lugar onde eu poderia estar,
é no silêncio doce deste teu olhar.

CARTA PARA MEU BEBÊ


Você chegou de repente caladinha sem deixar rastros de sua chegada.
Foi imprevisível, foi surpreendente e não deixou também de ser duvidosa sua origem, sua ancestralidade.


Trouxe medo, dúvidas insegurança
Foi mais que um presente, foi sim um milagre.


Fui lançada num mundo maternal,
onde nunca imaginei que teria a oportunidade de estar.
Mudou meu trajeto.


Tudo espontâneo.
Tudo de Deus.
Venha, te espero.


Quero te carregar no colo
Sentir teu cheiro.
Calar teu choro.
Velar teu sono.
Te ensinar a orar.


Me ensine um pouco mais o que é o amor e eu te farei se sentir amada.


Belo dia será quando você chegar,
Já terá um cobertor e carinho.


Seu guarda roupa já está pronto aguardando teu cheirinho para exalar.


Venha, te espero meu anjinho.


Placilene Rabelo

Perdi meu filho
Sem chance de abraçá-lo
Perdi em mim
A fonte segura
De mãos pequenas

Que vinham
Me tocar
Meu filho
Nosso filho
Filho da eternidade

O amor
Compreendeu a dor
De nossa separação
Deus sabe
A verdadeira razão

De seu retorno

Meu coração
cheio de esperanças
Esta maré que renova a paixão

Executante de tempestades de saudades á espera de
Ouvir uma meiga voz dizer :"meu amor
...estou aqui... Voltei pra ti!"

Aroma de jasmins....

Perfumei
meu corpo com o aroma de jasmins
colhidos neste jardim ao entardecer...
faço um pacto de amor à luz da lua...
aprisiono o medo do silêncio
e das angustias
e deixo soltar as minhas emoções e as paixões
Embriago-me e entrego-me
A esse fulgor imenso e
deixo cintilar meu espírito...

Depois do amor...
... adormeço nas sombras da noite
esperando o amanhecer de mais um dia....
Sinto ainda em mim a brandura desta brisa
exalando jasmins...
jamais esquecerei os sentires do verbo amar...

Soneto “Meus pais”

Alonso e Eunice (em memória)



Seu Alonso, meu pai conselheiro

Homem trabalhador, conhecido por “Meus Amigos”

Ajuda a todos, chama-os de queridos

Sustentou os filhos com o suor de pedreiro.



Dona Eunice, minha mãe educadora

Mulher persistente, intitulada “Minha Amada”

Orientou a tantos, pela educação foi obstinada

Sustentou os filhos com a função de professora.



Ele, eterno “vizinho”, sereno, flamenguista animado

Da família Tavares, cresceu no Acai do Lago Grande

Pai amável, tio carinhoso, esposo apaixonado.



Ela, eterna “diretora”, resiliente, franciscana empenhada

Da família Ferreira, cresceu no Atumã de Alenquer

Mãe incansável, tia inspiradora, esposa dedicada.



Santarém - Pará, 26/08/25.

Ela teve muitos distúrbios psicológicos ao longo de mais de 40 anos, com meu pai.

No avesso do meu silêncio, grito o que o peito não diz; calar a voz é o preço de fingir que sou feliz."


Guardo as palavras no bolso para não deixar o choro escapar. Às vezes, o que a gente mais sente é o que menos consegue falar."


Me calo porque o nó na garganta é maior que qualquer explicação. Deixo que meus olhos contem o que escondo no coração."


Onde as palavras faltam, a saudade transborda no silêncio.

Embrulho


Como vou escrever poemas,
como vou redigir cartas
Meu coração está tomado de tristeza
Sinto que ele foi embrulhado por um saco plástico
Esse embrulho aperta meu coração, cruza ele por dentro
Aperta tão apertado que ele não bombeia sangue
Não tem sangue no meu cérebro, como vou escrever poemas sem a cabeça funcionar?
O máximo que posso fazer é lamentar
lembrar de quando meu coração era virgem sem embrulho
De quando meu cérebro tinha sangue pra ficar ocupado pensando em poemas sobre você

O Último Ato
Batizei-te de "meu bem", meu doce problema,
Mergulhei no teu caos, fiz de nós o poema.

Pulei do penhasco, sem rede ou segredo,
Amando o incerto, vencendo o meu medo.

Eu te dei a beleza, o cristal, a pureza,
Recebi em troca o sal da incerteza.
Amei-te com a vida, com a força do agora,
Mas provei o veneno de quem vai embora.

Tentei te ensinar o que é ser amado,
A cura do peito, o abraço apertado.
Mas o mestre padece na própria lição.

"Te dei meus segredos, meu colo, meu lado,
Mostrei-te o milagre de ser amado
Mas o preço da cura foi o meu desterro:
Amei-te com alma, paguei pelo meu erro.


Retiro o meu peso, minha entrega, o meu brilho,
Desfaço o nó cego, encontre o seu trilho.

Estás livre da rede, da minha intensidade,
Desta louca maneira de amar de verdade.

Meu peito foi porto, foi chão e foi ninho...
Não há mais amarras, nem medo.
Voa, meu passarinho.