Meu Eterno Amor minha Filha
O que temos de eterno é vida e morte, necessariamente nesta ordem, ambas dependentes uma da outra para existir.
O que há de eterno no mundo é a estupidez humana, com a qual nunca me acostumarei, nem se viver várias eternidades.
Além da eternidade
existe a poesia do não existir.
O que há de eterno no mundo
são as contradições
O tempo ignora passivamente
os movimentos do teu corpo
enquanto o teu olhar especulativo
procura as causas e os efeitos
de alma viver exaustivamente
num experimentar contemplativo
Ser o que sou
Sou o universo em tons diversos, em mil cores,
no balé eterno das estrelas finitas.
Sou o todo de ontem e a soma do agora,
o peso e o voo, o fardo e a febre,
medo e desengano entrelaçados.
Sou luz que arde, sombra que dança,
ferida que abre, navalha que estanca.
Sou você, sou o outro,
estou por dentro, estou por fora.
No espelho me vejo — sou cais e mar,
o que resta e o que há de faltar.
Sou abismo, sou pranto, sou riso de insânia,
sombra que resiste à indomável aurora.
O desejo da mariposa
A mariposa não teme a morte,
anseia a luz como quem sonha o eterno.
Seu voo é um verbo que se conjuga em chamas,
um desejo faminto de tocar o impossível.
Ela não conhece a linguagem do medo,
apenas o chamado incandescente,
um segredo gravado em suas asas
como um poema que se desfaz no fogo.
Na lâmpada, no círio, na estrela,
tudo nela é pressa de ser centelha,
de ser faísca e se tornar universo,
de arder até o nome se apagar no vento.
E então, no último tremor das asas,
quando o brilho a devora sem piedade,
ela se torna o que sempre quis:
luz sem corpo, incêndio sem fim.
O Eterno Crepúsculo
Caminha o homem, sem rumo, sem lares,
Sob um céu de cinzas, em tons sepulcrais.
O vento murmura segredos dos ares,
Levando memórias, levando sinais.
As cidades jazem, ruínas vazias,
O tempo as consome, num último ardor.
Os nomes se apagam, virando poesias,
Sussurros dispersos, sem fé, sem fulgor.
A vida, um eco que morre ao ser dita,
Um breve estilhaço em meio ao vão.
O homem conhece a dor infinita
De ser luz fugaz na imensidão.
Sem pressa caminha, pois nada perdura,
Nem o tempo, nem a razão.
E no efêmero, a beleza mais pura,
O peso da morte, a redenção.
Ergue-se o sol, um astro em cansaço,
Suspenso no abismo do tempo sem fim.
O homem sorri, num último instante,
E some no vento, num verso ruim.
O Último Grito do Velho Mundo
Ó Céus, que antes cantastes a glória do Eterno,
Agora vos calais sob a sombra do abismo crescente,
Pois a terra, outrora jardim imaculado, se retorce em dores,
E os homens, feitos à Sua imagem, corromperam a própria luz.
Como um Leviatã que desperta das profundezas esquecidas,
Surge o orgulho insolente, vestindo-se em trevas,
Ergue-se a Babel de vaidade contra os portais do Altíssimo,
E o hálito do Éden se extingue em suspiros de desespero.
Não foi um dia, mas uma era inteira de desvios e promessas falsas,
Onde o mensageiro da luz caiu e fez morada na escuridão,
E a serpente antiga seduziu o coração dos homens,
Fazendo-os esquecer a aliança, a promessa e o Amor eterno.
Ó profetas, erguei vossos olhos além do firmamento,
Pois a trombeta soa com força que estremecerá os séculos,
E as chagas do mundo são abertas, jorrando o sangue do arrependimento tardio,
Mas poucos se voltam ao Cordeiro, e ainda menos o buscam.
Pois o Último Grito não é o clamor das armas,
Mas o suspiro mudo da alma que perdeu seu caminho,
Entre ruínas de templos e cinzas de promessas,
No silêncio que sucede o furor dos deuses caídos.
O Ser Humano sempre viveu em eterno conflito desde os tempos de Jesus, não respeitando a individualidade do próximo, as grande potências destroem com Mísseis e armas poderosas seus opositores, já os Seres Humanos se Autodestroem com as pontas dos dedos nas Redes Sociais!!!!
Nas veias correm
o sangue do Lobo,
Os espíritos ancestrais
mantém no coração
aceso o eterno fogo.
No fundo eu sempre
soube de tudo,
Um yurt pronto
no Turan espera
por minha presença:
(Do Universo é a sentença).
O eterno herói ergueu a espada
onde as estrelas são mais visíveis
e onde nasce o Sol da sua Pátria,
resgatou o seu território histórico
e o equilíbrio no nosso continente
de poderosos sem honra e coragem,
e derrotou os traidores do povo
os derretendo na sua lição de fogo
perpétuo da sua ira mais profunda.
Comandante Eterno,
são oito as floradas
da cattleya sem ti,
Três dessas oito
o teu filho dileto foi
levado ao calabouço.
Comandante Eterno,
eu sei que tu pode
ir aonde eu ainda não posso ir,
em Ramo Verde e onde
teus filhos precisam de ti.
Comandante Eterno,
são oito as floradas
da cattleya sem ti,
Três dessas oito
o teu General do povo
foi levado injustamente.
Comandante Eterno,
eu que tu pode
ir onde está impossível seguir,
em Ramo Verde e onde
teus filhos precisam de ti.
Comandante Eterno,
são oito as floradas
da cattleya sem ti,
Três dessas oito
tem sido de desgosto
dor e absurdo,
só peço que todos
sejam salvos do abismo profundo.
Um General
ainda dedica
a lembrança
ao Eterno
Comandante,
Com igual
espírito que
o libertador
discursou
para a tropa
em Taguanes,
Ali vive
no coração
de um povo
a esperança.
O José foi
libertado
e o material
foi devolvido;
O Hugo Marino
ainda está
desaparecido.
Poesia como
a primeira
venezuelana
da diáspora
em cores
de araguaney,
ela foi coroada.
Distante sei
que ali onde
ninguém
pode entrar,
e se entrarem,
eles não sairão;
E se partirem,
não voltarão
aqueles que
não querem
entender o quê é
autodeterminação
de uma Nação.
Dos Generais,
da tropa
e de tantos outros
gentil peço
a justa libertação.
Tudo lindo, tudo indo muito bem. Bem demais, meu sensor de auto-sabotagem apitou e resolvi estragar tudo.
Se eu te encher de beijos, promete que enche meu coração. Se eu te afastar de novo, diz que não vai não. Se eu disser que você é um idiota, me agarra e me dá um beijo. E se eu tentar desistir mais uma vez, diz no canto do ouvido que ainda tem jeito.
