Meu Caminho So
Tem dias em os dias são só dela
Dias há, em que as horas são só minhas
Há momentos em que não pertenço a nada
Nada faço e em mais nada penso
Nascem dias em que eu acordo propenso
a pensar somente em poesia.
Nada além disso
Só isso
Nada além de arte
Pequenos pedaços de vida
Pequena vida
dividida em partes
Em constante movimento
No mesmo momento em que algo chega
Algo também parte
Mas partindo, deixa sempre algo de si
Aquilo que passa, se não deixa marcas
Não tem graça
E nenhuma utilidade
E eu não quero
Não pretendo e não procuro
Nada além disso
é so isso
Não vivo e nem quero jamais
Viver, se não existir
Algo que me faça sentir
Que existe sim, um compromisso
Leve e breve
Porém profundo e duradoro
como a morte
Que por sorte ainda não veio
Enquanto isso
Vamos todos vivendo
Rindo, amando e fazendo poesia
Se chove hoje
Não me esqueço
Que ainda ontem
Ardia um lindo Sol
Esta lembrança
Me provoca, então
Forte alegria
Lindas e simplíssimas palavras
dançam ao redor do coração
Que apesar de tudo
Ainda é de criança
Apesar de já não ter o mesmo viço
E é isso que me faz feliz
Nada além disso
Apenas isso
O Brasil não é um Gigante, é só um grandão bobo. Se um dia eu sair do Brasil, vou dizer por ai que sou paraguaio. Se algum brasileiro vier conversar comigo, vou responder : "No hablo su língua"
"Cuidado com os compromissos que assume. Ter o rabo-preso só não será um problema muito grande se você tiver nascido lagartixa"
Hoje eu estive pensando
Conversei comigo mesmo
e conclui:
Se houvesse neste Mundo
Alguém
Uma só pessoa
Que me ouvisse e conhecesse
Talvez
A ela eu perguntasse
O que foi que eu fiz e quis
e vi e vivi
Tentaria resgatar
a memória perdida
das coisas que eu não tenho mais certeza
Se realmente vivi nesta vida
Se houvesse, nesta vida duvidosa
Uma única alma boa
Que me contasse
Se minha vida realmente valeu à pena
Que pena!
Não me recordo de mais nada
Quase nada mais eu sei
Acerca de mim mesmo
Esqueci de quase tudo
Às vezes eu até
Chego a sentir
As dores aludidas
Em tantos poemas anteriores
Mas não tenho mais certeza
Se eu realmente as vivi
As senti
Ou se eu simplesmente
As menti
" Num lugar de gente mesquinha só se reconhece gente mesquinha, mas os que agem com retidão e honestidade, em algum lugar, sempre haverão de ter as suas qualidades reconhecidas, nesta ou em outra vida."
Um dia eu sonhei em saber
Tanta coisa, só pra saber
Muita coisa, só por saber
Saber o que eu queria
Saber que não sabia
Um dia eu desejei esquecer
tanta coisa que não me cabia
muita coisa que eu não esquecia
Tanta coisa que eu quis saber um dia
Agora eu só queria saber querer
Tanta coisa que eu gostaria
de te dizer que eu não sabia
Tanta coisa que eu jamais diria
jamais faria, jamais queria saber
Eu queria saber esquecer
Queria saber querer
Querer esquecer tudo que um dia
Por não saber o que eu sabia
Eu queria saber
Eu queria só saber
Caminhar corretamente pela vida
E que a vida fosse um pouco mais
Que uma mera superfície plana
Eu queria poder superar
Todas as limitações
A que está submetida
A minha humilde condição humana
e todas as fraquezas nela inseridas
Eu queria conhecer e saber lidar
Com a força existente em mim
Antes do fim desta vida
Eu queria viver o tempo que ainda tenho
Vivendo o Sonho de Conhecer a Deus
O Deus que existe nos meus sonhos
E que às vezes me permite saber
Que é sim, possível voar
Pois Ele já me presenteou algumas vezes
com essa sensação incrível
e me ensinou que o tempo
Apesar de impiedoso e inexorável
É necessário pra que a gente aprenda
a remover a venda que existe
nos olhos humanos, e é
inerente à Condição Humana
Eu não digo o tempo mundano
Que faz compreender
as horas e as semanas
Existe outro tempo, além deste plano
Um tempo que vem de Deus
Que tem me ajudado a tentar compreender
Que cada pedra
Que eu, com respeito, carreguei
e cada dor que um dia me derrubou
Agora se traduzem
numa espécie de compreensão
Que de mim se assenhora
E me faz saber de onde eu vim
E que as dores que eu senti
eram sim, necessárias
Pra que eu não passasse pela vida
e a visse desaguar um dia
Num Oceano de incompreeensão
e a tivesse vivido como um reles pária
Carregando sensações imaginárias
Eu já compreendi que Outra Coisa existe
Porém ainda não sei o quê preciso fazer
e a maneira correta de pedir e receber
Tudo isso às vezes me faz sentir
Um pouco triste ao fim do dia
Quando se aproxima a hora de ir dormir
Quando me vires rindo
Não penses que está tudo lindo
Pois, talvez eu esteja só mentindo
Sempre propenso a me esquecer
Há coisas que eu até aprendo
Me arrependo e desaprendo
Começo tudo de novo
Eu faço a prova dos nove
e fico fora
Me movo pelas calçadas
Vou-me embora
Sobra o nada
Nesta vida e neste Mundo
Só existe uma certeza:
Sempre haverão outros
E outros e outros e mais outros
e depois deles
Virão outros e depois
Mais outros
Assim como outros
Houveram antes
e existem outros hoje
Amanhã, pode ter certeza
de que outros haverão no vir
e depois deles outros
Haja o que houver
Seja o que for
Haverá sempre outros
Esta é a única certeza
Não existe outra.
EdsonRicardoPaiva
Aquilo que ontem se foi
se foi...só se foi
Não é e nem será
Aquilo que hoje é
também não o é
pois o presente
ainda não foi escrito
e pode ser mudado
a qualquer momento
por isso tem este nome
é sempre um nova oportunidade
perecível, volátil
e com prazo de validade
com a qual
Deus contempla os Homens
Aquilo que ainda não chegou
e qualquer esperança
que por mais lhe pareça vã
reside
num lugar chamado amanhã
tudo que deixaste escapar
e tudo do qual não se foge
serão resultado
daquilo que acreditaste
e que, com teu estado de espírito
pessoalmente criaste
e que toda a sua história abrange
estão lá
e resultam
do ontem
e do hoje.
Existem coisas que só existem
devido à influência do Sol
Há coisas que prosperam
seguindo as leis da vida
Tem outras que são criadas
Conforme a evolução da natureza
E todas elas sobrevivem
e sobreviveriam
Sem a interferência
ou a influência do Homem
de Maneira, que às vezes a gente pensa
Que a nossa existência
é perfeitamente dispensável
Tudo depende
da maneira que aprendemos
A enxergar a vida
Assimilar e processar essas informações
E transformar o resultado
Naquilo que guia
As nossas ações no dia-a-dia
Pois
As Estrelas estarão sempre lá
As Flores e as abelhas também
Assim como os lindos amanheceres
Insetos seguindo seu caminho
Pássaros fazendo ninho
Tudo correndo certinho
Conforme as leis do Criador
Mas acontece
Que se não houvessem
A alma e a Mente Humana
Pra transformar muito disso
Em música, em pintura e tecnologia
Em Arte, em dança e em poesia
Em agricultura, em Arquitetura
Em Esporte
E até mesmo
Na consciência
de que existe um Deus
e que há vida após a morte
Tudo isso passaria
Milhões e milhões de anos
Como se fosse apenas um dia
Sem a existência Humana
A História do Mundo
Caberia em uma semana
Talvez seja por isso
Que Deus mantenha com o Homem
Esse Eterno Compromisso
Pois, por mais coisas que Deus faça
Ele sabe
Que sem a gente por aqui
A vida não teria
A mesma graça.
Edson Ricardo Paiva
Perdidos no tempo e no espaço
Só reflexos de espelho
A água evapora
A nuvem cresce
Uma nova notícia na porta de casa
Só agora se sabe do prazo
Apesar do tempo ter asas
Não voa e jamais envelhece
O que destoa é viajar com ele
E nunca mudar em nada
Sempre aquela vibração tão boa
da cadência do som
Em que soam as cordas do tempo
Momento a momento
Um dia a gente, que estava à toa
Fatalmente acorda
E percebe que o tempo envelhece
Friamente, a cara do espelho
A nuvem de chuva caiu
Fim de tarde
Horizonte vermelho
Abelhas rainhas
Foram minhas todas elas
O Sol se põe por trás
dos montes de notícias
Que batiam-me à porta
Eu lia o jornal
Mas jamais atentei pro resumo
MIsturado e torto
O compromisso era comigo
Meu abrigo, meu rumo
Não ligo e não brigo
Nem tenho nada com isso
Assim me acostumo
A olhar
Ver cara do tempo
A cada vez que eu o olho
mais moço
E sem nenhum alarde
Conforme convém-me
devido a ser tão tarde
Agora
Sabê-lo antigo
Molhar-me na chuva
Minha única amiga
Até que o próprio espelho
Que muda, qual cor do cabelo
E sem reclamar pra ninguém
Finalmente acatar-lhe
Assim como eu faço
Os conselhos, de vez em quando
Tendo, enfim, me encontrado
No espaço e no tempo.
Edson Ricardo Paiva.
"A vida passou tão depressa
Que só nesta fase da vida
É que me ocorre o pensamento
Do quanto teria sido inútil
Ter tido o medo que quase senti
Pois a vida não parou pra ser perfeita
Por isso foi sendo refeita todo dia"
Edson Ricardo Paiva.
"A melhor maneira de evitar desentendimentos com gente que só nos aceita quando a gente concorda em tudo com elas é considerá-las mortas. Mas isso deve durar somente até o dia em que a gente morrer"
Edson Ricardo Paiva.
Quem sabe
Se olhar pra frente
Pode ser
Que só o presente
Amanhã seja passado
Quem sabe
Se olhar pros lados
No meio da madrugada
E num beco escuro
Perceba que só agora
Eu me sinto seguro
Fui criado à beira
De uma vila chamada loucura
Minha casa ficava na esquina
Da rua impossível, com a difícil
Foi difícil, mas saí de lá
Quem sabe
Se olhar pra baixo
E caminhar depressa
Nessa fria madrugada
Eu ache a solução da diferença
Entre vida e tristeza
Quando a vida inexiste
Tristeza é voz perdida
Vaga-lume, precipício
A parte mais difícil
Se esquecer como se faz
E eu quero paz
Quem sabe
O olhar pra cima
A chuva fina
Me perdoe
Pra que eu possa prosseguir
Perdido
E descansar os pés
Lá na praça do passo esquecido
Onde eu queira
Finalmente olhar
Pra dentro da minha alma
Quem sabe, pode ser até
Eu escute o som das palmas
Aplausos que se escuta
Quando a gente finalmente aceita
Que de fato perdeu a luta.
Edson Ricardo Paiva.
Haverá respostas
Se vivermos por buscá-las
Encontrará quem não viver só pela vida
Como um pássaro pequeno, que não voa ainda
Aguarda em paz
E sabe mais que todo aquele
Que não vê mistério em nada
E tem sido sempre assim...eis a graça e a lei da vida
O conflito interno, a guerra, o dia ruim
A terra embrionária...flores mortas
Que visão mais torta, que dores são essas?
E, sem pressa, estrelas
Esperando lá no céu, para poder ser lidas
Vida celular oculta, secular.
Areia do deserto
A vida, uma arquiteta paciente
Aguarda um dia a nuvem vir chover lá perto
Repletas do saber de Deus
Noite alta de profundos sonhos
Enquanto a brisa leve cruza o mar à luz da lua
Desenhando um novo mundo
Que vem lá de não sei onde
Ninguém sabe a vida e o que ela traz
A parte que te cabe é tentar perceber
A melhor maneira de vivê-la
...ou viver só por viver
Eis a graça e a lei da vida
Edson Ricardo Paiva.
Quando a gente era criança
E brincava de se esconder
E subia lá no alto, ia só de brincadeira...e ria
Ria, de incauto que era
E pulava de lá, por prazer
Pelo puro prazer de poder ouvir o ar que zunia
Uma vez fui encontrar lá em cima
Um pássaro que tinha desistido de voar
Daqueles, que quando dói, nunca se lastima
Não chora, não pede ajuda
Se recolhe no seu lamento. Finge morto, finge mudo
Se tinge de esquecimento
Enfim, nada escolhe na vida
E mesmo assim
Teve a escolha de sofrer calado
Eu conto essa passagem
Num poema bobo e sem rima
Porque desde pequeno
Eu também não podia chorar, nunca tive coragem
E jamais me ensinaram o jeito certo de falar com Deus
Pra dizer-me arrependido e nem pedir perdão
Nunca aprendi pedir nada pra Deus
Mas o certo era que o pobre pássaro
Pode ser que ele só fosse igual a esse que eu sou agora
Daqueles que quando chora...é só por dentro
Num lamento mudo
O pássaro caiu lá de cima
E nem me deve ter ouvido pedir perdão
Quedou-se no chão
Num tombo quase tão breve quanto uma vida
E ele também deve ter sentido
O ruido leve que zuni no ouvido
Que só ouve quem cai
Mas naquele momento
Como quase que tudo na vida
Não deu tempo pra nada
O pássaro mudo, morreu sem chorar, não deu tempo
Pode ser que eu, depois daquele dia, o tenha tido
Mas eu não chorei, nem naquele dia e nem nunca mais
Ajuntei todas as lágrimas que tinha pra chorar na vida
E quando vi que o pássaro ia subir pra Deus
Eu pedi pra ele levar.
Edson Ricardo Paiva.
Agora é outro dia
Poesia de que?
Hoje é dia de nuvens
São só palavras que se vão no vento
Amanhã é outro dia
Pode ser que elas voltem
E que nos contem por um momento
O que era que estava escrito
Numa manhã de Sol qualquer
Poder ser manhã de um Sol que se sente só
Sentindo um nó na garganta
Por ver-se só, lá acima da tempestade
Numa tarde de chuva que nos invade
Só que é aquela chuva que não chove
Poesia de quê?
Poesia de tarde, poesia que vem de cima
Que não faz chorar e nem sentir
Poesia de nuvem, que não comove
E esconde o Sol que nos olha
Sem nada nos olhos, nem no olhar
Cada dia é outro dia
Pode ser que hoje, ainda
Elas chovam sobre nós por um momento
Trazendo uma noite estrelada, uma noite linda
Dia de esperar, não era
Era dia de espera só
De olhar o Sol detrás da nuvem, igual criança
Com o todo nos olhos, tendo estrelas no olhar
Escrevendo poesia de esperança.
Edson Ricardo Paiva.
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