Meu Caminho e cada Manha
Silenciadores
Os armários chaveados,
Meu orgulho arranhado,
As carteiras arrumadas,
Meu estômago revirado.
Testemunhas silenciadas,
Depondo silenciosas.
Em meu silenciador,
Após silêncio a dor.
Silenciador,
Silencie a dor.
Desmontamos os pedestais,
Anulamos a exposição,
Rochas nocauteadas por cristais,
Desparcerados pela discrição.
Ela foi vítima,
Eu fui vil,
Ela é discreta,
Eu sou sutil.
Sentimentos silenciados,
Depoimentos sussurrados,
Enlaçados capturamos a libertação.
Silenciadores,
Silenciem as dores.
Eu amo-a, mas meu amor é egoísta, interesseiro, individualista e ao invés de ambicionar a felicidade dela ilimitadamente, eu a oprimo, pondo-lhe na cabeça minhas falhas como se fossem dela, meu amedrontado como sendo dela, e puno-a por minha falta de caráter e insuficiente audácia, que são salientes e impactantes nela.
Cíclicos são calendários,
Periódicos são aniversários,
Meu bom-humor é sazonal,
Reservado a feriados.
Crônicas de um Espelho Meu
Besteiras fantásticas,
Asneiras primorosas,
Acidentalmente enfeitadas,
Enfeitiçadas, frondosas.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
Com a delicadeza de princesas frágeis,
O atributo mor foi o olhar carente,
Mas pro viés dos bárbaros e obscenos,
A feiticeira má, sempre será, mais atraente.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma piada trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma anedota mágica.
Adorada Bruxa que nunca será minha,
Deixe-me ser seu servo,
Deixe-me amar em vão.
Deixe-me amar o engano,
Aceitemos a peso profano
De nossa esdrúxula relação.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobeiras de uma comédia trágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Bobagens de uma tragédia mágica.
Nas Crônicas de um Espelho Meu,
Deixe-me amar o engano,
Deixe-me amá-la em vão.
Queria ser ninguém (em meu conservadorismo liberal)
Insistentemente
Como nunca planejei,
Orgulhosamente
Queria ser ninguém.
Identicamente pouco parecidos,
Distorcidos em imagem e semelhança,
Capturo imitações sem compromisso,
Em seu uso um desuso me alcança.
Queria ser ninguém
Em meu conservadorismo liberal.
É difícil se ausentar
À própria presença,
Edifícios arranhando
A paisagem local.
Codifico informações
Ao formular a sentença,
Meu Conservadorismo liberal.
Anti-partidário recém afiliado,
Estaria em cima do muro
Se não o tivessem derrubado.
Superávit de inteligência,
Descreveu não leu é porque não viu,
Déficit de coerência,
Justapostos ao regime que os pariu.
Vá pro regime que te pariu...
Queria ser ninguém
Em meu conservadorismo liberal.
Muito esforço e transpiração, Estabeleceram minha pose, Faturamento anual e crônica neurose.
A recompensa da aposentadoria
E seções de Terapia em hipnose.
Apesar do Jabá, suborno e propina.
Invisto na Amizade,
Respeito e Simpatia.
Como igualar se não descrimina ?
Quando era muchacho não adivinhava,
Que no orbe dos adultos a gente se adestrava.
Afirmação enganada,
Se chama Convicção,
Correta só a Errata,
Convicta de hesitação.
Um grande camarada
Foi o bicho papão,
Me fazia companhia na solidão.
Queria ser ninguém
Em meu conservadorismo liberal.
meu amor
o meu amar
é mar
e amar
é maré
é arte
é felicidade,
tristeza,
eternidade
e quem sabe
um pouco mais.
ao meu amor
do pretérito imperfeito,
faço desse poema, e
seu sincero verso
sua eterna memoria,
hoje estou a caminhar
por esquinas e becos
onde existia amor
agora existe medo
não digo o que sou,
mas digo o que eu era
um eterno admirador
das suas artes, poeta
dos seus olhares,e
de tudo que restou.
e do que irei reciclar
ficara guardado
no lado esquerdo
do meu peito para
o amor do pretérito perfeito.
Imaginário
O meu imaginário não sera
ausente como quem diz ser
farei dessa parcela da vida
uma eterna e voraz corrida,
e se no meio de todo esse
caos arquitetado e falho um
amor ardente e transparente
aparecer, prometo esquecer
por um instante o que me faz
sofrer e olhar com descredito
para os momentos de grande
agonia e adultério, não digo
que sou um eterno compositor
da realidade, e muito menos o
apreciador dos arcos escravos
da estaticidade, sou a nova arte,
aquela que se cria ao encontrar
o seu amor e sua eterna vaidade.
Vem me ver
Meu amor vem me ver,
das quatro as sete
de charrete ou patinete
Meu amor vem me ver,
acordo as duas e meia
escuto a nossa musica,
corro para os seus braços
encontro neles um abraço
Meu amor vem me ver,
trazendo versos em trovas
ele sabe que sou poetista
artista da minha vida,
Meu amor vem me ver,
irei recitar meus versos
em forma de afeto
tudo que esta aqui dentro
é alma e coração
meu amor vem me ver,
tenho tanto para lhe dizer
esta tudo bem comigo
a tempestade passou
não tem mais lagrimas
Meu amor vem me ver,
mas ele nunca chega
em meus sonhos.
Escrevo porque descrevo
o mundo para o meu coração
que transforma seus batimentos
em sentimentos que transbordam
em minhas mãos.
sentimento imenso,
propenso ao relento
hóspede do meu coração e
escravo da solidão.
me dê um voto de confiança
para transformá-lo em um
hiato da paixão.
prazer!
me chamo tupi,
assisti o meu lar
se tornar o lar de
maquinas agrícolas.
assisti a fauna e a
flora da minha terra
existirem apenas na
historia.
prazer!
me chamo tupi
estou vivendo as
consequências de
um governo medíocre
e carente de empatia
prazer!
me chamo tupi
como tantos outros
apenas quero que
o meu caminhar seja
livre de amarras.
Ancelmo Bento.
Eternidade
Meu amor vem me ver
das oito as dezessete,
desde as seis estou
acalmando meu coração.
são sete e quarenta,
estou sentada na frente
do espelho torcendo para
escutar a sua batida no
meu portão e o latido do
meu cão me alertando
para uma palpitação no
meu coração, oito e dois,
Você chega em sua
Motocicleta, trazendo
Consigo um belo arranjo
De flores e um sorrisso
Em forma de poesia,abro
O portão e corro para os
Seus braços. Estou com
O meu amor e todo instante
Dura uma eternidade.
Girassol de fogo
eu sou um
girassol de fogo
em um dia chuvoso
a chama do meu
coração arde na
solidão
minhas pétalas
transpiram abraços
negados
meu pendão leva
consigo o peso
do passado
hoje eu poderia
estar indiferente
ao futuro
mas
a chuva veio em
um dia triste e
ensolarado
quando a primeira
gota cair sobre
o meu corpo.
e
a enxurrada
me arrancar
do chão
eu finalmente vou
me senti livre
da solidão.
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