Meu Caminho e cada Manha
INTENTO (soneto)
A poética pede conta de meu sentimento
Como se a sensação fosse estar por conta
Mas como dar, se sou solitário, e desponta
Um prosar que presta conta de momento
Para ter na conta um poema com alento
No combinar me vi, pro coração, afronta
Deixei para lá, não achei a outra ponta
Faltou curso, sei lá, fui levado ao vento
Oh vós, soneto, com rima deveras tonta
O amor não deixai que seja passatempo
Tenhais na métrica a emoção, já pronta
Não traga ao versar somente contratempo
O que faz parte de um conto, tenha monta
E assim intento para cada um de seu tempo.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
27 junho, 2025, 114’51” – Araguari, MG
Para meu Caê:
"Que Sorte a Nossa"
-Eu cansei da "mornice", desse pega-e-larga, desse quer e não quer, dessa coisa toda tão entediante.
Sou movidapor paixão, por insanidade, ao desvario, aos arroubos.
Ah, os arroubos...
Tão calientes, lascivos, não pudicos, sempre em flamejantes chamas libidinosas!
E eu fui em busca de viver a vida, a vida que me pertence, ao lado de quem eu escolhi, e fui escolhida.
Foi necessário distâncias, mudanças de ambos, e maturidade!
Há muito tempo que não me sinto tão leve...
Voltei para o lugar que amo e sou amada.
As noites e dias de Saquarema, serão curtos para nós dois.
E dessa vez é para sempre..
Que Assim Seja!
Que Assim Se Faça! ☽◯☾
#Inverno2025
Meu pai partiu nos meus braços e ali eu sentir a dor maior desse mundo uma dor sem fim...
Pai daria tudo pra te ter aqui ouvir a sua voz as suas histórias você era tudo pra mim eu nao sei se consigo seguir sem você.
Mesmo sabendo do meu amor me trocou por quem já lhe tinha traído. Sempre soube de suas mentiras me deixei usar por amor na esperança que ela mudaria. Fui alertado de suas traições, fingi não entender, paguei o boleto do medo e o da dor da verdade, por acreditar que a mentira nunca viria a tona. Falsas foram as mensagens de recíproca no amor, que na verdade existiu sim, mas só o meu. Hoje luto contra a sede de vingança. Gritar para o mundo o quanto ela me machucou. Alertar o próximo do futuro ou passado o quanto foi cruel ao me ferir me levando a morte em nome da sua "FELICIDADE A QUALQUER PRECO". Que talvez hoje eu não consiga pagar. O pregão financeiro do amor se desvalorizou na bolsa da ingratidão de quem só fez dele um negócio!
Último Poema
Este é meu último poema pra você,
não porque deixei de sentir,
mas porque aprendi a me escolher
e seguir meu próprio caminho.
foi você quem quis voltar,
mas eu já não quis mais ficar.
não fui eu quem mandou mensagem,
foi você que quis recomeçar…
mas eu já tinha me encontrado em outro lugar.
meu primeiro amor foi papel e tinta,
foi Clarice falando o que sinto,
Bethânia cantando o que minha alma transmite,
Rita Lee me ensinando a ser livre,
Caetano me dizendo que tudo é divino,
e que até o fim há um destino.
me apaixonei pela arte,
pela vida que pulsa lá fora,
pelas luzes das ruas,
pelas vozes nas janelas,
pelas tardes sem pressa,
pelas promessas que hoje faço pra mim mesma.
hoje sou casa que não implora visita,
sou rio que corre mesmo sem ponte bonita.
agora eu sei:
amor bonito não prende,
ele ensina a respirar,
amar, às vezes, é partir —
é ter coragem de não mais insistir.
Quase
Ela passou por trás de mim, devagar, como quem não queria nada. Os dedos roçaram meu braço, mas não ficaram.
Esse quase toque queimou mais do que se tivesse me puxado para perto.
Às vezes, o que não acontece é o que mais atiça.
A Mensagem
Era só mandar “Oi, tudo bem?”. Mas, por algum motivo, meu dedo escorregou e enviei um áudio de 47 segundos… de silêncio.
Ela respondeu:
— Achei profundo.
Eu disse que era pra ela refletir. Até hoje ela acha que foi proposital.
E ao te olhar vindo em minha direção , todo meu corpo entrou em estado de êxtase , um sentimento de admiração e alegria . Haaa esse sorriso q me faz tão bem , esse cheiro me deixa confortavelmente entorpecida , paralisada !
Ao seu toque toda a sensação de nervosismo some , um sonho real , começo a me questionar se mereço estar vivendo todo esse esplendoroso momento com vc .
Ao chegar me beija a boca e toma nos braços , retirando sua veste lentamente, não podemos deixar rastros q de estivemos tão íntimos .
E olho , e vejo vc . Todo seu corpo moreno com tom de avelã . Seu olhar de menino levado , e seus pensamentos, tão transparentes .
Absorva de mim toda energia, suga minha alma pra estar junto a sua . Leva me ao encontro de amor .
Saudade do Meu Amor Eterno
Saudades, essa vontade ardente de te ter,
De estar bem junto a ti, sem nada a nos separar.
De abraçar-te forte e nunca mais soltar,
De trocar carícias, nosso amor florescer.
Saudades do meu amor, que me faz sonhar,
Faltam-me as palavras para expressar o que sinto.
Saudades, saudades, em cada respirar,
Por ti, meu coração se eleva ao infinito.
Quero estar junto a ti, sentir o teu calor,
Perder-me nos teus braços, esquecer a dor.
Meu eterno amor, minha mulher, minha paixão,
Volta para mim e acalma o meu coração.
Para Minha Amada Xiluva Xanga
Bom dia, Xiluva Xanga,meu amor, meu sol,
Hoje acordei com um sorriso, contagiante.
O sol brilha no meu jardim, sem igual,
Mas é o teu brilho, mulher, da força.
Xiluva Xanga, minha flor, a mais bela que já vi,
Meu amor, a saudade é imensa, aperta o coração.
Ouvir a tua voz alimenta o desejo de querer mais.
A vontade de mais querer estar ao teu lado, em união.
Meu amor, meu sol, que me guia e me aquece,
Minha companheira, a mais fiel e doce.
Minha flor, Xiluva Xanga, o meu amor não esmorece,
Em cada pensamento, meu coração te conhece.
' Meu querer por estar com você vislumbra
imaginar seu toque, seu cheiro o gosto do teu beijo.
Queria poder todos os dias olhar nos seus olhos e dizer o quanto você me trás felicidade.
Seus olhares, seus abraços, seus sorrisos me conquistaram de tal maneira que agora não posso deixar de
Adorar estar, adorar ter, adorar viver, adorar saber tudo em você.'
Ah, meu amor, eu digo
Que o silêncio fala mais que muitos
Ah, meu amor, contigo
Carrego toda a imensidão
Vem de me esquentar,
Florescer, florescerá
E que se vem, me andará,
E nos andares pulará
Transcender,
Cantar,
Encantar....
Nos seus olhos a tristeza,
Que de em mim a certeza,
Que consigo andar....
Ah, meu amor, pra quê? Essa tristeza
Em seu corpo há o que reina?
Não há morte,
Nem escuridão no sol
Não há vida,
Nem luz da lua no dia...
Pois, o por da vida,
Clareia mais que a dor
Meu amor...
Luz dourada que carrega os olhos
Mais belos, da minha amada
Mãe querida, minha alma
Meu corpo inteiro é seu
Mãe querida, choras enquanto choro
Nesse choro-canção escrevo de ti
Passas tão tarde, não cantas pra mim
Passas cantante, chorando assim
Amor, filho meu, choro sim
Esqueceu
Que meu amor é seu...
Relato: Meu Pai e o Silêncio das Palavras Escritas
Meu pai é pedreiro. Um homem de mãos firmes, calejadas pelo tempo e pelo trabalho, mas de um coração imenso, onde sempre couberam todos nós, seus filhos. Cresci vendo nele um exemplo de dignidade e esforço, mesmo sem saber, por muito tempo, que ele carregava consigo uma ausência dolorosa: a de não ter sido alfabetizado.
Ele sempre viveu bem, dentro do possível. Cumpria seus deveres com dignidade, ria com facilidade e fazia da simplicidade sua maior riqueza. Mas havia algo que o limitava — o mundo das palavras escritas. Ler um bilhete, uma receita, um endereço... tudo isso exigia ajuda. E ele pedia, com naturalidade, mas também com aquele olhar que escondia algo mais: a falta de uma oportunidade que a vida lhe negou cedo demais.
Lembro de um dia em especial. Na correria da rotina, mandei uma mensagem de texto pelo WhatsApp. Algo simples, rápido, como fazemos com qualquer pessoa. Minutos depois, ele me respondeu com um áudio. A voz dele, firme, disse com doçura e um leve constrangimento: “Filho, fala por áudio, por favor... seu pai não sei ler.”
Foi como um soco silencioso no peito. Eu sempre soube, mas naquele momento, ouvir da boca dele foi diferente. Doeu. Doeu por ele. Por tudo que ele poderia ter vivido se a educação tivesse chegado a tempo. Ele não teve escolha. Precisou largar tudo muito cedo para assumir responsabilidades de gente grande — cuidar da família, trabalhar, garantir o pão.
Mesmo sem ter lido uma só linha de Machado de Assis ou escrito uma carta de próprio punho, meu pai me ensinou lições que livro nenhum traz: sobre coragem, humildade, força e amor. Seu analfabetismo nunca foi sinônimo de ignorância, mas de uma sociedade que ainda falha em garantir a todos o direito de aprender.
Hoje, mais do que nunca, acredito que lutar pela alfabetização de jovens, adultos e idosos é também honrar a história de milhares de “pais” como o meu, que mesmo sem saber ler, escreveram com suor a própria vida.
A fé virou o meu idioma mais sincero, e o meu ato de confiar em Deus virou a minha oração mais bonita.
Tarde de Luz em Corações de Minas
Na sagrada tarde de segunda-feira, 30 de junho,
meu destino foi selado com passos serenos na encantadora Poté,
onde o tempo parece repousar sobre os ombros do afeto.
Um giro leve na pracinha principal,
onde bancos guardam segredos antigos
e o vento dança entre as árvores como velho amigo.
Um café coado com carinho
numa padaria da Getúlio Vargas,
onde o cheiro do pão quente mistura-se com lembranças de ações de segurança pública.
Na sequência, um reencontro com a Vila Paula,
terra de almas boas e memórias bordadas em fios de ternura.
Logo depois, um salto até Sucanga,
onde cada rosto é um poema vivo,
onde cada aperto de mão é uma oração silenciosa.
E assim, a tarde se deixou adormecer,
envolta em um manto de simplicidade e grandeza.
Gente humilde, de coração tenro,
como se o próprio céu tivesse pousado por um instante.
Era paz. Era bem-estar. Era ternura em estado puro.
Era o amor disfarçado de paisagem.
Era a beleza mineira, bordada em gestos,
que se eterniza nas retinas da alma.
“O olho através do qual vejo Deus é o mesmo olho através do qual Deus me vê; meu olho e o olho de Deus são um só olho, um só olho que vê, um só que sabe, um só que ama.”
Andei semeando por aí.
Entre a palavra e o pensamento existe o meu ser. Meu pensamento é puro ar impalpável, insaisissable. Minha palavra é de terra. Meu coração é vida. Minha energia eletrônica é mágica de origem divina. Meu símbolo é o amor. Meu ódio é energia atômica.
Tudo o que eu disse agora não vale nada, não passa de espumas.
Padecente.
Faminta e friorenta e humilhada.
Eu te recebo de pés descalços: é esta a minha humildade e esta nudez de pés é a minha
ousadia.
Não quero ser somente eu mesma. Quero também ser o que não sou.
“ ”
Olá, eu sou Alice Coragem.
E hoje meu texto é diferente.
Porque minhas palavras são para aquele que quer ser lido.
Então eu vou te ler.
Meu texto hoje é em silêncio.
Sem as palavras,
Alice Coragem.
Pareço ingênuo, mas diante do meu campo de observação, nada escapa.
A vida não dá chances: não sou, estou!
E se faço parte do espectro da maldade que nela há, necessário se faz o policiamento e vigilância.
É saber o que você quer e pra onde quer ir e não abrir mãos de seus valores.
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