Meu Caminho e cada Manha

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"Esse é meu riso por aceitar que o mundo é um bug de uma programação que deu errada."

"Ainda que tudo ao meu redor seja uma ilusão, o fato de eu ser capaz de me sentir iludido confirma minha existência."

"Meu compromisso como teólogo não é alimentar disputas, mas promover entendimento. Conhecimento que gera arrogância divide; conhecimento submetido a Cristo edifica."

Fui ao médico e ele disse que meu colesterol está altíssimo. Recomendou evitar gorduras. Comecei cortando o salário, que já anda bem magro.
Aí me receitou um remédio. Na farmácia, o preço tinha subido de novo. O farmacêutico justificou: 'é reajuste anual'. Anual? Se for assim, todo mês é ano novo.
O médico também pediu um exame de vista. De nada adianta: não enxergo mais horizonte nenhum nesse país. Só vejo juros, impostos e notícia ruim.
Ando com insônia. Não durmo pensando no futuro. Mas o futuro também não dorme pensando em mim — deve estar ocupado demais fugindo do Brasil.
Pra completar, fiz um teste de estresse. O resultado: positivo. O estresse deu positivo. E o saldo? Negativo.

Me ver perdendo meu brilho foi uma das piores sensações que já senti.
É doloroso olhar para si mesma e perceber que, aos poucos, a luz foi se apagando em silêncio.
Mas talvez a parte mais bonita da vida seja entender que até as estrelas parecem desaparecer antes de voltarem a brilhar outra vez.

Desculpe, mas eu ando muito sem tempo para as coisas azedas e infelizes da vida!
Meu tempo é muito precioso para perder com algo que não alimenta minha alma!

Gostaria muito de um dia me casar, com uma mulher que compreenda sem titubear, o meu jeito peculiar de contar minhas piadas

Meu círculo de amigos é tão pequeno que não consigo fechá-lo: é sempre uma reta.

De que adianta a falsa consideração dos adultos, se animais e crianças transformaram meu amor na glória dos gigantes?

Amor do meu amor

Querida, você ganhou.

Sim, ganhou.

Receba, com todo o carinho, o homem que um dia acreditei ser o amor da minha vida.

Leve junto o pacote completo.

Leve o homem que esvazia a geladeira sem jamais perguntar se você também queria comer. Que transforma cuidado em obrigação e generosidade em dever.

Leve aquele que é gentil com o mundo inteiro, menos com quem está ao seu lado. Que distribui elogios para outras mulheres com facilidade, mas economiza palavras quando o assunto é você.

Leve o profissional brilhante que sempre encontrará uma forma de diminuir suas conquistas. Porque sua aprovação nunca será mérito. Seu esforço nunca será suficiente. Sua vitória sempre terá uma explicação conveniente para que ele não precise reconhecer seu valor.

Se um dia você crescer, ele dirá que foi sorte.
Se você vencer, dirá que teve ajuda.
Se você conquistar o impossível, ele encontrará um jeito de dizer que não foi tão impossível assim.

Leve também sua generosidade seletiva.

Talvez ele lhe pague uma fatia de torta.
Talvez um jantar.
Talvez um yakisoba que ele mesmo já tenha comido quase inteiro.

Mas não se preocupe.

Você passará os próximos anos ouvindo o quanto deveria ser grata por isso.

Leve as críticas.
Leve as comparações.
Leve a necessidade constante de provar que merece estar ali.

Leve o homem que transforma amor em competição e afeto em escassez.

Eu, por outro lado, fico com a melhor parte.

Fico com a paz.

Fico com a liberdade de não precisar disputar atenção com mulheres que nem conheço.
De não precisar implorar por reconhecimento.
De não precisar diminuir quem sou para caber no ego de alguém.

Você ganhou.

E eu também.

Porque enquanto você recebe o homem que tanto defendi, eu recupero a mulher que precisei abandonar para continuar ao lado dele.

E essa, querida, é a única vitória que realmente importa.

⁠A sorte de ter sido quem sou, de estar onde estou, não é nada se comparada ao meu maior gol: sim, acho que fiz um monte de gente feliz.

Rita Lee
Rita Lee: uma autobiografia. São Paulo: Globo, 2016.

Sinto vontade de ir embora, de ir a algum lugar onde pudesse estar realmente em meu lugar, onde me encaixasse... Mas meu lugar não é em parte alguma; eu estou sobrando.

Jean-Paul Sartre
A náusea. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2015.

Eu vou escrever até meu último maldito fôlego, não importa se vão achar bom ou não.

Charles Bukowski
Sobre a escrita. Rio de Janeiro: HarperCollins Brasil, 2023.

Os sinais do meu caminhar são nítidos. Muitas vivências do meu passado foram consequências dos desafios que escolhi enfrentar. Tudo o que vivi começou a fazer sentido e a refletir no futuro, onde hoje me sinto cada vez mais perto daquilo que almejei por tanto tempo. Eu apenas vivi. E tudo de ruim que chegou até mim, tive que enfrentar — não porque eu queria, mas porque fazia parte do meu caminho.

O Último Suspiro
A quem darei o meu calor?
Com quem dividirei o meu tempo?
A quem mostrarei as belezas que os meus olhos enxergam...
E quem fará este aperto em meu peito, enfim, se acalmar?


Sem a beleza que eu vejo em você,
Já não terei motivos pelos quais respirar.
Irei apenas sucumbir...
Imóvel, disperso em um tempo no qual nunca mais irei me encaixar.


Em meu último suspiro, faço o meu último pedido:
Eu lhe suplico o seu amor.
Para que, antes de partir, eu possa entregar o meu a você.


A minha essência, que eu não quero que se perca...
O meu próprio coração, eu lhe darei.
Pois sei que irei morrer, mas não partirei sem antes te entregar
As únicas coisas puras que ainda restaram em mim.

hj tudo parece perdido,meu gato sumiu e pode ter morrid0 algo muito dificl para mim nao consigo parar de chorar por lembrar de todos os momentos que vivi com espero que ele esteja bem,tom eu te amo ate a ultima batida de meu coracao...

"Um dia voltarei a me encontrar. E, diante do espelho, verei não apenas meu reflexo, mas a beleza que a vida tentou esconder e nunca conseguiu apagar."

Meu sentimento por você é real,mas as vezes quando eu mim pego pensando em você e algo Sobrenatural,a cada detalhe no seu olhar,no seu rosto,no seus belos olhos é mais que o suficiente para meu amor por você aumentar.

O meu anjo é o Uriel.

Hoje é meu aniversário, mas o espelho se recusou a me devolver meu rosto. Ele reteve meu antigo eu em suas profundezas, como a água retém um sino submerso. Recebi isso como misericórdia. Finalmente, uma superfície que me lisonjeia com semelhança. Ainda assim, algo pairava ali, pálido e inacabado, com a expressão de alguém cuja alma fora entregue ao mamífero errado. Cuja boca é algo ancestral que não dizia nada de forma bela. Um manual de instruções silencioso, pré-mãe, pré-boca, pré-maçã-com-uma-mordida. coreografia que herdei de estrelas que nunca assinaram NDAs, Deus vazou através de mim em pequenos lugares ilegais. o pulso. a garganta. o hematoma sob o pensamento. o café sussurrou você não é real e eu mordi a língua por estar tão convencido. o sangue chegou com seu seu pequeno argumento vermelho. Eu pretendia ascender hoje, mas a roupa suja tinha outros planos. Lá jazia ela, em seu parlamento úmido de versões inacabadas de mim mesma, todas as minhas vestes escuras votando unanimemente contra a transcendência. Dentro de mim, uma delicada engrenagem começou a reportar de Deus a Deus, a apresentar queixas ao divino: encarnação imprópria. sensação excessiva. proximidade demais. portas demais se abrindo para dentro. O céu considerou o caso não urgente. No mercado, uma criança olhou para mim e disse: "Você não é daqui". Não perguntei onde era "aqui". As crianças ainda se lembram dos guardas da fronteira do invisível. Eu estava entre os abacates e os biscoitos sem glúten, sentindo minha antiga tristeza alienígena tentar competir com os preços dos produtos orgânicos. A caixa examinou minha aura duas vezes, recusada por densidade insuficiente. Tentei rezar, mas a oração voltou. Então, curvei-me diante da torneira mais próxima e a chamei de Deus. Ela batizou meu pulso. Santa dos pequenos vazamentos. Padroeira das mulheres encontradas ajoelhadas diante de uma torneira comum, no limite de suas forças. O tempo volta a embriagar-se, cambaleando pelo meu celular, carregando as alucinações de ontem, apagando as velas antes mesmo de as acender. A cada aniversário, ele chega com um bolo numa mão e a lâmina oculta da contagem na outra.
Eu não fui convidado para o meu próprio devir. Isso me pareceu justo. Quem pode estar presente no exato momento em que a semente se divide e a escuridão se torna raiz? Quem pode permanecer presente enquanto o invisível se revela dentro do ser vivo? O algoritmo me confundiu com um anúncio. Cliquei em mim mesma sem querer e agora devo US$ 14,99 por mês por autoconhecimento premium. Ninguém me explicou o custo da consciência. Os termos eram confusos. O período de teste gratuito durou meus trinta anos. O botão de cancelamento estava escondido atrás de uma ferida da infância. E três posts patrocinados. Para regulação do sistema nervoso. Em algum lugar Uma versão paralela de mim está rindo tanto que cai da simulação antes de seu desejo se realizar. Que bom para ela. Vou apagar as velas dela também. Apagarei as velas para cada eu que enterrei sem cerimônia. Para aquela que aprendeu a sorrir com lobos nos lábios. Que entregou sua inocência ao altar errado enquanto o quarto se reorganizava em torno do crime. Para aquela que deixou o mundo tocá-la de forma errada e ainda assim fez brotar um segundo sol sob a cicatriz. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Hoje é meu aniversário. O espelho continua em branco. A torneira continua sendo um deus. A roupa suja continua formando um pequeno culto doméstico no canto. E eu estou aqui, seja lá o que "aqui" signifique. Envelhecendo lindamente no paraíso errado, viva o suficiente para perturbar o silêncio, terna o suficiente para não ser poupada de nada, rindo com a boca cheia de velas, fazendo um desejo impossível após o outro, até que toda a maldita simulação se esqueça quem programou quem.⁠