Meu Caminho e cada Manha
Se a conexão visceral tem nome, o meu é o seu.
Em cada gesto, em cada silêncio compartilhado, eu entendo que o nosso destino foi desenhado para ser um só.
O meu mundo sem forma
Cada dia
meus desejos crescem
como raízes que racham a própria pedra
onde eu tento me firmar.
Ver o belo
e não poder tocá-lo
é aceitar, em silêncio,
uma ferida que ninguém pediu.
Não persigo o futuro.
Todo sonho que antecipo
parece roubar
o gosto do agora.
Então eu me abro.
Deixo o fluxo me atravessar
como o mar atravessa a areia
sem pedir licença.
Quero apenas isto:
ver.
Ser o olho que não prende,
o instante que não exige,
o homem que observa
e não se perde.
Eu olho ao meu redor e vejo cada vez mais pessoas dizendo que gostariam de encontrar alguém. Mas, ao mesmo tempo, vejo um número crescente de pessoas permanecendo sozinhas.
Se há milhões de pessoas querendo amar, por que elas continuam sozinhas?
Talvez porque já não estejamos procurando pessoas, mas experiências. Já não buscamos construir, buscamos sentir. Já não escolhemos caráter, escolhemos estímulos.
Transformamos homens e mulheres em produtos de um mercado afetivo, onde tudo é descartável e sempre existe a ilusão de que alguém melhor está a um clique de distância.
Na tentativa de romper com modelos antigos, também rompemos com referências que davam direção às relações. Muitos homens deixaram de enxergar valor em assumir responsabilidades. Muitas mulheres passaram a tratar a necessidade de amar e ser amada como algo que deveria ser escondido para não parecer dependência.
O resultado é uma geração que diz não precisar de ninguém, mas passa noites desejando exatamente aquilo que aprendeu a negar.
É curioso: passamos décadas tentando convencer as pessoas de que seriam mais livres sozinhas.
Hoje, a epidemia mais silenciosa não é a falta de liberdade.
É a falta de pertencimento.
*"A BELEZA DE HOJE"*
"Meu Senhor e Meu Deus; a cada dia do tempo de minha vida vejo Tua criação; e a todo tempo verifico que tudo tu renovas; e assim, tudo é beleza, tudo é cor, movimentos e sentidos; e vejo minha vida; tal qual sou uma quimera, que não será bastante, para conhecer de todos estes teus maravilhosos prodígios;
Tú És a infinitude de tudo que amo, admiro, persigo e vivo;
e tal como quimera que sou, vivo meu lamento de não possuir o tempo; o tempo qual necessario para mais vislumbrar, aprazar e apacentar meu espirito, das renovações e belezas que advirão, depois dessa minha finitude.
Sonharei, pois, como quimera, ante todo regozijo que hoje subtraio de minha contemplação, quiça um novo tempo, para amar-te para sempre, de novo e de novo!"
(Victor Antunes)
Meu mundo começa e termina no seu abraço. Sem o seu amor, cada espaço fica vazio, cada dia perde o sentido. With you tenho tudo o que eu preciso para ser completo.
Enzo Ruchell
Amo sentir as reações que te causo na ponta da minha língua. Meu corpo decora cada curva sua, mas minha mente insiste em querer descobrir novos caminhos toda vez que te toca.
Enzo Ruchell
Meu corpo decora cada curva sua, mas minha mente insiste em querer descobrir novos caminhos toda vez que te toca.
Enzo Ruchell
A cada dia amo mais essa constante que você se tornou
para mim,tornando cada detalhe do meu cotidiano
infinitamente mais
bonito por simplesmente existir ao meu lado.
_Enzo Ruchell_
Você manda no meu silêncio e governa o meu caos, cada batida do meu coração é apenas o eco da sua vontade me chamando para você.
_Enzo Ruchell_
Enche meu espírito
O Sol esta se pondo lentamente, o entorno é modificado a cada passo dado,
As cores mudam significativamente, vejo o mar ganhar vários tons de azul é lindo,
O teu cabelo e a cor dos teus olhos verdes, parecem ganhar vida,
Dividido entre olhar para o descansar do Sol e apreciar a tua beleza, o poder do momento mágico enche o meu espírito com a mesma intensidade que a fotossíntese alimenta de energia a mãe natureza.
Gravei seu nome na alma de um jeito tão profundo que até meu silêncio e cada suspiro pertencem totalmente a você.
_Enzo Ruchell_
Cada batida do peito
Meu corpo se desorganiza
quando você se aproxima,
como se cada batida do peito
perdesse o mapa do próprio rumo.
O silêncio pesa nas mãos,
elas tremem sem frio,
é o sentimento tentando escapar
antes mesmo de virar palavra.
O mundo fica lento demais,
meu fôlego falha,
e o coração aprende a errar
o compassosó para
acompanharo seu.
Não é susto, nem acaso,
é algo antigo me chamando por dentro:
meu coração descobrindo,
enfim, que sempre esteve
a caminho de você.
Em cada gesto teu encontro poesia,
em cada olhar, a certeza do destino.
És meu porto seguro, minha melodia,
a paz que se espalha por todo meu caminho.
Nossa conexão
Te escrevo enquanto penso em você,
em cada riso que acende meu peito,
em cada silêncio que fala sem voz,
e no abraço que ainda não nos pertence.
Te sinto mesmo quando não está,
como se o vento sussurrasse seu nome, como se o tempo se
curvasse para nos deixar
juntos por um instante.
Nos teus olhos encontro meu mundo, nos teus erros, minha paciência infinita, e mesmo
que tudo trema ao redor,
me seguro firme na tua luz.
Por que amar você
é navegar em marés
abertas e calmas.
Mesmo que a tempestade venha,
se a instabilidade tentar desconectar nossa conexão, vou restabelecê-la
com a estabilidade do nosso amor.
O cheiro da chuva me leva a teus olhos, onde vejo a luz que acende meu coração.
Cada gota parece sussurrar teu riso,
molhando a alma sedenta do meu desejo
Teu olhar guarda o infinito,
como céu sereno que acolhe a alma.
Cada sorriso teu acende meu espírito, teu abraço é refúgio, tua presença é calma.
Insubstituível
Você chegou como quem não promete ficar, mas ficou em cada detalhe do meu dia.
No silêncio do meu quarto, no café ainda quente, no jeito que meu nome ganhou outro significado
quando saiu da sua boca.
Não foi escolha do coração —
foi reconhecimento.
Entre bilhões de rostos no mundo,
foi no seu que o meu descanso encontrou morada, como se amor fosse destino cumprido.
E se um dia me perguntarem por que você, não saberei explicar com lógica
— só direi que certas almas não se repetem.
Você não é opção, comparação ou acaso:
é aquilo que não tem cópia…
é simplesmente insubstituível.
Declaração
No silêncio do mundo,
teu nome ecoa em mim,
como se cada batida do meu peito soubesse o caminho até você.
Es a calma que encontra o caos que sou, e nos teus olhos eu aprendi o que é permanecer.
Não foi o acaso que escreveu
nossa história,
foi algo mais forte,
daqueles que o tempo não apaga.
Meu amor em ti encontrou mais que amor, encontrou abrigo,
um lugar onde a alma descansa e a vida se refaz.
Teu riso ilumina até meus dias mais escuros,
e tua presença transforma o simples em infinito.
Se o mundo desabar lá fora,
ainda assim existirá paz,
porque você é o meu lar em qualquer lugar.
E se me perguntarem o que é amar de verdade,
direi teu nome sem pensar duas vezes.
Pois entre tantas histórias que o mundo poderia escrever,
a mais bonita… foi a nossa.
O meu eu de 1975
Tenho vários “eus” dentro de mim.
Gosto de todos eles. Cada um viveu seu tempo, enfrentou suas dificuldades, teve seus sonhos, seus medos e suas escolhas.
Mas existe um que é especial.
Ele nasceu em 1975.
Foi assim.
Eu trabalhava como vendedor externo em uma empresa de materiais elétricos. Visitava empresas de grande porte na região de Guarulhos e, naquela manhã, estava na antessala do comprador da Philco, aguardando para ser atendido.
Havia outros vendedores esperando também.
Por curiosidade, comecei a mexer em um rádio que estava fixado em um painel de demonstração dos produtos Philco.
Não estava exatamente olhando para ele.
Estava tentando ligá-lo.
E não conseguia.
Foi quando um dos vendedores que estavam ali se aproximou, apertou alguma coisa e o rádio funcionou.
Ele olhou para mim e disse:
— Demorei para aprender. Outro dia fiquei um tempão tentando ligar. Fui mexendo nele até ele funcionar.
Rimos.
Como o comprador estava demorando para nos atender, começamos a conversar.
Foi uma conversa simples, dessas que normalmente começam e terminam ali mesmo.
Mas aquela conversa mudou a minha vida.
Ele trabalhava em uma empresa de Belo Horizonte, uma multinacional do setor energético, dividida em vários segmentos de produtos elétricos. Em um deles, estavam procurando uma pessoa para uma determinada função.
Ele perguntou se eu não gostaria de tentar.
Eu era jovem e solteiro, dois requisitos importantes para o trabalho, principalmente porque seria necessário viajar muito. Ele não poderia assumir a função porque era casado.
Fiquei interessado naquele “projeto”, mesmo sem saber exatamente do que se tratava.
Ele pediu que eu passasse no dia seguinte pela filial de São Paulo, onde me explicaria melhor.
Marcamos.
Foi então que descobri que aquela multinacional fabricava ferramentas especiais para trabalhos em redes elétricas de alta tensão.
Eram ferramentas fabricadas em fibra de vidro que permitiam ao eletricista trabalhar com a rede energizada, sem precisar desligar o sistema.
Para explicar melhor, ele fez uma comparação:
— É como se você estivesse tomando banho e precisasse trocar a resistência do chuveiro sem desligar a energia da casa.
Achei aquilo meio loucura.
Mas minha vontade era maior do que minhas dúvidas.
Talvez eu já fosse assim naquela época.
Tem pessoas que nascem como postes: ficam sempre no mesmo lugar.
Outras nascem como vento.
Eu nasci vento.
Não paro. Nunca.
Na semana seguinte, eu estava em Belo Horizonte para uma reunião com o presidente e o vice-presidente da empresa.
A entrevista foi objetiva.
Fiz o psicotécnico, acertamos a parte financeira e, quinze dias depois, lá estava eu mudando para Belo Horizonte.
Comecei estudando o material técnico.
Pela manhã, lia e estudava.
À tarde, tinha contato direto com as ferramentas.
Eram inúmeras.
A técnica de trabalho em linha viva, ou linha energizada, ainda estava começando no Brasil. Nos Estados Unidos e no Canadá também era uma tecnologia relativamente recente.
A empresa possuía um campo de treinamento onde os trabalhos eram simulados.
Ali eu treinava todos os dias.
Montava as ferramentas.
Desmontava.
Subia nos postes.
Descia.
Montava novamente.
E começava tudo outra vez.
Durante aproximadamente noventa dias fiquei naquele ritual.
Até que chegou o momento de sair do treinamento e enfrentar a realidade.
A empresa possuía um técnico que havia sido treinado pelos americanos. Ele seria responsável pela entrega das primeiras ferramentas vendidas no Brasil e também ministraria o treinamento aos eletricistas.
Agora seria de verdade.
Era junho de 1975.
A primeira operação aconteceu na Celpe — Centrais Elétricas de Pernambuco.
As ferramentas haviam sido adquiridas para trabalhos em uma linha de 69.000 volts.
Durante aproximadamente um mês, quase todos os dias, subíamos e descíamos das estruturas, trabalhando com a rede energizada.
Depois fomos para Curitiba, para a Copel.
Agora a tensão era de 230.000 volts.
Mais um mês de treinamento.
Na sequência, fomos para Paulo Afonso.
Ali o desafio era ainda maior.
A tensão da rede chegava a 500.000 volts.
Nessa operação, a empresa americana enviou um técnico para ministrar um treinamento chamado bare hand — trabalho com contato direto do eletricista com a rede energizada.
Quanto maior a tensão, maiores são as distâncias necessárias entre os componentes que isolam os cabos da torre.
Chega um momento em que o eletricista precisa ser conectado ao próprio potencial da rede, no ponto energizado, para realizar determinados serviços.
Para isso, utilizava-se uma roupa especial, extremamente condutiva, além de uma plataforma isolante que permitia levar o eletricista até o ponto de trabalho.
Era uma tecnologia que, para mim, parecia quase inacreditável.
Hoje, trabalhos desse tipo também podem ser realizados com o auxílio de helicópteros.
Depois de todo aquele período de treinamento, começamos a ministrar cursos para outras empresas.
Passei a atender São Paulo, trabalhando principalmente com a Cesp, a Eletropaulo e a CPFL.
Meu amigo ficou responsável pelo Norte e Nordeste.
Como aquela tecnologia era uma novidade no Brasil, algumas escolas de engenharia nos convidavam para fazer apresentações aos alunos e explicar aquela nova maneira de trabalhar com redes energizadas.
Aquela atividade acabou se tornando muito mais do que um emprego.
Era uma profissão.
Era uma especialidade.
E, de certa maneira, era uma parte da minha identidade.
Depois de alguns anos, meu instrutor abriu sua própria empresa e eu passei a atender também os clientes do Norte e Nordeste.
Foi quando comecei a perceber que estava sobrecarregado.
Eu já era casado.
E quase não parava em casa.
Vivia dentro de aviões.
Às vezes ficava quinze, vinte dias fora.
Até que surgiu um convite irrecusável.
Uma empresa de São Paulo havia se associado a uma empresa americana, concorrente daquela onde eu trabalhava, e me fez uma proposta.
O salário e a possibilidade de voltar a morar em São Paulo pesaram muito na minha decisão.
Aceitei.
Não foi fácil deixar a empresa que havia mudado a minha vida.
Foi ali que eu havia aprendido uma profissão que jamais imaginara existir. Foi ali que conheci a linha viva e descobri um caminho profissional que me levaria a lugares que eu nunca tinha imaginado.
Mas não havia outro jeito.
Fui admitido na nova empresa.
Comecei fazendo aquilo que sabia fazer: divulgando a tecnologia, visitando clientes e trabalhando com as empresas que já conhecia.
Parecia que começava uma nova etapa.
Mas seis meses depois aconteceu algo que eu não esperava.
A empresa americana que era sócia da empresa onde eu havia acabado de ingressar comprou a parte brasileira.
Mais uma vez, minha vida profissional mudou de direção.
Pedi demissão.
E recomecei.
Hoje, quando olho para trás, percebo que aquele rapaz que, numa manhã qualquer, estava tentando ligar um rádio na antessala de um comprador da Philco não fazia ideia do que aquela conversa iria provocar.
Ele só estava esperando ser atendido.
E, enquanto esperava, a vida apareceu.
Foi assim que nasceu o meu eu de 1975.
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