Meu Amor Viajou
Os costumes não admitem a paixão para as mulheres. Permitem-lhes somente o amor. É talvez por essa razão que elas amam tão totalmente.
E quantos mais e maiores motivos para não sentir, ele e a vida me dão... adivinhem? Sim, o amor cresce. Irresponsável, sem alimento, sem esperança, e de uma burrice enorme. Ainda assim, forte e em crescimento
Para mim, o amor é poá. Tenho certeza que você sabe o que é poá. Escolha uma cor. Lilás, pode ser? Então, o fundo é lilás e as bolinhas são brancas. Poá, lilás e branco. Que bonito, que delicado. O amor é o fundo, o lilás. Cada bolinha é uma palavra: convivência, companheirismo, afeto, delicadeza, respeito, paciência, admiração, carinho, tesão, intimidade, amizade, lealdade, sinceridade, fidelidade, e por aí vai. Cada um tem o seu amor, sua forma de amar, seu amor poá.
Não consigo imaginar algo mais satisfatório do que amar, e mesmo não sabendo o que o amor significa, sei o que representa. É o que nos faz, no meio de uma multidão, destacar alguém que se torna essencial para nosso bem-estar, e o nosso para o dele... Ter uma intimidade milagrosa com a alma de alguém.
Dispenso uma vida rotulada, humores instáveis, amor de hora marcada. Nego reviver o passado e ter maturidade quando quero colo. Discordo viver sobre desculpas e amordaçar minha tolerância. Não esfolo meu valor com o descaso. Não podo minhas asas. Não oscilo de opinião. Adorno meus medos, dores são segredos; prefiro expor o que tenho de bom. Não sou de faces, mas tenho fases. Não invento personalidade, nem crio situações. Que me achem fria; que me julguem estranha. Que se afastem os que confundirem autenticidade com estupidez. Sou o que quebra e não cola; o que brota mas também desfolha. A intensidade de uma ocasião. Perfeita, ou não.
Se eu fizesse amor contigo
com todo ardor de minha alma,
com toda a chama deste desejo
que me queima a alma, o coração e a mente,
tu te deliciarias no inferno de meu desejo,
perderias todas as tuas forças por tanto prazer,
e ao despertar de teu adormecer,
não saberias se em realidade ou se em sonho,
mas teria a absoluta certeza
de que foste amada por um demônio...
Me dê esse amor, nem que seja para eu descobrir finalmente que ele existe e parar de querer tanto ele só pela mania de querer o que não existe.
Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda.
De alguma forma eu sabia que seria amor. Eu não sei, mas acho que a gente olha e pensa: 'Quero pra mim'. Mas dá um frio na barriga, um tremor, um medo de depender de alguém, de sofrer, de escolher errado, de lutar por algo que não vale a pena. Porque o coração nem sempre é mocinho. Foi por isso que corri, tentei fugir, mas quando tem que ser, não adianta, é...
Embora amor dentro de mim eu tenha. Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas. Se tanto amor dentro de mim recebi e continuo inquieta e infeliz, é porque preciso que Deus venha. Venha antes que seja tarde demais.
Um a um foram chegando, e eu somando a quantidade de amor que tenho no mundo. Mais ou menos 50 pessoas foram, somando com mais um monte de e-mails e mais um monte de ligações, é… até que sou bem amada. Calma, você é amada, tá vendo? Não precisa mais ficar em casa de pijama [...]
Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda- roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei...'
O som do amor
Sabe quando falta uma palavra para definir o que sentimos?
Sabe quando o que você sente é tão grande, tão inusitado, que não há força em nenhuma poesia ou palavreado.
Tudo fica pequeno diante de tantos sentimentos, a vida deixa de ser uma teoria, um pensamento, ela passa a ser completa, preenchida.
E essa palavra que falta, que se cala na garganta, só pode ser expressa pelos sentimentos, falar não adianta.
Quem sabe com o brilho desse olhar.
As palavras mentem, o olhar jamais…
O falar deve ser reservado para expressar alegria, para aquele bate papo gostoso com as pessoas queridas,
para a entrevista de emprego, para expressar um desejo.
O falar é a expressão do que vai no seu intimo, por isso, deve ser estudado, pois aquilo que é falado, não pode ser deletado, é email que já saiu, partiu…
Deixe-se embriagar pelos sentimentos, deixe seus olhos falarem: – eu te amo!
Deixe seus braços apertarem a felicidade, deixe as tolices e as discussões vazias morrerem na ponta da língua, e acima de tudo, deixe o amor ser o seu mensageiro, ele fala, esclarece, perdoa, pede desculpas, reconcilia, reaproxima…
Quem faz do amor o seu interlocutor, carrega na alma a pedra de alquimia, é mais do que inteligência, é pura sabedoria.
Quando faltar palavras, seja onde for, deixe falar mais alto, o som do amor.
O que esperar do amor?
Em tempos de amores instantâneos, é preciso fazer uma análise do que realmente é amor, pois há uma grande confusão no ar, e pessoas acabam se machucando muito nos relacionamentos pois esperam demais do próximo e acabam se frustrando.
Quero saber a sua opinião sobre a afirmação do escritor Saint-Exupéry (O Pequeno Príncipe) falando da confusão que fazem do amor.
“Não confundas o amor com o delírio da posse, que acarreta os piores
sofrimentos. Porque, contrariamente à opinião comum, o amor não faz
sofrer. O instinto de propriedade, que é o contrário do amor, esse é que
faz sofrer. (…) Eu sei assim reconhecer aquele que ama
verdadeiramente: é que ele não pode ser prejudicado. O amor
verdadeiro começa lá onde não se espera mais nada em troca.”
Antoine de Saint-Exupéry
