Meu Amor Viajou
Escapatória
Entre tantas indas e vindas
Resolvestes fugir do meu olhar
quando voltar, verás somente
O meu despertar
Que aqui neste peito, nunca fostes
O teu lugar
Anseio lembrar, em teu coração
Que aqui, não me encontrarás
Sinto dizer, quando acordar
Só terá meu profundo respirar , Sonhar.
Ainda anseio lembrar
Não mergulharei mais, em teu mar
A Prisão
Tu fora eternizado, em meu peito
Que com tão pouco tempo
Tornara tanto, aqui dentro
Desta vez, pude ver o amor
Que em mim consiste com tanta firmeza
O amor transbordou, pude sentir
Assim que me tocou
Assim que me olhou
Mesmo que de longe
Te senti em mim
Com tamanha precisão e apego
Me prendi em ti
Não há mais, como voltar atrás.
Tormentas
Deixo-te estes versos
Inacabados
Vazios
Perdidos.
Deixo-te meu respirar
Pois a angustia, já tornara casa
Deixo-te, o grito mudo
E o coração aos prantos!
Meu profundo lamentar
Descanso! Preciso descansar
Jaz não sei o que pensar
Ao analisar, nada sobrara aqui
Tampouco o ar, que se perdera pelos cantos
Acho eu, ter o deixado
em alguma esquina, ou cômodo
A solidão, minha velha e única companhia
É quem diz.
O coração para, tudo silencia
Os olhos adormecem
Sua alma se desliga
Deste vasto mundo
Desta imensidão, que tanto
Lhe atormenta!
Em um momento de tantas incertezas
meu coração é grato ao acaso,
que me presenteou com a oportunidade de te encontrar,
decepcionando meu lado cético,
que vê a certeza de um amor florescer cada vez mais,
e meu lado sonhador, que vê na realidade ao seu lado muito além do que um dia foi capaz de sonhar.
Outro quarto de hotel
outras cortinas. outra garrafa vazia de vinho seco.
o sol batia no meu rosto
me recusei a sair da cama
dormi por mais uma hora.
outros braços me envolviam.
uma outra mulher
seu batom vermelho borrou minha camisa branca
mas eu gostava das marcas que elas deixavam
raramente eu fazia questão de lavar minha roupa.
o cheiro que elas deixavam em mim.
o carinho que faziam no meu cabelo
gostava da forma como me enganavam
mulheres.
tão doces.
acordei sozinho naquele quarto
ela havia partido e eu nem percebi.
vi que ainda tinha vinho e cigarros
não estava completamente sozinho.
enquanto se tem isso o homem pode viver.
peguei as chaves do meu ford-T
paguei a hospedagem. saí.
não queria terminar por aqui
era um longo caminho de volta
mas de volta para onde?
outro desgraçado domingo.
voltei pro bar.
uma mulher se aproximou. K.
era assim que ela gostava de ser chamada.
Kristen, volte para cama.
talvez eu só não quisesse sair daquele quarto sozinho outra vez.
Jardim
Um coração aparentemente intransponível batia dentro do meu peito gelado, talvez nem batesse, afinal eu nem o observava, só sei dos meus pés, sim deles eu sei.
Subi muitas escadas, cruzei os recifes, os ônibus me transportaram.
Eu tenho medo do mar, não sei nadar, mas as águas me trouxeram. Quando eu pensei que a minha breve, insana e cansativa viagem chegara ao fim... Sua existência chegou voando por sobre o tempo, sobre o mar, e sobre a primavera, e eu que nem sabia da existência dessa tal primavera, a reconheci. Um gosto estranho surgiu, me apaixonei pela arte de cultivar flores, E desde então prossigo trabalhando sem cessar em um Jardim gigantesco e misterioso.
Sou flor que desbota,
até reflorescer bicolor.
Um caos que me fomenta
e ressignifica meu teor.
Cada partícula de mim,
salta à excrescência.
Uma infinda renascença.
Se cortada tendo a renovar,
retorno em releitura.
Gosto do que é infinito
e do que externa essência.
Quem desafia minha inteligência,
costuma me prender no radar.
Quando te vejo meus olhos brilham!
Quando estou próximo de te meu coração acelera!
Quando sinto sua pele minha pressão sobre!
Quando me afasto sinto a sua falta!
Quando estou longe só penso em te!
Quando o tempo passa te amo cada vez mais!
Moça, seu sorriso fixou no meu intelecto
Seu olhar cabisbaixo ainda me segue
O universo nos juntou, mas a vida nos recuou
Olho para o céu estrelado, lembro de você aqui do meu lado. Caminho de vagar, para na vida triunfar. Nos encontramos em breve, pois quero te abraçar, beijar...
Dizem que ninguém separa quem a linha vermelha uniu, mas acho que esqueceram de colocar uma no meu pulso...
Nesse mar eu decidi navegar com meu corpo despido de incertezas. Meu pacto foi feito sobre o fragor da meia-noite onde o escuro acobertava minha escassa liberdade. No peito das pedras sou escravo, governado pelo oceano que pertence a mim. As marulhadas gritavam meu nome assim como os peixes gorgulhavam tão alto no meu ouvido! Me deixe sentir a água entrar nos meus pulmões, esqueça que sou seu súdito mortal e me mate nessa tempestade! Por favor lave minhas cicatrizes... Me deixe morrer, sim! Não me negue a paz. Só me dê mais um pouco do seu doce mar!
Sozinha no silêncio e escuro do meu quarto
Você me vem a mente
E por mais que eu saiba que nunca será minha
Eu não deixo de pensar
De que ao menos em meus sonhos
Tenho você e você tem a mim.
Como esquecer ela?
Se toda noite, sozinha em meu quarto
Ela surge em meus pensamentos
Se quando ouço aquelas músicas
É só dela que eu lembro?
Saudade...
Da sua boca, sua língua...
Do seu corpo, de você passeando no meu corpo...
De você dentro de mim...
Do seu colo...
