Mesma Moeda
A mesma água que mata a sua sede, também pode lhe matar afogado.
O mesmo fogo que cozinha o seu alimento, pode lhe matar queimado.
A mesma terra que germina a semente, é usada no sepultamento.
Sendo assim, fica nítido entender que as escolhas são nossas, e as consequências delas também!
Não, não somos idênticos, apesar de fazermos parte da mesma espécie. No entanto, é importante notar que os seres humanos têm uma habilidade impressionante de oscilar entre o bem e o mal. Cuidado para não cair na armadilha comum de “fazer o bem sem considerar quem”.
Amar demais é um ato desesperado de quem já perdeu o respeito e o amor por si mesma. Quer uma dica? Faça o retorno e reinicie o trajeto.
Demorei para perceber que quase tudo, na vida, gira em torno da mesma obsessão: controle.
Chamam de organização.
De rotina.
De responsabilidade.
Mas é medo.
Medo do que pensa sozinho.
Medo do que cria fora do padrão.
Medo do que não se deixa domesticar.
Por isso contam horas, não ideias.
Presenças, não sentidos.
Corpos, não consciências.
Aprendi cedo que existir era caber.
No horário.
Na planilha.
Na expectativa.
E, para caber, comecei a diminuir.
Produzia mundos inteiros em silêncio,
mas ninguém via.
Porque não estavam interessados no que eu criava,
e sim no quanto eu permanecia disponível.
Não querem pássaros.
Querem gaiolas cheias.
Dentro delas, aprendemos a funcionar.
Não a viver.
Adoecer em segredo.
Cansar em silêncio.
Sorrir por obrigação.
Seguir por medo.
Quando o corpo falha, chamam de fraqueza.
Quando a mente cansa, chamam de desculpa.
Quando a alma sangra, chamam de drama.
E descartam.
Porque quem cai expõe a mentira coletiva de que todos estão bem.
Aprendi a esconder fissuras.
A maquiar exaustão.
A negociar comigo mesmo.
Caminhei entre leões.
Aprendi a linguagem do poder,
os códigos da conveniência,
o teatro da força.
Mesmo assim, nunca fui do grupo.
Era tolerado.
Nunca pertencente.
Presença sem raiz.
Voz sem território.
E, para continuar ali, virei útil.
Apoio.
Escada.
Ponte.
Sustentava projetos, egos, fragilidades alheias.
Enquanto ninguém sustentava a minha.
Confiei.
Acreditei.
Projetei lealdade onde só havia interesse.
A traição veio suave.
Educada.
Disfarçada de cuidado.
E no amor, foi ainda mais evidente.
Enquanto eu resolvia, eu existia.
Enquanto carregava, eu era necessário.
Enquanto servia, eu era querido.
Quando parei, virei ruído.
Foi aí que compreendi:
muitos não se relacionam com pessoas.
Se relacionam com funções.
Nesse ponto, algo quebrou.
Não foi romântico.
Não foi pedagógico.
Não foi bonito.
Foi brutal.
Percebi que eu tinha passado anos
me transformando em estrada
para quem nunca pretendeu caminhar comigo.
Eu era passagem.
Nunca destino.
E isso não gerou iluminação.
Gerou raiva.
Lucidez.
Desencanto.
Passei a desconfiar dos aplausos.
Dos convites.
Dos afetos fáceis.
Passei a ver o mundo como ele é:
um mercado emocional,
onde quase tudo é troca,
quase nada é vínculo.
Hoje eu não romantizo liberdade.
Liberdade dói.
Isola.
Cobra.
É andar sem garantias.
Sem plateia.
Sem proteção.
É perceber que ser inteiro
te torna inconveniente.
Que pensar demais incomoda.
Que sentir demais afasta.
Que não se vender custa caro.
Não virei herói.
Não virei exemplo.
Não virei cura.
Virei consciente.
E consciência não salva.
Ela pesa.
Você passa a enxergar
as engrenagens,
as farsas,
as dependências,
as manipulações.
E já não consegue mais fingir.
Hoje eu sei:
Não sou gaiola.
Não sou ponte.
Não sou sombra.
Não sou ferramenta.
Mas também não sou refúgio.
Sou território instável.
Cheio de ruínas, ideias, cicatrizes e silêncio.
Quem entrar, entra sabendo:
não ofereço conforto.
Ofereço verdade.
E verdade não acolhe.
Ela rasga.
Estamos no mesmo barco,enfrentando a mesma tempestade,e só porque muitos não ajudam os menos favorecidos,não se esqueçam das pessoas de bom coração que estão ajudando e muito pelo amor,esses são os trabalhadores do Cristo,não foque no bem que não fazem,mas no bem que estão fazendo,o mundo não é todo mal,as pessoas é que divulgam mais o mal para provocar discórdias nos corações roubando -lhes as esperanças,não deixe de acreditar que o bem sempre vence o mal,o bem do mundo é Deus e cada coração que ama o próximo,sejam trabalhadores do Cristo espalhando luz e esperanças seja onde for,sejam as sementes luz que Jesus plantou.
Ivânia D.Farias
O tempo cura as dores e as queixas, porque nós nos modificamos, não somos sempre a mesma pessoa. Nem o ofensor, nem o ofendido, são os mesmos.
Sei como é sofrer e querer machucar alguém. Mas a pessoa que sai mais machucada é sempre você mesma.
O caminho para a evolução está no uso da consciência, e não no desprendimento da mesma. É muito mais cômodo para o ser humano, seguir a lógica dos outros, pensar como a maioria, ou concordar com um jesus, um deus criado pela mente humana. Dá trabalho analisar, testar, pesquisar, questionar e ainda por cima discordar da maioria e fazer parte de uma minoria. Comodismo mental é a principal causa da estagnação consciencial e da involução humana. Mentes abarrotadas de crenças, sem ao menos questiona-las.
Uma consciência apurada não dispensa a lógica e ao mesmo tempo lida sabiamente com a emoção sem reprimi-las e sem mascara-las.
Algo será diferente?
Não vai ser da mesma forma
Mas esse dia vai acabar
Quando os ponteiros dos minutos
e segundos se sobrepuserem
O mundo prende a respiração por
um momento
Zero horas
Pensem sempre positivo.
Da mesma maneira que escolhem praticar o bem ou o mal, conseguem reconhecer o sentido da reconstrução.
O amor machuca da mesma forma que um motorista se relaciona à placa de pare. Nem sempre ele para e então, quando tenta, é tarde demais.
Simplesmente você!
Sinta-se plena com você mesma, mostre o que existe dentro de você e deixe seus desejos em seus olhos refletir.
Sinta o vibrar de tuas emoções e faça o amor que há em você transbordar.
Ame a pessoa que existe em você e deixe o teu carinho outras pessoas alcançar!
E, se isso não bastar, seja simplesmente você!
Todo dia, ao amanhecer, uma dúvida invade minha mente, a mesma pergunta que parece estar programada para surgir como um ritual sombrio: devo te esquecer ou te esperar? A ideia de te esquecer me assusta profundamente, pois isso significaria abrir mão de uma parte crucial de mim mesmo, uma parte que ainda guarda esperanças e sentimentos, embora estes estejam diluídos em tristeza. É como se esquecer-te fosse despojar-me de uma essência que se perdeu nas brumas do passado, uma parte que moldou meu ser e que, mesmo em meio à dor, ainda tenta brilhar com a luz frágil das lembranças.
