Mesma Moeda
" A mesma pessoa que te proporciona conforto e segurança, não pode ser a mesma que te proporciona aventura e euforia "
A verdade é que se uma pessoa não se bastar, não viver por si própria e para si mesma, sempre terá motivos para se sentir vazia, pois esperar amor, bondade ou compreensão dos outros é perda de tempo. Embora a vida de uma pessoa esteja interligada a dos demais, no fim das contas é cada um por si e Deus por todos, isto é, tem problemas que nem a nossa família pode resolver por nós...Se não encontrarmos uma resposta à nossas inquietações em nós mesmos, não a encontraremos em lugar nenhum.
Quando pensar usar a mão, cuidado com o dedo que aponta.
Porque da mesma mão se esquece que terá o resto dos dedos apontados para si mesmo.
A virtude da sabedoria está em saber exigir mais de si mesma do que exigir mais das outras pessoas.
Amigo da gente, não é por ter a mesma profissão, por ser parente, pai ou irmão, amigo é quem te estendeu a mão quando você não possuía um tostão.
”Pensar demais e sentir demais são caminhos distintos para a mesma angústia. O que muda é como lidamos com ela.”
O Vazio de Ivan em Mim
Não é que eu não queira crer.
Queria. Com a mesma força com que respiro, com a mesma urgência com que busco sentido quando o mundo me fere.
Mas há em mim — como havia em Ivan — um vazio que não se preenche com promessas, nem com orações que ignoram o grito dos que padecem.
Não nego Deus.
Mas me recuso a aceitar um paraíso onde o preço seja o choro inconsolável de uma criança torturada.
Se a matemática da salvação exige esse débito, então que me excluam da equação.
Devolvo o ingresso. Não me serve um céu comprado com sangue inocente.
Minha dor não é a do ateu. É a do exilado.
Não me falta fé — me falta reconciliação.
Entre o que vejo e o que dizem que há.
Entre a razão que me habita e o absurdo que me cerca.
Entre o amor que imagino ser divino e o horror que assola o mundo sem trégua.
Carrego a lucidez como lâmina.
Ela me corta todas as noites. Me acorda. Me sangra.
Mas prefiro essa dor do que o conforto mentiroso da inconsciência.
E, no entanto, por vezes, invejo os que crêem sem feridas.
Os que chamam de “mistério” o que eu ouso chamar de “injustiça”.
Os que abraçam um Deus com olhos fechados, enquanto eu — pobre de mim — insisto em fitá-lo de olhos abertos, sem saber se Ele me vê.
Talvez um dia eu compreenda.
Ou talvez minha travessia seja essa mesma: caminhar com o coração em ruínas e a mente em labaredas,
entre o silêncio de Deus e o clamor dos homens.
Mas sigo.
Não por esperança.
Nem por fé.
Sigo porque parar seria entregar-me à loucura.
E entre a insanidade e a ausência de sentido, escolho — por ora — a lucidez dolorosa de quem carrega o vazio como cruz e como bússola.
Se eu não mudar o que faço hoje, vou continuar na mesma situação, você que ter algo na vida sai do conformismo porque se não você não vai conseguir.
A concentração de capital prevalece sobre a divisão de bens, da mesma forma que o egoísmo prevalece sobre o altruísmo.
As pessoas se repetem. Sei que isto parece determinista, mas ao menos em uma mesma situação as pessoas geralmente se repetem. Por exemplo, em um relacionamento, se a pessoa costuma fazer uma mesma coisa várias vezes, comete erros similares mais de uma vez, dificilmente vá agir diferente dali em diante, mesmo que sofra as consequências de suas atitudes, as pessoas se repetem, infelizmente. Uma forma que eu enxergo de uma pessoa não correr o risco de se repetir sempre é quando tem que lidar com outra situação, entra em outra circunstância, como no exemplo que dei, se por acaso a outra pessoa fizesse uma ruptura definitiva.
