Mesma Moeda
Como posso eu ter calma?
Sendo que o coração que jurou-me ódio, sei que me ama.
A mesma boca que deveria despir só o corpo também despe a alma.
É amor de peito o que deveria ter sido só amor de cama.
Na madrugada não sou eu, é só o lençol, que por ti clama.
Do que me adianta?
Um amor racional e uma paixão insana?
Perdoe-a, pai, pois ela não sabe o que sente, não sabe a quem ama.
Ela sabe que, a cada toque, meu nome ela chama.
As labaredas, o ardor dessa paixão, o meu ser inflama.
Amá-la transformou-se em blasfêmia.
Nessa cacimba de amarguras, morro e vivo um dilema.
E vivendo tudo isso, como posso eu ter calma?
Algumas pessoas bloqueiam e acumulam seus problemas, porque elas sempre olham eles da mesma forma que olham para as suas vaidades ou fulga.
Cumplicidade não é a mesma coisa que “amizade”.
Relacionamentos, precisam de pessoas com pensamentos éticos para entender a “realeza” de uma confiança.
A ideia de respeito ao outro, é gerada pela consciência por ser a “verdade” de cada “pensamento”.
Nossos pensamentos são nossas “verdades”.
A mesma força e coragem que você têm para plantar, que seja a mesma para assumir sua colheita quando foi de sua consciência o "malefício" de seu plantio!
A natureza se encarrega de ser bela por si mesma.
Com suas cores vibrantes, atrai, conquista, e amazia
os raios de sol que inseminam na Terra seu calor uterino
de fertilidade e vitalidade, explodindo em
vulcões de verdes paisagens a dominar os campos
e contrastar com o azul do céu.
E os homens juram que são eles os responsáveis e tutores
desta natividade.
Não é falta de amor por nós, e sim por ela mesma
Nem sempre o afastamento de alguém significa que essa pessoa não deseja estar ao nosso lado. Às vezes, somos como oceanos profundos, e a distância não tem a ver com quem somos, mas sim com a coragem necessária para navegar em nossas águas. Mudar profundamente pode ser como atravessar uma tempestade desconhecida, intenso, avassalador e, para alguns, assustador demais.
O medo da mudança, a imaturidade emocional ou até mesmo a incompatibilidade entre quem essa pessoa é e quem precisaria se tornar para sustentar a relação podem criar um impulso de fuga que se veste como rejeição. Mas, na realidade, trata-se de uma batalha travada dentro dela, onde ventos internos sopram na direção oposta ao caminho que leva até nós.
É difícil aceitar que alguém pode partir não por falta de afeto, mas por não possuir ainda as asas para voar ao nosso lado. No entanto, compreender essa dinâmica ajuda a aliviar a dor e a perceber que, em algumas situações, não é sobre nossa luz, mas sobre a sombra que ainda precisa ser enfrentada pelo outro.
Talvez o afastamento não seja um adeus definitivo, mas apenas uma estação antes da primavera. Um período de silêncio necessário, um espaço para que essa pessoa possa se reencontrar antes de, enfim, poder estar inteira ao nosso lado.
No silêncio de minhas horas, comigo mesma e com Deus, lhe digo que de tudo agradeço e Ele fala que em meu coração mora e abençoa os dias meus.
Você é a única que ficará com você mesma desde o nascimento até o fim da vida. Se ame... Se goste... Mantenha consigo uma relação de profundo afeto.
Em algum lugar está escondido o meu amor, que me quer como sou. E vai me resgatar até de mim mesma.
O universo é perfeito como tudo na criação. Somos feitos da mesma matéria perfeita, logo existe em nós a perfeição.
Perdoar a si mesma é o caminho para tornar-se capaz de receber perdão de outras pessoas e, a primeira chave para quebrar os grilhões que nos prendem a dor emocional da autopunição. Este caminho passa pelo amor próprio, que nos torna capaz de acessar o sentimento de autocompaixão, afim de nos tratarmos com misericórdia e bondade.
Receber um cartão vermelho é não usar a inteligência. Receber dois cartões amarelos, na mesma partida, é não encontrá-la.
No futuro, vejo nós dois velhinhos, mas com a mesma energia de quem nunca deixou o amor esfriar. Nosso lar é cheio de histórias, com fotos nas paredes que contam nossas aventuras e risadas que ecoam pelos cômodos.
Você ainda mantém aquele olhar intenso, aquele jeito teimoso que me faz sorrir. Eu continuo cuidando de você, mesmo quando as mãos tremem um pouco, mesmo quando o tempo insiste em nos cobrar. Te preparo aquele café que você tanto gosta, enquanto você me lê um poema, ainda apaixonada pela arte e pela vida.
Nossas rugas são marcas do amor vivido, de cada desafio superado, de cada noite em que seguramos as mãos e enfrentamos o mundo juntos. Caminhamos devagar, mas sempre lado a lado, seja na pracinha ou nas ruas que um dia sonhamos explorar.
E quando o sol se põe, ainda encontramos força para dançar na sala, ao som de uma música que traz memórias. Porque mesmo velhinhos, nosso amor não perde o ritmo. Ele cresce, ele se transforma, mas nunca deixa de ser a força que nos mantém vivos, unidos e eternamente apaixonados.
Filhos do Cosmos
Corpos que se cruzam na mesma sintonia
Atraídos pela mesma energia
Ondas energéticas que em um feixe de luz
Aquecem dois corpos nus
Estrelas tão belas teu reflexo sou eu
Dão luz a um corpo que nunca foi meu
Nunca foi meu
Debaixo de ti sempre estaremos
Sem uma pista de onde viemos
Fótons e prótons de um ser qualquer
Salvos no DNA de uma só mulher
Poeira das estrelas soltas no ar
Filhos do cosmos sem lugar para ficar
Essa é a dúvida que não há resposta
Só queremos saber quem guarda a porta
De toda luz e de todo saber
Que anseia todo o meu ser
Papiros cósmicos de Alexandria
Erudição de muita teoria
Que a humanidade sentes tanta falta
Obscurantismo hoje muito se exalta
Alexandria apogeu do saber
Que ao mundo antigo trouxe tanto poder
Imensurável poder
Equações orgânicas pretéritas em harmonia
Errôneas carentes de sincronia
Vassalos em débito eterno com o tempo
Sua verdade é apenas um segmento
O pobre e o rico andam pela mesma calçada, um está por cima e outro por baixo, um a altura da mão do outro
