Mesma Moeda
BENTO
Se a dor que se anuncia
Com o vento que nunca mais havia sentido,
For da mesma intensidade de ontem.
A mesma que convivi pela semana,
O vento só trará chuva, se chover,
Mas se chover como promete,
Que vem das mesmas alturas,
A dor já será outra.
Me trará saudades,
A chuva sempre me traz recordações
De quem não quero lembrar.
Mas me entreterá por um bom momento,
Enquanto vejo os córregos se enchendo,
O cheiro da água quando bate na terra seca,
Os bodes acomodados quase dentro de casa.
Essas visões talvez me acalmem
E hoje eu não necessite fazer curativos
Sobre o meu corpo, que todo dói.
Se a dor que já inquieta só por eu falar,
E sua intenção é doer, e doer cada vez mais,
Não tiver o mesmo poder da chuva e do vento,
Eu terei sido bento, por Deus, pela água.
Não preciso me espelhar em ninguém para agir. Ajo por mim mesma.
Tão pouco peço pra que se espelhem em mim. Afinal, cada um tem mentalidade própria. Certo ou errado, sou eu quem decido por mim. Mais ninguém. Não me influencio. Não.
A certeza de que o passado não volta é a mesma que tenho que o presente é apenas um instante que em segundos transforma-se em passado.
Estou aprisionada em mim mesma, aprisionada nesse corpo e em meus pensamentos, minha alma está sentenciada a esse corpo e a esse mundo, um corpo reprimido e sofredor, não entendo como o mundo pode ser tão cruel, tão frio e sombrio, mas talvez não seja o mundo o problema e tudo, mas sim as pessoas que o habita, sinto pena do mundo em ser obrigado a abrigar tantas almas cruéis e sombrias, as pessoas se orgulham de suas maldades e de suas atitudes repugnante, essas mesmas pessoas cruéis criticam o mundo, os anjos e demônios, quando na verdade ela são os demônios, demônios cruéis e insensíveis, idiota somos nós em termos medo da morte, pois ela é a única saída que nos liberta desse mundo, ela é a única que nós pega no colo nos salvando disso tudo, ela é a chave para sair desse lado incompreendido e vergonhoso chamado humanidade.
Eu sei que é verdadeiro o desejo pois as palavras não são medidas na mesma proporção que há no coração .
Podemos dizer que o fogo após apagado será água? Da mesma forma em relação da vida após a morte...Um é oposto do outro!
Não estou fugindo de você, estou fugindo de mim mesma, fugindo dos meus medos, dos meus erros, da hipocresia, da falsidade, da certeza que tudo está errado e da minha fraqueza de não conseguir lutar pelo que desejo, preciso e acredito para ser feliz.
Eu sou...
Eu sou aquela que você leva para passear...
Eu sou a mesma que você leva para viajar...
Também sou aquela que deita junto com você para amar e descansar.
E ao amanhecer, estou ao seu lado para o despertar...
Enfim, vamos vivendo assim amando e nos deixando amar.
Parei de tentar a todo momento me adaptar a um mundo ao qual não pertenço. Serei EU mesma e se quiser, o mundo que se adapte a mim. Sou e sempre serei feliz assim!
Nunca precisei tanto de alguém da mesma maneira que eu preciso de você. Porque eu penso todos os dias que cada segundo sem você seria fatal para mim, não pense que isso é loucura porque não é. Realmente é a mais pura verdade. Quando discutimos sinto o céu desabar, é como se eu te perdesse antes do tempo. É horrível poxa. Não sei aceitar isso. Já me acostumei tanto contigo amor, eu amo tanto a sua companhia, eu me sinto tão bem ao seu lado, e é ao seu lado que eu vejo o sentido de tudo. Eu te amo demais, meu amor!
Prometi não me iludir; disse a mim mesma para resistir. Mas quer saber? Esse seu sorriso bobo, a cada dia que passa, faz meu coração palpitar e perceber que aquela ‘promessa’ já não vale mais absolutamente nada.
Sinto que já não posso falar de amor com a mesma propriedade de antes, simplesmente pelo fato de que não há mais amor. Se é que algum dia houve. Eu penso no passado, em todas as oportunidades de ser feliz que joguei ao vento, como se magicamente, elas fossem voltar para mim quando eu desejasse te-las. Nenhuma delas voltou. A beira da loucura estou, como se meus sentimentos estivessem em um conflito tao grande dentro de mim, que nem eu mesma sei o que sinto. Sei que não há amor. Há liberdade. Há também a prisão, como se minhas mãos estivessem atadas, tudo parece eterno. Não há perspectiva, nem sonho.
Talvez não haja mais nada.
Qual o sentido disso tudo? Chega a ser desumano. O amor virou estéril para mim, não há serventia quando ele não pode ser transformado em verbo.
Vivendo eu vou. Cambaleando pela vida, dobrando esquinas, atravessando avenidas, passando o sinal vermelho. Caminho sem olhar para trás. Nem para os lados, muito menos para a frente. E, ao lhe ver novamente, terei a capacidade de apenas cumprimenta-lo ou trocar meia duzia de palavras vazias. Talvez seja esse o estado normal : viver mecanicamente por fora, completamente morta por dentro. É a lei da vida. É a lei da minha vida.
