Mentiras

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Aprenda a valorizar quem te ama de verdade, pois o tempo não volta; o que volta é a vontade de voltar no tempo. Por isso, deixe-se amar mais, viva mais e seja feliz.

A verdade é que os dias ruins chegam para todo mundo, e o verdadeiro valor das nossas amizades se revela quando não estamos bem. Se você tem pelo menos uma pessoa que pode chamar no meio da noite sem medo de ser julgado, você é uma pessoa especial. Valorize quem acolhe a sua vulnerabilidade e não apenas a sua alegria.

NIETZSCHE QUESTIONOU AS VERDADES. FOUCAULT INVESTIGOU O PODER. VYGOTSKY EXAMINOU A FORMAÇÃO DO PENSAMENTO. MAS COMO SABER QUANDO NOSSA PRÓPRIA CONSCIÊNCIA ESTÁ NOS ENGANANDO?

A humanidade aprendeu a produzir conhecimento em uma velocidade extraordinária. Entretanto, continua enfrentando uma dificuldade elementar: distinguir aquilo que sabe daquilo que apenas acredita saber.

Friedrich Nietzsche questionou os valores estabelecidos e investigou as condições históricas, morais e psicológicas que sustentam nossas convicções. Sua filosofia nos desafia a desconfiar das verdades que parecem evidentes justamente porque raramente são examinadas.

Michel Foucault demonstrou como saber e poder se relacionam na produção de discursos, práticas e regimes de verdade. Sua contribuição ajuda a compreender por que determinadas interpretações conquistam legitimidade social enquanto outras são marginalizadas.

Lev Vygotsky investigou o desenvolvimento das funções psicológicas superiores e o papel da linguagem e das relações sociais na formação do pensamento. Sua obra evidencia que a consciência não se desenvolve isoladamente das condições culturais e históricas.

Hannah Arendt examinou as relações entre pensamento, julgamento e responsabilidade, mostrando os perigos da ausência de reflexão diante de estruturas de autoridade e obediência.

Jean Piaget estudou a construção do conhecimento e o desenvolvimento das estruturas cognitivas, demonstrando que compreender não equivale simplesmente a receber informações.

Edgar Morin defendeu a necessidade de um pensamento capaz de reconhecer a complexidade, enfrentar incertezas e identificar erros e ilusões do conhecimento.

Albert Bandura investigou a aprendizagem social, a autorregulação e a agência humana, contribuindo para explicar como crenças sobre a própria capacidade influenciam escolhas e comportamentos.

Esses pensadores desenvolveram teorias distintas, com fundamentos e objetivos próprios. Mas suas contribuições permitem formular uma pergunta que permanece decisiva:

Se nossos pensamentos são influenciados pela cultura, pelas emoções, pela memória, pela linguagem e pelas relações de poder, como distinguir uma decisão verdadeiramente examinada de uma convicção apenas reproduzida?

É nessa intersecção que situo minhas pesquisas científicas.

No METADISCERN, proponho investigar os critérios pelos quais um pensamento recebe autoridade funcional. Não basta reconhecer a existência de uma crença; é necessário examinar o que justifica sua permanência.

Na Pedagogia do Discernimento, a formação educacional é compreendida também como desenvolvimento da capacidade de questionar, justificar e revisar interpretações, em vez de apenas reproduzir conteúdos.

Na Alfabetização do Discernimento Consciente (EADC), essa exigência alcança problemas contemporâneos como fake news, desinformação, manipulação ideológica e dificuldade de distinguir evidências de opiniões.

Na pesquisa sobre evocação e desautorização, examino por que uma lembrança, mesmo recuperada com convicção, não deve receber automaticamente autoridade para sustentar uma conclusão.

No estudo sobre discernimento na regulação da relação entre emoção e ação, investigo a diferença entre experimentar uma emoção e autorizar que ela determine uma decisão.

No Método PROTAGONISTA, abordo a consciência e a responsabilidade do sujeito diante das escolhas que constituem sua trajetória.

A aproximação com esses autores não significa equivalência entre suas teorias e minhas propostas. Tampouco significa que a revisão de crenças, a metacognição ou a autorregulação sejam problemas inéditos.

A diferença que procuro desenvolver está na articulação entre três operações: reconhecer o conteúdo mental, avaliar os critérios que sustentam sua autoridade e decidir se essa autoridade deve ser mantida, calibrada ou retirada.

Nietzsche nos convida a investigar a origem dos valores. Foucault, as relações entre saber e poder. Vygotsky, a formação social do pensamento. Arendt, a responsabilidade do julgamento. Piaget, a construção do conhecimento. Morin, os limites de nossa compreensão. Bandura, os mecanismos da agência humana.

Minha investigação concentra-se em uma questão transversal a esses debates: o que autoriza aquilo que pensamos a continuar determinando aquilo que acreditamos e fazemos?

Uma pessoa pode estar informada e permanecer alienada. Pode ser instruída e continuar manipulável. Pode possuir consciência de uma injustiça e interpretar equivocadamente suas causas.

A inteligência artificial torna essa questão ainda mais urgente. Hoje, alguém pode produzir respostas sofisticadas sem desenvolver compreensão equivalente. Pode multiplicar informações e reduzir o exercício independente do próprio julgamento.

“A ampliação do conhecimento não assegura, por si só, a ampliação da consciência.”

“O senso comum comumente mente.”

A liberdade intelectual não começa quando deixamos de receber influências. Começa quando desenvolvemos critérios para decidir quanta autoridade cada influência merece.

Porque não basta pensar sobre o mundo. É preciso discernir o que, dentro de nós, está autorizado a explicá-lo.

“A mente mente e o discernimento desmente.”

Carlos Eduardo Garcia Moreno Balcarse

Carlos Eduardo Balcarse

Psicanalista, Escritor e Pesquisador

19 de outubro de 2026

Se a vida real fosse somente satisfazer o ego, a riqueza verdadeira não estaria no espírito.

O pensamento é a realidade em que está.
A essência da alma é a verdade que é.

Jornais convencionais tentam fazer com que suas notícias desnecessárias pareçam a única verdade do momento no planeta, ou de um bairro, de uma rua, de um local...


Enquanto milhares de maravilhas necessárias acontecem a todo momento.

Nessa vida, tudo que é demais é
drogar-se, para tentar libertar-se da verdade da vida, onde prende-se na mentira da morte, tentando achar-se e perdendo-se ao tentar...

O verdadeiro papel do Instrutor de Tiro Policial é desenvolver por meio de treinamento adequado e realista, respostas intuitivas condicionadas que possam ser acessadas de forma praticamente automática sob estresse extremo. Em outras palavras, transformar uma habilidade aprendida em uma resposta tão rápida e consistente que, para fins práticos, seja percebida como instintiva.

A hipocrisia mais eficiente não precisa esconder a verdade. Basta mudar o nome dela.

"A verdade não se curva às nossas certezas e vontades. Defendê-la vai além das palavras e pressupõe provas, abertura à crítica e humildade para reconhecer que também podemos estar equivocados."

O verdadeiro recomeço acontece quando você para de perguntar por que a vida tirou tanto de você e começa a decidir o que ainda merece receber a sua energia.

REFLEXÃO


Quem caminha com a verdade sempre vence, ainda que o inimigo seja um exército de mentiras.

MABUJES




No deserto quando eu era menino
Uma voz bem ao longe sussurrava
Que a verdade não estava no destino
Mas em cada passo que eu dava.


Cresci sobre dunas de areia
Aprendi com a observação
Segui a luz que clareia
Na candeia da intuição.


Vi homens brigando por certezas
Que julgavam ser a única verdade
E outros chorando de tristeza
Por terem confiado em falsidades.


Não estão no fim da jornada
As respostas que tanto procuro
Elas estão nas várias pegadas
Que deixo nos longos percursos.


E a voz que me chama
É o outro eu que reside
No âmago das entranhas
Que minha mente não atinge.


Vi impérios desmoronarem
E o poder deixar os poderosos
Vi pessoas se digladiarem
Por conceitos religiosos.


Servi sem esperar recompensas
Ouvi opiniões contraditórias
Aprendi sobre os pais das crenças
E sobre personagens da história.


Mas foi no templo do silêncio
Que encontrei as respostas
Aos muitos questionamentos
Que pesavam em minhas costas.


A luz que o peregrino
Anseia encontrar
Só estará no destino
Se lá ele a colocar.


O viajante que junta azeite
Nos trajetos que permeia
No destino encontra deleite
Ao ver brilhar sua candeia.

Limpe o vidro do espelho
Até que ele consiga
Revelar o ser mais belo
Que seu interior abriga.


E caso ele se quebre
Não interrompa a viagem
Porque o que ele reflete
Vai além da sua imagem.


Ele exibe o outro eu
Que sua essência ilumina
E que o liga a Deus
Por ser centelha divina.


Não no fim, mas no caminho
Está a chance de redenção
Para quem nos pergaminhos
Anota sua evolução.


Se a noite roubar as cores
Das flores que você plantou
Deixe o sol devolver às flores
As cores que a noite roubou.


Seja guia e inspiração
Para quem caminha a esmo
Porque no fundo todos são
Peregrinos de si mesmos.


Eduardo de Paula Barreto
02/04/2026

A fé verdadeira se revela nas atitudes que praticamos. Não basta pronunciar palavras bonitas se não estivermos dispostos a praticar a solidariedade, respeitar as diferenças, amparar quem sofre e estender a mão a quem precisa.

A verdadeira dignidade reflete-se na persistência de quem constrói o seu futuro com as próprias mãos, recusando-se a descer ao nível daqueles que preferem a zombaria ao trabalho árduo.

Quem luta para vencer na vida por mérito próprio compreende que a verdadeira oposição deve ser contra o mal que corrói o mundo, e nunca contra o sonho de quem procura prosperar sem prejudicar ninguém.

A verdadeira nobreza de carácter prova-se quando alguém escolhe construir o próprio caminho com suor e honestidade, sem nunca usar a maldade ou a zombaria para diminuir o próximo.

A verdadeira justiça de espírito consiste em apoiar quem quer prosperar com honestidade, combatendo a maldade real e nunca o sonho de quem procura um futuro digno.

Quem tem um projeto verdadeiro e honesto muitas vezes sofre com a falta de apoio, não porque a ideia seja ruim, mas porque o mundo desconfia daquilo que ainda não conhece.

Quando o criador tem um coração limpo e um propósito verdadeiro, o silêncio e a rejeição dos outros pesam o dobro, pois o que falta não é capacidade, mas sim quem dê uma chance à inovação.