Mentiras
Ser Homem ou Mulher de verdade é, sobretudo, honrar o que fala, mesmo com o sacrifício da própria vida.
Vivemos tempos em que a palavra perdeu valor.
Promete-se muito, cumpre-se quase nada.
Fala-se de princípios enquanto for conveniente, defende-se a verdade enquanto ela não exigir nenhum sacrifício e proclama-se coragem quando não há risco algum a correr.
Mas o caráter começa justamente onde termina a conveniência.
Honrar a própria palavra não significa ser incapaz de reconhecer um erro, mudar de opinião ou corrigir uma decisão.
Significa algo ainda mais profundo: não vender aquilo que se disse em troca de vantagens, aplausos, medo ou interesses pessoais.
É ter uma consciência diante da qual a própria palavra possui peso.
Homem ou Mulher de verdade não é quem nunca cai, quem nunca erra ou quem se apresenta como perfeito.
É aquele que, tendo dado sua palavra, entende que ela passou a carregar parte da sua dignidade.
E quando chega a hora difícil — quando cumprir custa caro, quando permanecer fiel traz perdas, quando abandonar seria mais fácil — é justamente aí que se revela quem somos.
Porque falar é muito fácil quando não há consequências.
Difícil é permanecer de pé quando cumprir aquilo que se prometeu exige renúncia.
Difícil é dizer “eu sustento o que disse” quando todos ao redor aconselham o contrário.
Difícil é conservar a honra quando seria muito mais vantajoso perdê-la.
A vida pode até nos obrigar a rever caminhos, mas não deveria nos ensinar a transformar a palavra em mercadoria.
No fim, não seremos lembrados apenas pelo que conquistamos, pelo que acumulamos ou pelo poder que tivemos.
Seremos lembrados, sobretudo, pela coerência entre aquilo que dizíamos ser e aquilo que fomos capazes de fazer quando ninguém estava nos obrigando a nada.
A palavra verdadeira é uma espécie de compromisso silencioso com a própria consciência.
E talvez seja por isso que, em um mundo em que tantos mudam de discurso conforme o vento sopra, uma pessoa que permanece fiel àquilo em que acredita se torna muito rara.
Porque honra não é dizer palavras bonitas sobre princípios.
Honra é estar disposto a pagar o preço deles.
E quando alguém chega ao ponto de preferir o sacrifício à traição da própria palavra, talvez tenha compreendido uma das maiores verdades da existência:
há coisas que podem custar a vida, mas perdê-las pode custar a própria razão de viver.
A Verdade só se revela àqueles que ainda têm Humildade Intelectual suficiente para não possuí-la por completo.
Há uma ironia muito profunda nessa afirmação: quanto mais alguém acredita ter compreendido definitivamente a realidade, menor tende a ser sua disposição para continuar aprendendo sobre ela.
A Verdade, talvez, não seja uma propriedade que conquistamos, mas um horizonte para o qual devemos caminhar.
Podemos nos aproximar dela, reconhecer fragmentos, corrigir equívocos, ampliar perspectivas — mas dificilmente encerrá-la nos limites estreitos das nossas próprias certezas.
A Humildade Intelectual começa justamente quando percebemos que inteligência não é a capacidade de ter respostas para tudo, mas também a coragem de reconhecer as perguntas que ainda não sabemos responder.
O problema não está em possuir convicções.
Todos precisamos de princípios, ideias e referências para orientar nossas escolhas.
O problema começa quando transformamos nossas convicções em fronteiras: quando deixamos de examiná-las, quando passamos a confundir discordância com ignorância e quando tratamos aquilo que pensamos saber como se fosse a própria realidade.
Há uma diferença enorme entre dizer “é assim” e dizer “até onde compreendo, é assim”.
A primeira frase pode encerrar uma conversa.
A segunda mantém aberta a possibilidade de descoberta.
Talvez seja por isso que pessoas verdadeiramente sábias frequentemente carreguem uma certa serenidade diante da dúvida.
Elas sabem que reconhecer a própria ignorância não diminui o conhecimento que possuem; ao contrário, protege esse conhecimento contra a arrogância de se tornar dogma.
A Humildade Intelectual não significa relativizar tudo, nem acreditar que todas as opiniões possuem o mesmo valor.
Significa estar disposto a submeter nossas próprias ideias ao mesmo rigor com que julgamos as ideias dos outros.
Significa perguntar, diante de uma certeza confortável: “E se eu estiver enganado?”
Essa pergunta pode ser muito desconfortável.
Mas também pode ser muito libertadora.
Porque, quando já não precisamos estar certos o tempo todo, tornamo-nos mais capazes de ouvir.
E, quando aprendemos a ouvir, percebemos que a realidade é quase sempre maior, mais complexa e mais contraditória do que as narrativas que construímos para explicá-la.
Talvez a Verdade não se esconda daqueles que sabem pouco, mas daqueles que acreditam saber o suficiente para não precisar mais procurá-la.
No fim, a verdadeira Maturidade Intelectual talvez não esteja em acumular certezas, mas em saber quais delas merecem permanecer abertas à revisão.
Porque há uma forma bastante silenciosa de ignorância que não nasce da falta de conhecimento, mas da convicção de que já não temos nada a aprender.
E talvez seja justamente quando abrimos mão da pretensão de possuir a Verdade que finalmente nos tornamos disponíveis para encontrá-la.
"Uma verdade universal: Mulher, quando não dá problema pra um, é porque está dando pra outro.
☆Haredita Angel
-Quando eu te vi pela primeira vez...
É bem certo que eu duvidei.
Na verdade você parecia um sonho!
E eu tão indecisa e imatura,
que me surpreenderia se aquele nosso lance durasse.
Mas, naquele instante eu te amei...
Então, você chegou outra vez..
e eu te olhei, e de novo te amei...
Pelas minhas incertezas e tuas inconstâncias...
será que não dá prá você fazer-me possuir
a certeza de que você possa amar-me novamente e constantemente?
☆Haredita Angel
Falar verdades hoje em dia tornou-se
um ato revolucionário.
Deus me livre, tornar-me comercial de verdades!
"Os pais amam seus filhos verdadeiramente com atitudes,
não com palavras.
Palavras o vento leva e as ações permanecem nos corações que têm gratidão, apenas nesses corações."
Haredita Angel
30.01.24
Ela funde aparência e
transparência.
Ela é essência.
Ela é verdade.
E é isso que a torna
inesquecível.
Haredita Angel
04.01.26
"O cérebro é burro, tudo o que você pensa, ele pensa que é verdade.
O meu então não pode ver uma faísca
que já faz um espetáculo."
Haredita Angel
30.09.26
" 'O dinheiro não compra tudo', disseram e é verdade! Mas o que o dinheiro consegue comprar já está satisfatorio, para Mim!"
Texto Meu No.1033, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"Cidadão de Verdade não apenas usa Redes Sociais para acusar, denunciar e ‘desmascarar’. Cidadão de Verdade vai ali no Ministerio Público e apresenta denuncia formal. Eu quero ver, mas não vejo!”
Texto Meu No.1044, Criado em 2021
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
A sabedoria
A verdadeira sabedoria baseia-se na Palavra
E contrasta com a sabedoria terrena,
Que é movida por ambição e inveja.
A sabedoria divina se manifesta
Na mansidão, pureza e frutos que se deseja.
A aplicação prática da verdadeira sabedoria
Revela-se na conduta pacífica
E em obras feitas com humildade,
Longe do mero acúmulo intelectual.
Gastamos a maior parte do tempo sagrado
Em coisas tolas que não fazem sentido.
E somos advertidos a não levar a vida de forma insensata;
Contudo, resgatamos o nosso tempo perdido,
Que Deus nos concede diariamente de graça.
A sabedoria é uma verdade,
Que traz o conhecimento da realidade.
Mas somente Deus tem a totalidade
E a plenitude de tal propriedade.
A sabedoria é a prudência
Que busca equilíbrio e moderação,
Para que não haja excesso,
Dando sempre mostras de razão
Na escolha de relações de sucesso.
A sabedoria tem fundamento religioso:
O sábio é o homem piedoso por excelência
E tem suas atitudes amadurecidas
No temor devido a Deus por sua presença.
Deus concede a todos, generosamente,
A verdadeira sabedoria a quem clama.
E Ele a entrega liberalmente,
Para desfrutar segundo o Seu plano.
Deus é a soberania da sabedoria.
O homem é o limite
Em outra categoria;
Não há como comparar, e ele admite
Que não chega nem perto. Aleluia!
Raimundo Nonato Ferreira
Outubro/2026
A humanidade é uma criatura curiosa: acredita estar reinventando o mundo quando, na verdade, apenas troca o figurino da própria repetição. Volte a 1930, sente-se num bar com uma mulher daquela época e escute suas queixas, vaidades, dramas amorosos e certezas sobre a vida. Provavelmente, você ouvirá as mesmas bobagens das jovens de hoje, embaladas pelas mesmas ilusões e contradições, apenas com outro vocabulário e uma nova maquiagem histórica. A natureza humana não acompanha a velocidade das invenções; muda o cenário, atualiza os acessórios, mas conserva o velho roteiro. A diferença é que, em 1930, ela não teria um iPhone na mão para transformar a própria banalidade em conteúdo.
Todo artista de verdade deve ser um ativo defensor da liberdade, contra todo poder econômico e os ditames dos poderosos contra o povo. No entanto quando equivocadamente se alia e se aproxima da politica, buscando favores privilegiados, se decompõe como artista e visionário, passa a ser mais um lacaio oportunista do sistema, perdendo a sua frágil personalidade humanista e sua dignidade independente frente a verdade, do único dom divino que o qualificava como um ser bom e agente transformador da tosca social realidade.
há corações que não sabem mais pulsar sozinhos, precisam de verdade, cuidado e presença, como flores que só se abrem quando alguém fica.
E talvez amar de verdade seja isso:
aceitar que certas dores não pedem cura, apenas pedem um lugar seguro no peito, onde a esperança possa, enfim, descansar.
Tiro sua roupa
Tiro tua roupa,
e encontro quem você é de verdade,
inteira em mim, sem pressa,
como quem confia o próprio coração.
Te observo como obra rara,
não com fome, mas com cuidado,
meu olhar aprende teus detalhes,
e minha alma repousa na tua presença.
Tua pele macia acolhe meus gestos,
teu cheiro guarda lembranças futuras,
cada suspiro teu é calma,
cada curva, poesia silenciosa.
E quando nos encontramos em silêncio,
o resto do mundo fica em silêncio,
somos dois caminhos que se escolhem,
amor entrelaçado, sereno,
até que o tempo esqueça de passar.
A luz não se apaga:
ela desiste.
Fica fraca demais para revelar a verdade.
Meus pensamentos apodrecem em silêncio,
como algo vivo que não quer morrer.
Há vozes que não falam — lembram.
Repetem meus nomes antigos,
meus erros intactos.
Cada memória é uma lâmina lenta,
cortando sem jamais sangrar.
Quando finalmente aceito o escuro,
entendo:
não estou perdido
— fui guardado aqui.
E a sombra que me observa
há tanto tempo sou eu,
esperando que eu não acorde.
Confiança
Confiança é fio invisível,
tecido em gestos pequenos e verdadeiros.
Quando se rompe, não faz barulho —
mas deixa o silêncio pesado entre dois corações.
Quebrar a confiança é como derramar um copo d’água
no chão da alma: não volta para o lugar.
Fica o medo, a dúvida, o cuidado excessivo,
e a pergunta que insiste em ficar.
Reconquistar é caminhar devagar,
passo por passo, sem exigir pressa.
É provar com atitudes o que as palavras falharam,
até que o fio, aos poucos, volte a sustentar o amor.
