Mensagens sobre a Vida
No grafitado lençol; abro tuas páginas envolto a caracol.
Único livro que deixarás em mim escrito.
Tua alma solta sobre o leito quando te leio e me deito.
O tempo, o livro e a borboleta fazem meditar.
Do jeito que puder voe e vá; abra-se,
mesmo que essa leitura seja breve; mas não deixe de ir.
Meus traços és tu! Vês em constante metamorfose.
Ás vezes no auge, outras no caos, nesta imperfeita harmonia que me és. Mas te alinho quando te escrevo nas linhas onde me és amor-perfeito.
Quanto mais arrojados formos menos medo teremos mais autoconfiante seremos.
Sinto-me criança quando deslizo minhas mãos
sobre as folhas brancas da alma registrando minha evolução.
Minha inspiração advém do silencio provocado na alma,
bebido com vinho gole a gole, degustado e reservado até a última gota.
Tenho silêncios selados em segredos.
Áfonos silêncios embrulhados que se lê nos olhos meus.
Cúmplices silêncios compartilhados.
Tantos interlocutores autores, poucos executores.
A vida necessita conjugar o verbo fazer como ação.
Cada palavra escrita,
um coração de beijo dita.
És tão bonita.
Todo o ser tem a sua beleza, mas a tua diferencia.
A inteligência; o pensar é de se emocionar.
Não Tenho nada a oferecer, só o meu jeito carinhoso de ser...
Nem tudo precisa ser dito, às vezes sou mais silêncio,
sorriso no rosto, amor no coração.
Sigo meu caminho saboreando alegria de viver,
amando cada detalhe que ele me oferta.
São tantas as marcas que a totalidade da alma está mapeada e tatuada.
Aceitá-las, caberá espaço para te abrigar.
Do que adianta tanta luminescência do espírito
se não reflito nas minhas atitudes.
Apenas sou um artifício em vida.
A vida é bela"""...
Em caminho pude me perder nos Alpes,
Como uma criança lá em cima no olhar,
No toque de uma linda flor que invade,
Meu perfume faz inalar a essência do amor,
Veste um manto,pois aqui o deslumbre,
Faz carregar uma alma doce que um dia,
Hei de te amar com um simples olhar,
Minha manta me esquenta em noites,
Pois meu espírito envolve o seu,
Cubra as mãos com esse cálice,
Sobre essa límpida e cristal,
Derrame esse vinho em seus lábios,
De batom que o vermelho do pulsar,
Mostra-me ardente como o seu corpo,
Cobre este papel que escreve o amor,
Guarde na alma a distância que separa,
O meu coração que não cansa de te amar.
Acredito que, quando uma pessoa resolve seguir a carreira de medicina, ela é dotada de belos e iluminados dons. Quais sejam: o dom da partilha de vida, da solidariedade, da caridade, da humildade, da cura e, sobretudo, o dom do amor ao próximo. Quando uma pessoa decide seguir, respeitar e honrar os preceitos da verdadeira medicina, ela deixa de ser ela e passa a ser o outro, por tão grande a sua dedicação em ajudar, cuidar e “salvar” a quem dos seus “dotes” irá precisar. E não é a medicina que faz o médico, mas é o médico que faz a medicina ser o que ela deve ser sempre: o serviço que funciona com o objetivo de curar, de tirar a dor, de aniquilar o sofrimento, de assistir ao cidadão em prol do seu bem-estar físico e emocional. É assim que eu vejo o médico! Poderia nem vê-lo, pois ele se apresenta na sombra das vidas humanas, na lúcida excitação de fazer tudo que lhe for possível, para uma vida saudável, a todos ficar. Parabéns aos médicos que fazem, ou pelo menos tentam fazer, com que este mundo fique mais saudável!
