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Se o seu deus é tão poderoso, por que ele sempre precisa que os homens mais gananciosos da terra façam a coleta do dízimo por ele?

Dizem que deus criou o homem à sua imagem; pela quantidade de ódio e vaidade que vejo nos templos, o homem fez um trabalho de espelho perfeito ao criar o seu deus.

A santidade é apenas o tempero que deus usa. Deus é uma velha gulosa que só aceita as almas mais espiritualizadas porque as mundanas dão azia.

Deus é aquela avó que nunca está satisfeita. Ela ignora o resto do buffet e vai direto nas almas mais espiritualizadas, porque, depois de bilhões de anos, o paladar divino ficou exigente demais para qualquer coisa que não tenha gosto de nirvana.

Se deus está testando a humanidade, claramente perdeu o controle do experimento há milênios.

Deus não é ausente, só terceirizou a criação para um estagiário cósmico mal remunerado.

Deus é uma criança birrenta com poderes infinitos: cria o brinquedo, se irrita com ele e quebra tudo quando não é obedecido.

Deus é um narcisista absoluto: cria o universo inteiro apenas para ouvir elogios de uma espécie microscópica.

Deus é um roteirista preguiçoso: repete tragédias, recicla vilões e chama isso de “plano perfeito”.

Deus é um gerente cósmico incompetente: cria o caos, culpa os funcionários e se declara perfeito.

Deus é um gato cósmico que observa a humanidade com tédio metafísico, então ele empurra o universo da mesa só para ver o caos cair e só se manifesta quando sente aquele velho apetite por adoração.

Deus não precisa de dinheiro, mas o diabo precisa, pois ele adora luxo. Se o coisa-ruim existe, ele está vestindo terno importado no altar, rindo da sua cara enquanto você financia o inferno na terra achando que está comprando um lote no céu.

Num belo dia ensolarado, diante de todos eu julguei o deus "cristão" por seus vários pecados, (genocídio no dilúvio, extermínios coletivos, punições eternas e chantagem moral) então condenei-o à destruição e ao esquecimento absoluto.

Eu não posso ser julgado pelo deus "cristão". Moralmente, estou acima dele. Nunca afogaria a humanidade inteira num acesso de fúria, nunca testaria a fé de alguém exigindo o assassinato do próprio filho, nunca precisaria de sangue inocente para “perdoar” pecados. Se isso é divindade, então ser humano já é um avanço ético. Portanto, não: não aceito ser julgado por um ser que age como psicopata e ainda exige aplausos por isso. Não sou perfeito, mas uma coisa eu garanto: sou melhor que o deus cristão!

Se amar o próximo define o verdadeiro cristianismo, as igrejas atuais não passam do maior esquema de recrutamento para o inferno já inventado! Mas fiquem tranquilos: padres e pastores terão o privilégio da primeira fila, já que passaram a vida enriquecendo através da miséria alheia e vomitando ódio ao próximo!

Se deus não pode interferir no livre-arbítrio, mas o diabo pode, então a conclusão é inevitável: o único ser verdadeiramente onipotente é o diabo, pois é o único capaz de interferir na vontade humana!

Talvez o problema seja o conceito de "amor": para o religioso médio, amar parece ser o ato de odiar fervorosamente qualquer um que não se curve ao seu delírio coletivo.

Ao doar para a igreja, o único milagre que acontece é o desaparecimento do seu dinheiro e da sua inteligência.

Além de ficar mais pobre, doar pra igreja serve basicamente pra carimbar na sua testa que o cérebro tirou folga permanente!

Sou contra a psicopatia, por isso jamais adoraria um deus que resolveu matar a humanidade cometendo genocídio por afogamento, que testou a obediência exigindo que um pai sacrificasse o próprio filho, que podia simplesmente perdoar pecados mas preferiu um ritual de tortura e execução pública, e que transformou sofrimento humano em método pedagógico.