Mensagens Profundas

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IMPIEDOSO:


A serenidade no olhar profundo ao horizonte
Diz-se da certeza ao incerto...
Que nos rouba à calma
A fé e o afeto
Num futuro sem nexo
Que macula a alma
Tudo que tínhamos que éramos
E nos fazia bem viver
Impiedosamente se vão
Sem deixar razão
Sem nos oferecer defesa
Por quê?
Será felicidade?
Viver infeliz num mundo “Feliz”
Ou seria mais prudente, coerente
Vencer e fazer crescer
O sonho de viver
Pra nunca, nunca mais esse monstro nefasto
Nos fazer sofrer.

Inserida por NICOLAVITAL

TEUS FANTASMAS SÃO MEUS

Os fantasmas que rondam
Teus sonhos
Encontram-se nos sonos que sonham
Meus sonos
Refletem-se nas sombras das ondas
Que sondam
O sonho que sonhei...
Em um labirinto
E grandiosas criaturas metálicas
Perseguiam-me sem tréguas
Diante de gigantescos obstáculos metafóricos
Que me afligiam
Lembra, havia lindas mocinhas
Bem vestidas a me clarear
As saídas perdidas
E alguns maus cuidados e feridos
Quão perseguidos comigo
Sumiam ou perdiam-se
De minha ilusão
Enfim, o fim
Numa sala festiva
Tais criaturas outrora tenebrosas
Apresentando-se quais robôs
Infantis
Fechavam a única saída da sala
Sem fim, cor de anil
Que findava meu sonho febril.

Inserida por NICOLAVITAL

CONTRADITÓRIO:


O poeta expressa toda sua alma
Num instante de infinita euforia
Na mesma velocidade toda sua aura
Num toque de tão pura magia

De certo não finge sua verdade
Oculta deveras, sonhos e desencantos
Exibindo com ardor, toda sua vaidade
Por ser matrix de todo o encanto

Recuso-me, desatrelado ao pudor
De entender a razão da métrica e simetria
Quando se diz em refrão, o poeta é fingidor.

Inserida por NICOLAVITAL

NADA SABEMOS SOBRE...

Que alma não almeja
Conhecer a alma?
Quem ao menos sonhará?
O coração de outrem é outro orbe
A quem não se vê, nem comunica-se,
Com quem não se há entendimento.

Nada sabemos sobre...
Quando de nossa própria
Aquelas que são alheias
Veem, gesticulam, e falam apenas,
No mais supomos alguma semelhança,
Ou mera coincidência.

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A HIPOCRISIA DOS MORTAIS:
(Nicola Vital)


Meus sonhos são abismos!
De anjos fantasmas
Que habitam o limiar de meu cataclismo
A seduzir meu pouco ser...
São anjos farmacológicos
Que só a metafisica explica.
Ora! Ora! Chega de anjos e, sonhos...
Estou farto de metafisica
E seus abismos fantasmas!
Aonde deu fim a hipocrisia
Dos mortais.

Inserida por NICOLAVITAL

SONHO AZUL:

Meus olhos te veem
Como o sol a brilhar.
Meu coração te absorve
Como o pulsar do sangue...
Meus ouvidos te ouvem
Como a praia escuta o mar.
Meu olfato te sente
Como a abelha poliniza o ar.
Minhas mãos? Ah, minhas mãos!
Te afagam como o vento ao mar.
E tua pele a transluzir
Me reluz teu âmago.
No meu sonho azul
De te amar.

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EU E EU...

Ontem, meus sonhos se fizeram auspiciosos
Você nutria minha Esperança...
O meu corpo se fez um declínio,
Entre eu e eu.
E hoje, tudo é sonho sob sonho surreal!
Sonhar-te é possuir-te!
Possuir-te é um sonho.
É sonhar mais perto de ti.
Os corpos são fantasmas sem nexo
Sobre precipício que nem margem possui...
Eu me conheço e meu pensamento é avaro
As horas passam...
E meu sonho... é meu.

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⁠MENDAZ:

Nada enceta!
A dor, a voz, os sonhos.
As máscaras e suas faces.
Os "homens" e seus comes.
Os livros e seus líricos
Os mestres e os noviços
Lúdicos e telúricos.
Não há rima nem besos
É controverso o reverso
O mítico ou abstrato.
Todo esse escopo mendaz
Num instante não distante
A tudo se perpaz.

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⁠SONHOS DE CRIANÇA:

Nas campinas bem verdinha
De esperança
Que meus pais como tais
Me fez crescer
Hoje vejo
Fragmentos de lembranças
Dos jardins
Que o “progresso” fez verter
Só restando na memória da criança
A infinita saudade de uma doce
Banabuyê
Dos negrinhos de fradinhos nos arbustos
A se esconder
Pras mocinhas nas pracinhas assustando
Entorpecer
Eu daria todo o progresso emergente
O funk, rap, internet ou avião
Pra voltar às campinas que um dia
Fui criança,
E meus sonhos pueris
Finquei ao chão.

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⁠SONHO FUGAZ:

Um varal de farpas finas
De toalhas incolor
Um negro e a dama filha
Um cão que nunca ladrou.

Um terno de goma fina
Na lapela seu amor
Vestiu-se de sonho a sina
E nunca aqui voltou

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⁠⁠ÍMPROBO:

Os sonhos bisonhos desses tonhos,
Se alargam nas estampas bizarras doutros "momos".
Das camisas que desnudam os mesmos sonhos.
Dos manés, margaridas, os filhos probos.
Malogrando o poder real do tino...
Sob a égide do ímprobo pai da fome

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⁠⁠ANUNCIAÇÃO:Neste poema existe um sonho livre que você pautou para não sonhar Um rio tisgo, um corpo morto a céu abeto Um cântico surdo, reprimido, que não quer calarExiste um verso aberto, calado ao fundo A cor da dor em cama escura E, aberta, uma veia ao novo mundoNeste poema existe a noite, o silêncio, a voz do sonho reflete o dia. Faz lembrar-te, destarte, agonia e cansaço Do teu corpo a dormir em pedra fria.Existe o grito De teus pares que ecoa atrás dos muros Existe a cólera, o riso dos que resiste Nesses versos nobres a espera por futuro.

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⁠PROSA

A poesia da alma é existêncial.
Do corpo comercial.
Poetizar não é consuetudinário.
Possui alma inusitada!
E viaja o mapa astral.
Chora, rir, mácula ou celebra.
É anuir ou repugnal.
Singular ou plural.
Atemporal...
possui ética.
Amoral.

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⁠SONHO ÉPICO:
Antes de crescer...
Eu queria ganhar
Um milhão de dólares
Beijar a mais linda modelo
Calçar o mais caro reebok
Tomar a mais forte tequila
Saltar o mais alto dos Alpes
Vingar o meu bullying escolar
Conhecer os quadrantes do orbe
Vestir a mais fina seda
Pensar que seria imortal
Gozar a perpetua puberdade.
Depois que “cresci”
Só queria entender
Porque não cresci
Mas também percebi
Que meus sonhos pretéritos
Deixavam-me entender
Porque não pude crescer...

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⁠OUTRO VIÉS
Escrevo meus pensamentos
Em linhas horizontais
Tentando mostrar meus sonhos,
Expostos em cabedais
Por mais que eu tente alinha-los,
Perdem-se em diagonais
Eu busco outro viés, mas
Perco-me de volta ao texto
Do livro que a vida faz.
O livro que nasce ao livro
Do livro que a vida apraz
É feito sem métrica ou rima
E nenhum poeta faz
Só o menestrel da vida,
A ele é quem perfaz.
Nicola Vital

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⁠Série: minicontos

PAGLIA
- Veste-se de criança e alegria seu sonho de fantasia, ao cair da ribalta. Sinestesia...

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⁠⁠⁠Série minicontos:

MAR DA MANHÃ
Em seus mares glaucos a navegar.
náufragos sonhos a esperar...

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⁠Série microcontos:

DILETO
Naquela tarde mórbida e fria o sonho de construir estava soterrado...

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⁠⁠
SONHOS BISONHOS
Todos os sonhos serão trancados em panos de guardar confetes a sete chaves do vizir.
-Ninguém sairá sem ser visto. E os vistos não sairão!
As flores de cheiro queimarão. E as larvas de fogo ceifarão a fome dos que são!
-E ninguém dos que saem passarão.
O carneiro que ilumina o beneficio de Daluz sobre o lajedo das canelas
- Cuspia fogo sobre a donzela rasgando o véu da noiva feia
E sete gumes de punhal rasgarão o pano dos confetes no auto de natal
- Sete chaves, sete armas, sete clavas, sete claves.
Entrelaçar-se-ão em sintonia com a guerra e o rito Suruí Paiter em memoria dos mondé
- Morre a noiva feia – Anhangà. Vive Jaci!
- Wanadi e a guerra de fogo ao abaçaí...
- Aplacada ao som de sua flauta Akuanduba.
Ó grande avô fogo. Grande fogo nuclear, energia raio vital. HA’EVEte
Nicola Vital

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⁠⁠⁠⁠Série: Minicontos

1964
Sonhos seriam bisonhos, amores infortúnios. O sol a refletir o tempo. A primavera retarda ante a volta do canhão...

Inserida por NICOLAVITAL