Mensagens Noturnas
Quando a noite cai, sei que vou ao encontro dos sonhos. Pisarei nas nuvens, voarei ao redor das estrelas e pousarei de leve na lua, antes de visitar toda a galáxia.
A luz do amanhecer nos pegou renovados. A noite embalando nossos sonhos trouxe um leque de novas idéias que a sabedoria infinita vai nos ajudar a escolher.
Meia noite
Ô excelentíssimo Rei Jesus, o ungido, ô magnífico Mestre dos mestres, ô magnânimo príncipe da paz, é a ti que eu venero, é a ti que eu espero, tão ansiosamente pela sua volta, não sem azeite, com azeite a esperar sua demora clareio em meio a escuridão, meia noite a dentro, é a ti que me separo e aparto do mal, das densas trevas, e na esperança de resgate certeiro que confirmo meu nome no livro da vida.
Poesias Líricas ao Rei Jesus
O dia do bem é mais luminoso e a noite do mal é, sobremaneira, mais densa e tormentosa.
Quanto tempo leva
Pra tocar a noite
Que descansa em seus cabelos
Fazendo despertar
Uma constelação de sorrisos
Em seu rosto?
A lua inquieta observa os raios de sol,
purificada das dores minguantes
aguarda o reino da natureza que leve e sutil, revela sua aptidão;
ligar os contraditórios.
O romantismo quebrado, a solidão embriagada e uma estética suja e bonita de quem já viu o amor morrer dentro de um quarto de hotel e ainda assim tentou escrever poesia com o corpo todo doendo.
Que nesta ultima noite
de Outono, Deus te guarde.
Que ele te proteja de todo mal.
Que leve embora as incertezas
e fortaleça a sua fé.
Que te faça descansar
com esperança para a próxima estação
que vai chegar.
O Anoitecer está chegando, talvez você encerrou o seu dia, mas lamentavelmente alguma coisa não saiu como planejado, ops não se desespere,um novo dia se aproxima; vamos , levante sua cabeça e continue a lutar.
cicatrizes da noite.
Maldita lua, que em mim faz despertar,
A solidão profunda que insiste em ficar.
Na bruma densa da mente a vagar,
Nos olhos vastos, um mar a chorar.
Mas, apesar disso, admiro teu brilho,
Teu claro aviso em meio ao meu trilho.
Sussurras que essa dor nunca vai ceder,
Um ciclo eterno difícil de vencer.
Carrego as cicatrizes de um tempo que não volta,
Memórias que sussurram nas sombras do meu ser.
A dor do ontem se entrelaça à vida que me assolta,
E no presente, ainda busco forças para renascer.
Oh lua, testemunha de meus segredos,
Guarda em ti a dor que não se desfaz.
E quando a madrugada me traz seus enredos,
Teu brilho é a luz que não me traz paz
A valsa
Em cada choro e dor eu vejo como ela me escolheu. Ela me ama e eu a odeio. Ela dança comigo e eu a rejeito, ela me atrai e na mesma força eu a despejo. Em lágrimas cantamos a noite toda. Ela me chama quando estou preste a largar, talvez destino ou conveniência. Ela faz tudo dar errado. Ás vezes dançamos a noite toda como uma valsa sem fim. Uma loucura consciente vivo em meu mundo e dos despojos dessa dor, digo que a solidão me ama e eu a odeio.
E o sol conduz...
Eterno nos envolva na sua claridade, faça-nos fortes, plenos de fé, hoje para um novo amanhecer.
A noite vem vindo
vejo você sorrindo...
de mãos dadas
com o destino,
vá seguindo e sempre
acreditando no Divino!
Encantou-se
com seu sorriso
e se apaixonou
por seu olhar.
Sob a luz
daquela linda lua,
se encontraram
e deixaram a noite
mais iluminada
e ardente!
Êxodo Faunal
Os vagalumes se apagaram de tanto iluminar o nada.
Deixaram no ar uma saudade de lampejo,
como se a noite agora fosse menos noite.
Antes, ao escurecer, acendiam luminares.
As abelhas,
desistiram de suas casas de mel,
escravizadas em nome do capital e do progresso.
Talvez tenham cansado de voar entre o barulho,
as flores e suas celas de cimento.
As borboletas,
flores flutuantes,
que nunca gostaram de despedidas,
foram embora sem alarde.
Levaram consigo a leveza do mundo,
deixando só o peso e a cor opaca da nossa pressa.
A gente, bicho grande,
ficou sem esses pequenos.
E agora, o que fazemos?
Apenas aprendemos o inútil.
A cidade cresce,
mas encolhemos por dentro -
sem o zunido, sem o lampejo, sem o voo.
