Mensagens Noturnas
chove lá fora
Chove sem parar
Choveu a noite inteira
Ouço o pingar da goteira
Chuva fina ,
chuva fria
Vento gelado
embaça a vidraça
que chora em gotinhas
entristecendo a tardezinha
Fico ali parada
pensamentos tristonhos
despertados pelo dia enevoado
de repente meu olhar
é despertado por um
pássaro molhado .
Pássaro desgarrado
ali todo encorujado
é o mesmo pássaro
que vem toda manhã
dançar no peitoril
de minha janela a cantar
O pássaro a observar
longo tempo a meditar
Lá fora a névoa acinzentada
as folhas silenciadas
já não balançam mais
somente os pingos que caem
como lágrimas a rolar
Edite/ junho 2020
Festejando São João
Noite de São joão
não ouço nenhum rojão
O céu não está estrelado
Nem tem forró animado .
Onde teria ido João
Deixando a gente aqui nesta agonia
Na noite que seria a mais fria
Mas que virou calorão
A noite que devia ser boa
com festança no arraiá
Deixou os convidados
todos em grande aflição
Enquanto João não vem
vou dar jeito nessa lerdeza
Fiz pipoca, fiz quentão
convidei a vizinhança
prá começar a festança
cada um procure seu par
Não tem fogueira prá pular
Mas tem música boa prá dançar
Guloseimas prá saborear
Índia Cigana
Filha do Sol e da Lua
Na noite e no dia da vez
Que toca no chão que alimenta
De encontro de frente com os ventos
No verde e azul que sustenta
Vigora nas trilhas dos tempos..
Todo mundo se perder em voltas de dia e de noite, cedo ou tarde.
Assisto a isso sem me atingir nenhum grau de complexidade ou receio, pois tudo que preciso cabe na minha mão e levo comigo e até mesmo com você.
Não tenha medo, todo mundo se perde em voltas, sendo dia ou sendo noite, cedo ou tarde.
Lembre-se de levar somente o fundamental, não carregue bagagens que não possa suportar.
Todo mundo se perder em voltas de dia e de noite, cedo ou tarde mas se você carregar o que for essencial eu sempre poderei te encontrar.
Me vi perdido em uma chuva de meteoros com essa moda de amar por uma noite. Quando começou esse surto coletivo?
Numa noite em Bhopal, o silencio da morte,
O grito do desastre, as vítimas a sorte.
Nas entranhas da fábrica, negligência em teia, a dor das vítimas, humanidade alheia.
Homens de poder, cifrões em mão,
Prioridades distorcidas, sem coração e razão.
Em gastos de guerra, fortunas se vão,
Enquanto em Bhopal, nenhum tostão.
Não é só a tragédia que devasta,
É a falta de humanidade que a decadas nos arrasta.
Líderes em vez de cuidar, preferem guerrear,
E as lágrimas de Bhopal, o mundo ignora ao tempo passar.
Que estas palavras sejam um eco a soar,
Para lembrar que a nossa humanidade devemos preservar.
Que em meio às sombras, uma luz possa brilhar, e em Bhopal, justiça e dignidade novamente possam reinar.
... Meu amor, hoje acordei tarde, pois, passei a noite coleccionando as estrelas do céu, para ti...
... E no fim não levei nem uma, achei-te mais linda, do que elas...
[Daniel Perato Furucuto]
Quando à noite chega, todas as mulheres são iguais. A escuridão apaga o brilho dos seus bâtons, cabelos, unhas e toda a maquiagem fica preta.
Daniel Perato Furucuto
Maravilhas de junho
É junho, tem alegria
Tem festa de noite e de dia
Tem o São João festeiro
E o Antônio casamenteiro
Tem São Pedro dos pescadores
A quem pedem com fervores
E a festa segue então
Com muita animação
Na comida o tacacá
A pamonha, o vatapá
E o pato no tucupi
Difícil de resistir
Tem bolo de milho e pipoca
Maçã do amor, tapioca
Macaxeira e munguzá
Paçoca e tarubá
E pra dançar? A quadrilha
É tanta gente que brilha!
No gingado o carimbó
E pode até dançar só
A dança da fita ornamenta
E o tipiti representa
E para alcançar um desejo
Tem a barraca do beijo
É junho, é diversão
Tem fogueira, tem balão
Há muita energia pra dança
Oh povo que não se cansa!
Na calada da noite
No intimo de meu querer
Ter você do meu lado
Por todo o meu viver
Se tivesse você do meu lado
Me sentiria com todo poder
Poderia até conseguir conquistar o Mundo
e Mandar ao invés de fazer
No vazio da noite, corpos se encontram sem destino,
Em abraços fugazes, sem compromisso ou direção.
Prazer efêmero, paixão passageira,
Mas no coração, uma ausência inteira.
Provérbios 14:12 (NVI):
" Há caminho que parece certo ao homem,
mas ao final conduz à morte."
Sem propósito verdadeiro, é como folha ao vento,
Sem rumo certo, perdido no tempo.
Pois o amor verdadeiro é mais que desejo,
É compromisso, é conexão que eleva e deixa ensejo.
No vazio de almas que não se encontram,
Sobram só lembranças que o tempo afrontam.
Busque mais que prazer momentâneo,
Encontre o coração que seja seu complemento.
Pois o sexo sem propósito é como água em cesto furado,
Não satisfaz, deixa um vazio cansado.
Que o amor seja o laço que une os corações,
E a vida se encha de verdadeiras paixões.
Mesmo que a noite esteja longa,
E o frio toque a alma em silêncio,
Ainda há uma canção guardada
No lugar onde habita o
Espírito Santo.
Amanhã? Quem te garante o sol?
E se esta noite tua alma for chamada ao farol?
Que contas terás a prestar diante do Senhor?
Negaste o convite, rejeitaste o amor?
Pois amor assim, firmado em Jesus,
É farol na noite, é chama com luz.
Que venham os dias, bons ou difíceis,
Caminhemos firmes, fiéis e gentis.
Pois em cada passo, de mãos entrelaçadas,
Deus vai escrevendo nossas madrugadas.
Permaneça atento e vigilante, pois "o dia do Senhor virá como o ladrão de noite"
(1 Tessalonicenses 5:2).
"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." (Salmos 30:5)
Essa tristeza vai passar, e você vai testemunhar a fidelidade de Deus na sua vida.
Que o Senhor renove suas forças como águia, trazendo paz ao seu coração e um sorriso novo a cada amanhecer.
Se o dia brilha, Te exalto em festa,
Se a noite vem, não vou temer.
Pois sei que em Ti há paz eterna,
E em Teus braços posso viver.
Se o dia é claro ou a noite escura,
Se a tempestade quiser me afogar,
Ainda assim, minha alma proclama:
Santo és Tu, vem me guiar!
A noite escura vai passar, e logo de manhã o sol virá, e a vitória chegará, o SENHOR não vai te deixar, e as lágrimas ELE vai enxugar, e a noite escura passará.
DIVAGAÇÕES
Dentro da noite,
aparentemente calma,
a inquietude ronda a alma.
Pensamentos, lembranças.
Ausências, vazios.
A porta da saudade escancarada.
O aroma da flor da "dama da noite"
acionando o gatilho da memória.
Retorno à fazenda da infância.
Devaneios de uma noite de primavera.
A imaginação rompendo as fronteiras.
O pensamento vagando pelo passado.
Tempo, dimensão,
pragmatismo, divagações.
A urgência da vida,
dos dias, dos meses,
entre chegadas e despedidas,
impondo o seu preço.
No silêncio,
resta a certeza de que nada foi em vão.
O atraso, o sonho desfeito.
O silêncio, o inesperado, a reflexão.
Valéria R. F. Leão
