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A melhor forma de analisar se sua sintonia realmente combina com quem você está ao lado é no silêncio. Se o silêncio incomodar, é porque sua presença ou a da pessoa, no fundo, não combina.

Em um mundo programado pela "ordem", "o pode" desbloqueia. Então...

Pode pensar.
Pode questionar.
Pode perguntar.
Pode entender.
Pode escolher.
Pode experimentar.
Pode olhar.
Pode ouvir.
Pode sentir.
Pode respirar.
Pode imaginar.
Pode sair por aí.
Pode andar sem rumo.
Pode conhecer.
Pode conversar.
Pode desabafar.
Pode falar com quem quiser.
Pode falar com todo mundo.
Pode sentar em qualquer lugar.
Pode descansar em todo lugar.
Pode admirar tudo que vê.
Pode conhecer novos horizontes.
Pode sentir cheiros.
Pode sentir os pés no chão.
Pode viajar o mundo.
Pode curtir.
Pode cantar.
Pode ser livre.
Pode amar.
Pode viver.

Ninguém manda em mim.
Porque eu posso viver o que eu quiser.

Tudo é amor. No entanto, cada um tem um jeito de amor dentro de si. Esse jeito de amor é quem eu sou de verdade. É esse amor que busco aceitar na vida, pois busco me aceitar. Aceitar quem eu sou de fato. Esse amor vive aqui dentro.

Quem espera não vive, apenas espera.

Quem espera pelos outros, se perde de si mesmo.
Quem espera pelo tempo, perde o tempo que tem.
Quem espera pelos finais de semana, perde os dias que vêm antes.
Quem espera pelas férias, perde o ano inteiro.
Quem espera se aposentar, perde a vida enquanto ela acontece.

E quem perde a vida assim, acaba morrendo arrependido… ainda esperando a morte.

A morte sussurra no meu ouvido e deixa minha mente bem clara:

"Desse mundo, você não leva absolutamente nada. Eu te tiro tudo: objetos, pessoas, pensamentos, nada que você possa segurar. Você só deixa, e o que você deixa é tudo o que viveu. Então, viva! Porque a única coisa que eu não te tiro é o que você viveu e deixou na vida."

Aceite, permita, ame a dor,
e perceba que a dor,
era o amor que você não aceitava,
o amor que você não permitia,
o amor que você evitava.

Se você não vive como sente vontade, vai viver como sua família quer, como seus amigos querem, como seu patrão quer, como a sociedade quer, como o mundo quer. Vai seguir expectativas, cumprir papéis, se encaixar no que esperam de você. Mas, no fim, vai esquecer de viver como realmente quer.

O sentido da vida é a morte. Nascemos para morrer e seguimos em direção a esse destino. Mas o que nos leva até ele são as escolhas que fazemos em vida. Cada escolha gera consequências, e essas consequências se tornam nossas lições.

O que aprendemos ao longo da vida é o que deixamos quando partimos. E, no fim, o que realmente fica não são bens ou conquistas, mas os afetos que espalhamos pelo caminho.

A vida é consequência do amor de um casal.

Entre a existência e a inexistência.
Entre o nascimento e a morte.
Entre o bem e o mal.
Entre a alegria e a dor.
Entre o dia e a noite.
Entre o dentro e o fora.
Entre o coração e a razão.
Entre o homem e a mulher.

O nascimento é o "bem-vindo" a um novo mundo.
A morte é a "despedida" do mundo que ficou para trás.
E a vida é a passagem entre mundos, onde cada momento vivido é parte de algo maior no universo.

Todos temos ego. Até quando alguém nega o próprio ego, isso já é uma demonstração de ego. O problema não é o ego em si, pois ele representa a imagem que temos de nós mesmos. O verdadeiro problema está em como lidamos com essa imagem.

Quando admitimos nosso próprio ego, ou seja, aceitamos quem somos em vez de escondê-lo por orgulho, acabamos aparentando menos ego.

O que me faz entender minha mente não é o que eu penso, mas o que eu coloco em prática. O que eu penso, ou seja, tudo aquilo que eu faço, é o que me dá sabedoria no que eu penso. Porque é através das ações que os pensamentos se tornam reais e ganham sentido. O que eu faço reflete o que eu penso, e é isso que me ajuda a entender melhor minhas ideias e a mim mesmo. A prática é o que transforma o pensamento em experiência, e é nessa experiência que eu encontro a verdadeira sabedoria. Pensar é importante, mas agir é o que traz clareza e profundidade ao que penso.

O silêncio é a maneira mais simples e direta de perceber quem realmente tem sintonia com você. Fique em silêncio na presença de alguém. Se essa pessoa começar a se incomodar, demonstrar impaciência, fazer gestos excessivos, buscar distrações ou inventar desculpas para se afastar, é um sinal claro de que a conexão entre vocês não é espontânea.

Quem realmente combina com você não precisa preencher o silêncio com palavras forçadas. O verdadeiro encaixe acontece quando a presença do outro, mesmo sem dizer nada, é confortável e natural.

Ninguém odeia quem apenas obedece, quem não se destaca, não questiona, não muda, não faz diferente, não vive. Mas, no fundo, a própria pessoa odeia ser assim. Porque, se ela resolvesse desobedecer, aparecer, questionar, mudar, fazer diferente e viver de verdade, então os outros, talvez, passariam a odiá-la.

Eles a odiariam porque, ao vê-la fazendo tudo o que não têm coragem de fazer, se sentiriam incomodados com a própria acomodação. O ódio deles não seria sobre ela, mas sobre a própria vida que escolheram levar.

O sentido da minha existência física, em vida, nesse plano, dá pra contar nos dez dedos:

Respirar.
Beber.
Comer.
Procriar.
Olhar.
Ouvir.
Falar.
Pensar.
Sentir.
Fazer.

Todo o resto são só detalhes complementares desses dez sentidos.

Respirar é existir. Beber e comer mantêm o corpo funcionando. Procriar continua a espécie. Olhar e ouvir fazem perceber. Falar expressa. Pensar entende. Sentir dá significado. Fazer torna tudo real.

No fim, tudo se resume a isso. O resto é só variação do mesmo.

O primeiro passo para se livrar das angústias é parar de ter dó de si mesmo, ou seja, se livrar do drama. Enquanto tiver dó de si, vai continuar preso na angústia, alimentando ela sem perceber.

O segundo passo é aceitar a angústia. Não vai demorar muito pra perceber que essa “angústia” na verdade era só a paz que você mesmo estava reprimindo. Ou seja, reprimindo a si mesmo. Aceite. Aceitando, você está se autoaceitando.

O terceiro passo é mudar de vida. Ou seja, mudar tudo aquilo que te incomoda, pensamentos, ideias, pessoas, lugares, situações, etc; pra que você não fique constantemente reprimindo sua paz, reprimindo você mesmo, e passe a aceitar/aceitar-se à medida que for fazendo o que gosta.

O sofrimento interno nasce daquilo que você nega.

Quem sofre de cansaço, nega o descanso.
Quem sofre de angústia, nega a paz.
Quem sofre de ego, nega o amor.
Quem sofre de ansiedade, nega o agora.
Quem sofre de tristeza, nega a alegria.
Quem sofre de rejeição, nega o afeto.
Quem sofre de ódio, nega a calma.

Tudo o que você nega em si mesmo se transforma em sofrimento.

Então, em vez de negar, aceite.

Aceite que você pode relaxar.
Aceite que você está em paz.
Aceite que você ama.
Aceite que você está aqui, agora.
Aceite que você é alegre.
Aceite que você é afetuoso.
Aceite que você é calmo.
Aceite você mesmo.

Porque tudo o que você aceita, deixa de ser um peso.

Se a morte realmente existisse, o nascimento não aconteceria… Logo, morte é nascimento, ou seja, é o começo de uma nova transformação.

De uma célula, me transformo em embrião.
De embrião, me transformo em feto.
De feto, me transformo em bebê.
De bebê, me transformo em criança.
De criança, me transformo em adolescente.
De adolescente, me transformo em adulto.
De adulto, me transformo em idoso.
De idoso, me transformo em matéria orgânica.
De matéria orgânica, me transformo em nutrientes para a terra.
Da terra, me transformo na vida que renasce.

Nada termina, tudo se transforma.

Respeito apenas as minhas próprias vontades, não as vontades dos outros sobre mim. Isso não é egoísmo; egoísmo é quando os outros tentam me obrigar a fazer o que eu não quero.

Não aceito fazer nada que, no fundo, eu não tenha vontade de fazer.

Não aceito trabalhar no que não gosto; aceito trabalhar no que eu adoro.
Não aceito viver de um jeito que não quero; aceito viver do jeito que escolho para mim.
Não aceito ser alguém apenas para agradar os outros; aceito ser sincero, sendo eu mesmo.
Não aceito esperar pelo tempo dos outros; aceito viver no meu próprio tempo.
Não aceito me prender ao superficial; aceito viver de acordo com minha própria essência.
Não aceito deixar de viver; aceito viver completamente.

Porque, no final, a única vida que realmente importa é a que eu escolho para mim. E viver de acordo com o que sou é o maior ato de respeito que posso ter para com minha própria existência.

Existem três coisas que impedem alguém de enxergar o óbvio:

O ego;
O orgulho;
O medo.

O ego inflado faz com que a pessoa ache que já sabe de tudo, e, por isso, não consegue perceber o que está na sua frente. Ele cria uma barreira que a impede de enxergar além de sua própria visão limitada.

O orgulho, por sua vez, faz com que a pessoa tenha dificuldade em reconhecer os próprios erros ou aceitar que pode estar equivocada. Isso a impede de ver o que é claro para os outros, pois prefere se manter em sua posição, ao invés de aprender e evoluir.

O medo, talvez o mais forte de todos, faz a pessoa temer a verdade. Ele a paralisa, fazendo com que evite enxergar o que é óbvio, com medo das consequências de enfrentar a realidade.

Essas três coisas criam uma barreira que impede de enxergar o óbvio, e só quando conseguimos lidar com o ego, o orgulho e o medo, é que conseguimos ver as coisas como realmente são.