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Dentro de mim,
Dentro do planeta,
Dentro da galáxia,
Dentro da dimensão,
Dentro do universo,
Dentro de tudo,
E, ao mesmo tempo, dentro de mim.

Tudo o que está fora, também está dentro de mim. Somos reflexos do que nos cerca e, ao mesmo tempo, somos parte do que está além do nosso entendimento. Cada elemento, cada estrela, cada partícula do universo, reflete dentro de nós, e tudo o que somos é um reflexo de tudo o que existe. O que é grande no mundo é imenso também dentro da gente.

Ser fluente em línguas não é só saber outros idiomas ou saber escrever corretamente;

É também saber falar várias linguagens diferentes dentro do próprio idioma;

Saber falar algo complexo de forma simples e de fácil entendimento para sua vó, para um favelado, para um universitário, para uma criança, para um grosseiro, para um adulto, para um humilde, para todo tipo de gente. A quantidade de pessoas diferentes que você consegue explicar algo complexo de forma simples revela a especialização da sua comunicação, pois cada pessoa tem uma forma de entender as coisas. É preciso usar os dois ouvidos e fechar a boca para ouvir e entender qual a linguagem daquela pessoa, aprender para depois falar a linguagem dela, caso deseje repassar algo a ela.

Mas, para conseguir falar da forma que a pessoa absorva sua ideia, terá que deixar o ego de lado, pois, caso contrário, só terá conflitos e falta de entendimento, por não ter entendido direito a linguagem da pessoa.

Olhe para o teto, não o de concreto, mas o céu...


Veja aquela lâmpada, não a de vidro, mas o sol, a lua...


Vire ao seu redor, não entre as paredes, mas para tudo que está ao seu redor...


Preste atenção nesses desconhecidos, que desconhecidos? Eles têm sangue, têm vida, assim como você...


Vivemos todos juntos, na mesma casa, no mesmo planeta.


Somos uma grande família humana, que ainda não tomou consciência disso.


Sinta-se em casa, pois todo lugar faz parte do seu lar,
E todos são seus semelhantes, humanos, como você.

Não faz sentido ser indiferente à vida, indiferente ao que acontece, indiferente às pessoas, indiferente ao mundo. A morte, por si só, já faz esse trabalho de indiferença. Ela não se importa com a sua existência, ela te leva sem se preocupar com o que você tem ou com o que você deseja. Ela não pergunta se você quer ir ou não. Então, por que não fazer a diferença enquanto está vivo? Por que não deixar para o mundo o que você tem de melhor dentro de si?

Amor é deixar parte de você para as pessoas, para o mundo.

Parte do seu ar;
Parte dos seus pensamentos;
Parte dos seus conhecimentos;
Parte das suas ideias;
Parte do que você sente;
Parte do que você fala;
Parte do que você faz;
Parte do que você vive.

Deixar você aqui na natureza, para que, quando a morte te levar, você continue vivo dentro das pessoas.

Só para deixar claro e evitar expectativas ou ilusões:

O que eu falo é o que considero óbvio, é uma reflexão do que sinto no momento, algo que faz sentido para mim, que tem profundidade e sentimento, com base em experiências que vivi, percepções que tive e tenho. Porém, é apenas o que eu externalizo, são desabafos. Quem quiser tirar proveito disso, que tire, mas para mim, é apenas um alívio de algo que carrego dentro.

Agora, o que eu sou, minha personalidade, meu verdadeiro eu, é algo diferente. Não sou santo, mas também não sou cruel. Sou o que sou, sou aquilo que estou sendo no momento. Não sou uma única coisa para sempre, não me limito a ser apenas uma coisa, pois estou em constante mudança. Só quem realmente me conhece sabe disso.

Escolha ficar com alguém pelos defeitos (os defeitos com os quais você não se importaria tanto), não pelas qualidades, pois, de qualquer forma, as qualidades sempre serão boas, e são os defeitos que vão tirar essas qualidades dessa pessoa, caso não escolha os defeitos certos, da pessoa certa para você.

Amor não está só em um sentimento egoísta chamado "amor próprio", voltado para o próprio umbigo. Isso é o ego gritando!

Amor está no que vive diariamente, no padeiro que deu bom dia, nas plantas que plantou pela cidade, nas pessoas que ajudou de coração, no abraço na mãe, nos parentes, nos amigos, nos desconhecidos, o carinho com os animais, nos afetos com quem mais precisa, nas palavras positivas, na tranquilidade diante das ofensas, no compartilhamento de alimentos, de experiências, de histórias com seus semelhantes, na natureza, no ar, na vida...

Hoje em dia, as pessoas amam o "amor", mas não amam as pessoas.

Aconteça o que acontecer, era pra acontecer.

Não adianta tentar evitar, pois até quando você tenta impedir, acaba acontecendo o que era pra acontecer.

O que acontece vai além da nossa mente, algo do qual somos, muitas vezes, submissos.

Isso é a natureza nos mostrando que, na verdade, não temos controle sobre nada, exceto o que é natural seguir — os acontecimentos que estão destinados a acontecer.

A morte nos ensina a verdadeira igualdade; ninguém é rico diante dela.

Ela nos lembra que, no fim, ninguém leva nada.

A morte nos mostra que ninguém é melhor que ninguém.

Ela nos ensina que ninguém é perfeito.

E, acima de tudo, a morte nos revela a igualdade fundamental: ela vem para todos, sem exceção.

O amor não se prova, assim como não se pode provar que se tem um coração. Ninguém vê o coração, ninguém vê o amor, porque ambos estão no interior de cada um. O que está por dentro só pode ser percebido quando olhamos para dentro de nós mesmos, quando sentimos as batidas do coração e experimentamos o amor de maneira profunda. O amor, assim como a vida, é algo que só se entende quando realmente sentimos.

Para o mal, tudo é fácil, o mal quer acabar, destruir, eliminar, o mal é filho da morte.

Para o bem, tudo é difícil, o bem quer iniciar, construir, acrescentar, o bem é filho do nascimento.

E ambos são necessários para o equilíbrio das suas escolhas.

Ao nascer, todos sorriram;
Quando eu morri, todos choraram;
Mas eu sorri,
Por tudo que vivi.

E então me vejo acordar,
Compreendendo que nunca morri,
Sempre estive aqui,
E sempre estarei.

A vida e a morte são uma só coisa,
Tudo se transforma, mas nunca acaba,
Eu sou o que fui, o que sou,
E o que sempre serei.

O afeto está no que você dá, não no que você recebe. O que você dá é seu, é uma parte de você que permanece; o que você recebe, não é seu, pois passa por suas mãos e se vai.

A maior prova disso é a morte, que nos leva. Tudo o que é nosso, tudo o que verdadeiramente fizemos, fica. Os afetos que oferecemos, as marcas que deixamos, essas permanecem no mundo, na memória das pessoas, em tudo que tocamos.

Já o que recebemos, como algo externo, não nos acompanha para além da vida. Ele se desfaz, não carrega a mesma profundidade, pois não nasce de nós. O que damos, sim, se mantém, pois é o que alimenta o coração de quem fica.

O medo é um sentimento falso, uma ansiedade criada pela nossa mente ao anteciparmos algo que provavelmente nunca vai acontecer. A maior parte do medo vem daquilo que imaginamos, não do que realmente acontece. Mesmo que o que tememos se realize, o medo não vem do acontecimento em si, mas do pensamento sobre ele.

O presente, o agora, nunca nos dá medo. O medo é gerado quando pensamos no futuro, em algo que ainda nem existe. Pensar negativamente sobre o que está por vir não adianta, porque, no momento, não está acontecendo nada além do que é para acontecer. O medo é apenas uma construção mental que nos prende a uma realidade que ainda não se materializou.

O medo me impede de resolver meus sentimentos negativos, por quê? Porque o medo é composto por pensamentos negativos. A solução para esses medos está em eu entender por que eles existem. E como posso entender esses medos? Questionando-os, sem receio. Perguntando: "Por que tenho medo disso? Por que isso me incomoda?" Seja conversando com alguém, pesquisando na internet, ou dialogando comigo mesmo, o importante é aprender, buscar conhecimento e me aprofundar até chegar ao ponto de compreender que, na verdade, não tenho medo algum. O que eu temia era entender o que realmente sentia. E essa compreensão é a paz que vem com a clareza de finalmente entender o que eu precisava entender.

Não existe vazio, porque dentro de mim tudo está cheio. Cheio de artérias, cheio de veias, cheio de pulmão, cheio de coração, cheio de sangue, cheio de vida. O que é vazio? Não existe vazio, vazio é ilusão, porque aqui dentro tem tudo. Cheio de sentimento, cheio de amor, cheio de sangue, cheio de vida, cheio de tudo. Completo.

Quando você se olha no espelho e se vê bonito(a), mesmo desarrumado(a), está vendo sua alma, quem você é por dentro.

Quando você se olha no espelho e se vê feio(a), mesmo arrumado(a), está vendo a aparência, quem você tenta ser para agradar os outros.

O mal não existe, o mal só existe quando você nega o bem.


Quando está triste, é porque evita a alegria;
Quando está com ódio, é porque rejeita o amor;
Quando está angustiado, é porque resiste à paz.


Se nega um, o outro toma o lugar. O bem está sempre lá, esperando para ser escolhido.

Conquistar alguém, pra mim, é tentar manipular alguém, na qual terá que ficar conquistando sempre, por medo de perder aquela dúvida.

Já o amor não tem apenas conquista; tem conexão profunda, direta, sem nenhuma dúvida.
É como se um já nascesse para o outro, sem explicação nem porquê.
É algo raro, difícil de encontrar, porque, antes de encontrar, todo mundo tenta conquistar, manipular, para aliviar a própria carência de não ter encontrado a sua conexão.

A conquista é movida pelo medo: medo de não ser suficiente, medo de perder, medo de ficar só.
Já o amor é movido pela certeza: a certeza de que, mesmo sem esforço, aquela pessoa já é parte de você.

Enquanto a conquista exige provas constantes, o amor simplesmente existe.
Enquanto a conquista preenche vazios temporários, o amor desfaz a necessidade de preencher qualquer coisa.

Por isso, muitos confundem conquista com amor.
Mas o amor não se conquista; ele se reconhece.