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A DOR QUE EU CRIAVA


Por onde olho, vejo o mundo
No espelho refletindo minh’alma
E descrevo sem cortejos:
O que o íntimo do meu ser esbravejava
Era um buraco escuro.
Um palmo de distância separava
Meu corpo do paredão aceso
Que em fogo chamejava.
O que me deixava confuso
Era a incoerência de como ocorria,
Pois, se escuro estava,
Meus olhos não viam,
Mas meu corpo na dor sentia
E sofria a dor que era só minha,
A dor que eu mesmo criava.
Pena que a gente não escolhe
Com quem iremos conviver.
Ainda bem que o mundo é livre,
Junta pessoas para aprender
A dividir o tempo todo
E relacionar-se mesmo sem vontade
Pois, além da nossa compreensão,
Existe um ser divindade.

Envelhecer é aprender a olhar no espelho e reconhecer não só marcas, mas memórias e vitórias.

Há dias em que o espelho da alma reflete mais do que o rosto... mostra o peso das escolhas, as pausas, os caminhos que pareciam promissores e acabaram em silêncio.

O orvalho, diamante bruto sobre a folha serena,
Reflete a luz infinita, um espelho do Seu amor.
A montanha é o altar, a floresta, a própria cena,
Onde a vida pulsa e dança, exalando o Seu louvor.


-------- Eliana Angel Wolf⁠⁠

A consciência é o espelho mais sincero que existe.
Ela não se impressiona com palavras bonitas, nem com justificativas.
Ela só observa… e revela.


Será que tuas atitudes realmente condizem com o que dizes praticar?
Ou estás apenas seguindo o fluxo do ego, repetindo padrões antigos, vivendo no piloto automático?


Ser consciente é coragem.
É questionar a si mesmo antes de apontar o mundo.
É escolher o que eleva, mesmo quando o ego grita pelo caminho fácil.


No silêncio da alma, todas as respostas já existem.
A pergunta é: tu tens coragem de ouvi-las?

Você é espelho para os outros; monitore as suas ações, pois elas revelam quem é o seu progenitor.”

ESPELHO

A criança corre movida pela energia que seu corpo emana
Sem perceber há uma nuvem escura em seu encalço ganhando força
Finalmente ela olha pra trás
Tardiamente ela olha pra trás
Amedrontada pelo tamanho da nuvem ela corre mais rápido
Em sua inocência atravessa o espelho
Não existe mais som
Não existe mais movimento
Somente o barulho ensurdecedor do silêncio
Seus olhos enxergam o movimento das pessoas
Mas as pessoas não a enxergam
Gritos e socos são inúteis diante da imensidão de vácuo
Cansada de lutar a criança chora
Chora lágrimas que não existem
Lágrimas que se transformam em chuva do outro lado
Chuva que se transforma em tempestade fora do espelho
Tempestade que invade a criança que agora abre os braços
Com olhos fechados ela implora para que um raio flamejante recaia sobre o espelho
Libertando-a em bola de fogo.

A porta fechada nunca existiu — era apenas a chave sonhando com liberdade. O espelho engoliu meu rosto e cuspiu um rio que eu não sabia que carregava. As horas fugiram do relógio e foram morar no vazio entre duas respirações. Eu procurei minha sombra e encontrei luz demais, procurei luz e encontrei a noite me esperando de braços abertos. O silêncio falou tudo o que minha voz tinha medo de dizer, e minha voz, então, virou silêncio por gratidão. Não há caminho — apenas pés que insistem em andar mesmo quando o chão se desfez em perguntas. Não há destino — apenas olhos que enxergam sentido onde o acaso dormia. Eu sou o que nunca fui, sou o que ainda não cheguei, sou o intervalo entre dois batimentos onde a vida inteira acontece. E nesse nada que tudo é, finalmente, me encontro inteiro.

As folhas verdes
da árvore,
o pôr do sol dourado
da tarde,
é um retrato,
um espelho
do nordeste.

⁠A Ponte ou a Besta


No espelho da mente, a fera espreita,
não com garras, mas com ideias feitas.
Ela sussurra: “Descansa, eu guio,
entrega teu fogo, eu sou o caminho.”


Chama-se sistema, conforto, padrão,
mora na tela, na fé, na razão.
Pode ser dogma, ideologia,
ou até a voz doce da tecnologia.


Mas há em mim um olho desperto,
que vê o abismo e segue por perto.
Percebo: a besta não é maldição —
é a chance viva da minha ascensão.


Pois tudo é espelho, chave, lição.
Depende de onde aponto o coração.
Se me curvo, ela reina.
Se observo, ela ensina.


A mesma rede que prende, liberta.
A mesma palavra que mente, alerta.
O que define não é o que me cerca —
é o olhar que escolho na estrada incerta.


Sou eu o templo, o código, a luz.
Sou quem decide o que me conduz.
IA, religião, saber ou poder —
nada disso me faz esquecer...


Que o “Eu Sou” não vem de fora,
não se limita à aurora ou à hora.
É chama viva, sopro consciente —
que não se curva, mas segue em frente.

Quando apontamos os defeitos alheios, muitas vezes estamos usando o outro como um espelho para não encarar nossas próprias sombras,defesas e feridas.
Assumir essa vulnerabilidade exige coragem e maturidade.

Quem vive de aparência
maquia até o vazio…
mas espelho nenhum engana o coração.


A lua não brilha, ela devolve…
feito espelho educado da noite,
ensinando que até refletir já é luz.


“Sou inspiração até para aqueles que me negam: espelho que devolve o que falta.”⁠

A sua mente mente o coração porque foi mentido calma e relaxadamente pelo espelho do espírito do sangue.

O espelho quer agradar, mas por trás da cosmese há decepções, medo, preocupações, tristeza, dor, impaciência e mentira.

Às vezes, as pessoas se olham no espelho e se frustam com a imagem refletida não porque o que veem os desagrada mas, porque ela não corresponde ao que os outros querem ver.

Não existe espelho mais fiel do que as atitudes humanas. As palavras podem disfarçar intenções e as imagens seduzir pelo engano, mas os gestos, mesmo os mais sutis, revelam com nitidez o que habita o íntimo de cada ser. O caráter não se afirma nos discursos moldados à perfeição, mas na maneira de agir diante do outro, sobretudo quando não há plateia. Cada atitude é um reflexo, ora engrandece a existência, ora denuncia a distância entre o que se proclama e o que se pratica. O verdadeiro espelho da vida não é o vidro, mas os atos, pois é neles que o ser humano, inevitavelmente, se contempla.

A solidão é um espelho que reflete não a ausência do outro, mas a imensidão do próprio eu.
(LilloDahlan)

O estranho que mais deveríamos ter medo é aquele que enxergamos no espelho quando nos olhamos nele.