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Mensagens depois de um Encontro Casual

Cerca de 346799 frases e pensamentos: Mensagens depois de um Encontro Casual

Há quem prefira os agaves
e despreze as margaridas,
e depois ainda reclamam
porque ao invés de flores
só recebem espinhos...

Experimentamos ficar calados – mas tornávamos inquietos logo depois de nos separarmos.

Clarice Lispector
Felicidade clandestina. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 1998.

Nota: Trecho do conto Uma amizade sincera.

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E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva.

O aplauso à grande explosão só chegou 14 bilhões de anos depois dela ocorrer.

Todos querem ser locomotiva, mas depois ficam reclamando por ter de puxar os vagões.

A gente sabe, no fundo, que cultiva o jardim errado. Mas só entende depois que morre a flor.

O pior é que ela poderia riscar tudo o que pensara. Seus pensamentos eram, depois de erguidos, estátuas no jardim e ela passava pelo jardim olhando e seguindo o seu caminho.

Estava alegre nesse dia, bonita também. Um pouco de febre também. Por que esse romantismo: um pouco de febre? Mas a verdade é que tenho mesmo: olhos brilhantes, essa força e essa fraqueza, batidas desordenadas do coração. Quando a brisa leve, a brisa de verão, batia no seu corpo, todo ele estremecia de frio e calor. E então ela pensava muito rapidamente, sem poder parar de inventar. É porque estou muito nova ainda e sempre que me tocam ou não me tocam, sinto – refletia.

Clarice Lispector
Perto do coração selvagem. Rio de Janeiro: Rocco, 1998.

Ao mesmo tempo, alguma coisa em mim não consegue desistir, mesmo depois de todos os fracassos. E tento, tento. […] Não desisto. Um dia, um dia, quem sabe? Pode ser que esteja no escrever a resposta de tudo o que persigo. Acreditar, só preciso acreditar um pouco mais em mim.

O amor é covarde, nos ilude até nos fazer acreditar que ele é verdadeiro. Depois, quando ele de repente se cansa, nos deixa sofrendo. E como recompensa, ele nos presenteia com um novo amor, que a princípio nos engana com uma felicidade temporária... até ele se cansar de novo. E assim vai nos levando, sempre com falsas esperanças de felicidade. Nos deixando cada vez mais frágeis, mais iludidas. Mas o coração da gente é bobo, hipócrita, cego, imaturo... e está sempre disposto a amar novamente, mesmo sabendo que corre o risco de sofrer, mais uma vez.

Agradeço o interesse pela minha alma e as centenas de textos, mensagens e vídeos para eu reencontrar a Deus. São gestos de carinho, eu sei, mas creiam-me: quanto mais vejo estes vídeos e textos, mais sólida fica minha posição. Agradeço também os salmos diários e os trechos bíblicos enviados. Não é por falta de contato com a Bíblia que eu sou ateu. Hoje eu passei duas horas e meia relendo cartas de Paulo em função do que estou escrevendo. Enviar trechos bíblicos para mim é como enviar pornografia para um senhor de 96 anos: eu lembro daquilo, já gostei, mas não provoca nenhuma reação mais em mim há muito tempo.

Tudo o que fiz, cada decisão que tomei, mesmo que hoje me pareça lamentável foi... foi por amor a você.

Ficção é uma fuga da realidade, é uma forma de você viver cem vidas, ou mesmo mil.

Você não confia em mim. Você não confia em ninguém. Você simplesmente controla as outras pessoas.

Em algum lugar do universo, existe uma pessoa que é 100% compatível comigo. O problema é encontrar alguém em meio às 7 bilhões de pessoas que vivem somente no planeta Terra.

Eu sei que você não tem nenhuma razão no mundo para confiar em mim, mas que tal você me dar uma chance, hein?

Qual é o sentido de tudo o que passamos se não transformar em algo que ajude as pessoas?

Nenhum de nós segue em frente sem olhar para trás. Seguimos em frente sempre levando aqueles que perdemos.

Não quero que toda minha felicidade dependa de outra pessoa, não quero ser refém de destinos que não consigo controlar.

Eu me sentia melhor quando ele estava por perto, me sentia mais quem eu queria ser.

E, no fim das contas, de que adiantava ficar reexaminando nossa tristeza o tempo todo? Era como cutucar uma ferida e se recusar a deixá-la sarar. Eu sabia o que tinha vivido. Sabia qual tinha sido meu papel. De que adiantava repassar isso?