Mensagens de Saudades Eternas

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Posso até perder completamente a memória, mas o coração sempre lembrará você em Déjà vu.

A perda de uma pessoa amada é como ter uma ferida aberta que jamais irá cicatrizar em sua memória.

Dormindo
Nunca encontrei a felicidade dormindo;
A memória se recusa sempre a morrer,
E votei minha alma ao secreto mistério,
Para viver e suspirar de esperança e nostalgia.

Nunca encontrei o repouso dormindo;
Pois as sombras dos mortos,
Que meus olhos acordados nunca saberia distinguir,
Assaltam minha cabeceira.

Nunca encontrei a esperança dormindo:
No mais intenso da minha noite, eu os vejo chegar,
E estender sobre as paredes de profundas trevas
O mais epesso véu do seu triste cortejo.

Nunca encontrei a coragem dormindo.
Onde eu teria podido arrancar um força nova;
Mas o mar em que vago é batido pelas tempestades,
E a onda é mais negra.

Nunca encontrei a amizade dormindo,
Para acalmar a dor e me ajudar a sofrer;
Os olhares da noite são pejados de desprezo
E me deixam abandonada ao meu desespero.

Nunca encontrei o desejo dormindo
Para atiçar o fogo morto do meu coração.
Meu único desejo é atingir o esquecimento
E o sono eterno em que mergulha a morte.

O ATABAQUE

O toque do atabaque ensina,

e cada batida é memória que pulsa.

Educação quilombola é voz que não cala,

é roda que fortalece identidades,

ancestralidade que caminha viva

nos passos de quem aprende e de quem ensina.



Não é ensino que apaga,

mas fogo que resiste.

É legado que ecoa na terra,

na palavra, no gesto, no som.

Educar aqui é sobreviver,

é florescer no ontem e no amanhã.

Isso é Ubuntu.”

Gosto de gente
que só de ouvir o nome
já me soa como flor
— perfuma a memória

⁠Esse ligeiro desaparecer,
Que a memória devora,
Faz daquela presença,
Que parecia eterna,
Que tudo preenchia,
Exaurir,

⁠Fatos marcantes não podem ser desfeitos, mas novas experiências podem corrigir essa memória.

⁠A imortalidade não consiste em nunca morrer, mas sim, em viver para sempre na memória daqueles que um dia lhe conheceram.

⁠Quando a brisa passar, o sangue já terá sido derramado, os corpos já terão envelhecidos, as memórias já terão sido esquecidas, os sentimentos já terão sumidos, a natureza já terá morrido e a tristeza é a única emoção que os remanescentes sentirão.
Quando a brisa passar, a poeira é o que restará.

⁠E quando a vida chegar ao estado de cumprimento de jornada, algumas coisas vão ficar na memória da eternidade. Trate de fazer bons e lindos registros para serem eternizados !

A⁠cesso de uma memória construída

Como descrever aquele momento? Estava calor, você foi se refrescar com uma mangueira de água encostada sobre a grama baixa, e eu, ali de longe vendo você, resolvi também me juntar!
Como a cena de um filme, você pegou a mangueira, abriu a agua de uma forma que ficasse pulverizada e começou a brincar, me molhando como se fossem duas crianças se divertindo sem preocupações. Nesse momento a água atingiu minha face, fazendo com que eu ficasse com os olhos fechados. Senti o momento, o riso, a brincadeira, a alegria e a refrescância.
Abro meus olhos lentamente, em meio pingos orvalhados, escuto seu doce sorriso, e, por fim, te vejo em minha frente. Sua alegria me toma e irradia, seu olhar me observando enquanto discretamente afrouxo meu sorriso junto ao teu.
Assim está feito e memorizado, um pequeno e rápido momento, que em minha mente pode perdurar por quanto tempo for mágico.

Como seria proveitoso, se tivéssemos uma memória suficiente e capaz de sermos, gratos a ponto de reconhecermos que colhemos muitos frutos, que algumas pessoas plantaram com imensa força e lutas.

Dizem que ao fazer a travessia, escuta-se uma canção. Uma que todos guardamos na memória. Você fica imerso numa luz mais inebriante do que qualquer sensação da Terra-média.

⁠A coleção dos meus pensamentos nunca irão terminar enquanto eu tiver memória.

⁠Em minha utopia Sempre vejo o teu rosto - Deixando na memória, resquícios os quais jamais esquecerei !... O tempo lhe aprecia Com o mais puro gosto... Amar-te é meu vicio - O qual jamais deixarei!...

⁠Alguns lugares despertam gatilhos que a memória tentou uma vida toda pra esquecer.

São...

⁠"Muitas perguntas para poucas respostas.
Muito inconsciente para pouca memória.
Presentes enviados em cavalos de Tróia.
Pouquíssimas chaves para muitas portas."

⁠Se não quiser que mágoas, dores e medos antigos subam à superfície transparente da memória, não agite as suas águas.

⁠Abstração

Era uma noite escura e velas resistiam aos ventos intensos violentos da memória. Nas gavetas as sensações da imaginação criavam um passado que sucumbiu na tempestade da perturbação intempestiva e inoportuna.

O que haveria do outro lado do absoluto esquecimento de cenas, agora vazias de vida, vítima de versos talvez revoltos, escrotos ou singelos, quem sabe, esculpidos e tingidos de paz, pureza, leveza?

Cenas criadas, concebidas, fantasiadas remeteram a uma multiplicidade de sentidos, imagens, talvez geradas e abortadas de um juízo errôneo, irrefletido.

Qual deus, qual nada, qual tudo lhe suprimiu, subtraiu a memória como um larápio poderoso que sublimou, apropriou-se daquele passado na gaveta vazia.

E a lágrima perdeu-se no curso natural, devastada pela letargia do tempo olvido, pela tempestade profunda e prolongada da memória enlutada do esquecimento. Lágrima a deriva, nem verso, nem rima, nem nada.

(Bia Pardini)

Sempre dizem que a minha memória é ruim, sempre achei que faz sentido mas tenho provas que não. Eu lembro do dia que a gente se conheceu como se fosse a horas atrás, de cada piada que você fez aquele dia e como estávamos bobos conversando, ⁠de você beijando a minha mão e como você tava bonito, eu chegando em casa, foi tão difícil dormir, eu pensei em você por horas aquele dia e todos os outros que vieram depois, até hoje, até amanhã, e de novo. Caramba, como dói lembrar de tudo e não te ter mais, minhas memórias frescas não me deixam esquecer de vc por um segundo se quer.