Mensagens de Reflexao sobre Identidade
Série Minicontos
Aprofobia
Sob a cabeça, o paralelepípedo servia-lhe de travesseiro. Sobre o sonho, o travesseiro servia-lhe à morte.
LUSCINIA
Sob o sol ainda brando da aurora
A sutileza dos ventos pacífica sua cópula sobre a copa das árvores em bulicio.
Tinhosa, a clorofila põe -se em rosa pros acordes dedilhar.
Seu canto magestoso me embala a versejar.
Prefiro a lira do seu canto
A copla de seus versos
Suas rimas seu trovar.
O mais celebre dos poetas
Se fazia destoar.
Série Minicontos
IDÍLIO
No limiar da noite sobre a namoradeira.
Um longo preto estampado em flores escorria sobre o corpo. Jonny, lhe adornava os ralos cabelos negros. A vovó Deinha trançava o sonho azul do netinho Pedro, que ao pé da letra dormia envolto ao mundo de fantasias. Quando acordou, estava lá.
TEUS FANTASMAS SÃO MEUS:
Eu não quero que você pense como eu.
Não é sobre isso!
Eu só quero que pense comigo!
Às vezes, não suporto a minha própria companhia
E invoco meus fantasmas para convencer os seus.
Toda essa estrada que hora percorri
Em sua geometria retilínea
Na sua curvatura me perdi.
Às vezes, sou tão fútil, ingênuo!
Na maioria dos dias me olho no espelho
Mesmo naquele em que vou pintar os cabelos.
Não me reconheço e torno-me insólito.
Chego a tal ponto que preciso refugiar-me no interior de meu interior
Sobre a literatura comercial, permeiam-se dois tipos de poeta e escritor.
Há aquele que reverbera o discurso em voga, cujo a crítica precisa ouvir. Hoje, por exemplo, destaca-se o discurso identitário para abrir portas. É o atalho ao púlpito dos intelectuais.
Outro, ainda que não dê vasão ao que a crítica e burguesia intelectual convenciona, possui capital financeiro podendo bancar sua obra independente. Talvez não comercial, mas igualmente palatável.
A escrita não deve complacência às convenções da elite intelectual. Ela é, em si, fomento do grito encerrado dos marginais.
MANHÄ DE DOMINGO
Sobre a mesa redonda adornada com uma velha toalha de renda vermelha
Um prato de sobremesa com arroz branco e uma pequena poção de Strogonoff.
Um sachê de algodão estéril
Dois esmaltes de cores preta e laranja.
Algumas lixas de unha e outros acessórios para adornar as unhas do mais velho.
Missangas enfeitavam as bonecas passadas da netinha.
À minha frente um copo de cristal cica amealhado de cerveja me dava inspiração.
Uma garrafa plástica de refrigerante indaiá sabor limão discretamente desamparada.
O óculos de grau redondo fechado ao centro da mesa
Paralelamente o chaveiro com a chave do carro que mais tarde levaria todos deixando a saudade e o sonho de um novo reencontro.
Era assim o domingo da vovó
CARTA DE AMOR
Virá o dia
Em que meu sonho estará repouso sobre a escrivaninha
Em que não te pedirei para o julgar
Em que não te convidarei para o jantar
Em que não te direi para brincar na areia
Em que não elevarei sobre teu corpo o cobertor
Porque a noite se arvora fria
Então
Só nos meus versos encontrarás minhas juras de amor eterno
Não chores!
Nem muito alarde!
Apenas me entorpeci de luz e mistérios.
Ao pé da letra
Sob a mesa estava o radinho sem pernas
E sobre ele havia uma única espiga de milho
E ela à espreita sentadinha no braço do sofá,
Quando, o pé da mesa atingiu a bola do olho.
Que não satisfeito, arrancou os cabelos do milho que voou para o céu de sua boca.
A bichinha ficou com as maçãs do rosto rosadas
E foi parar no céu da boca do malvado.
Por fim, sua historinha permaneceu ao pé da página.
Ou é apenas uma língua de trapo?
Pobre bichinho.
Série minicontos
PÁTRIA MÃE GENTIL
À luz das lentes formais, mães e crianças sobre os lixões dos abutres, disputam com urubus sua sobrevivencia. À espreita daquela cena, os olhos da Rolleiflex fatura...
Preciso, apenas, de um tempo. Dê-me uns dias para refletir sobre tudo isso. Você não tem o direito,deixar-me sair da tua vida sem aviso prévio.
Gostaria que não
Fosse, mas é.
Caminho sobre
Ordens.
Serei eu servo?
Ou a servidão me
Nasceu aos pés?
Crioulos, mandingas,
Calos - calados,
Ninguém vê-me.
Liberdade, que nem
O cheiro exala! Eis
O sal que me queima
Os pés, o paladar, a
Alma. Sou servil.
As pessoas sensíveis deveriam ser valorizadas. Elas amam profundamente e pensam profundamente sobre a vida. São leais, honestas e verdadeiras. As coisas simples geralmente significam mais para elas. Elas não precisam mudar ou endurecer. Sua pureza as torna quem elas são.
Não há outro como Tu, Soberano e Fiel
Não há outro como Tu
Reina sobre a Terra e céus
És o Alfa e Ômega, Início e Fim
És o Ar que eu respiro, Tudo pra mim
Tu és Jesus, Tu és Jesus
Alfa e Ômega, Início e Fim, Tudo pra mim.
Quando o Senhor nos diz para sermos como crianças, Ele está falando sobre dependência e aprendizagem.
É sobre entender que impactamos vidas, que temos a responsabilidade de passar uma mensagem verdadeira e inspiradora.
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