Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
Mantenha-se calmo
Tranquilo em em paz
Quando se vive
Uma vida correta
de vez em quando a gente acorda
Com a alma inquieta
Mas o coração, esse permanece
Tranquilo demais
Portanto
Jamais se esqueça
Que por mais que cresçam
As indiferenças e desconfianças
É essencial
Conhecer as astúcias do Mundo
E saber que o mal se esconde
Daqueles que mesmo assim
Permanecem confiáveis
E sensíveis, igual a uma criança
Isso pode sim, existir de verdade
Nem sempre a idade
é capaz de revelar
A quantidade de anos vividos.
saiba manter seu coração
de portas sempre abertas e apercebidas
Na medida que caibam
Somente palavras certas
e faça valer sua vida.
Edson Ricardo Paiva.
A vida é algo
Mais os menos assim
Quando amanhece
Você abre a janela
e tem ali um jardim
Mas de nada vale ele estar lá
Se você não o vir
E nem perceber o perfume sutil
Como às vezes pode ser sutil
O Próprio Sol
Que parece encoberto
Mas aquela nuvem, na verdade
a você encobriu
As flores do jardim percebem a Sua Luz
Sem possuir olhos de ver
A vida só pode ser vivida
Se você a viver
e pra vivê-la
Não é preciso ter dinheiro
Nem jardim, nem nada disso
A alegria e a gratidão por viver
é que dão à vida aquele viço
E te fazem sentir vontade
de ter com aquele teu pedaço de chão
Um compromisso que você vai cumprir
Quando a gente conseguir
Compreender que a vida é isso
Poderemos então
Bem vivê-la, enfim
Começaremos por viver aquele dia
E quem sabe
Até cultivar um jardim
Onde, antes
Nada havia.
Edson Ricardo Paiva
A tantas pressas que tive na vida
Tento entender meus motivos
A vida há de passar
E realmente passou
Hoje eu olho pros lados
daquilo que vivi
Não se revive um instante
Hoje
Simplesmente vivo
Não adianta correr de nada
Nem vale a pena se apressar
A gente nunca sabe onde começa
Não dá e nem recebe a devida atenção
Enquanto ali no meio
Mas por meio de alguma coisa
Um dia isso tudo termina
Já me entristeci
Por causa de muitas causas
Faço uma pausa pra pensar
Elas tinham morrido no início
Foi meu vício em tentar vivê-las
E minha pressa
Em crer em promessas
Que não me permitiu viver
Enquanto vivo
Hoje o meu viver
Tornou-se facultativo
E meu tempo
de comum acordo com a ciência
Continua sendo relativo
Portanto
Procuro não mais viver
Tentando causar alívio
O dia inicia e termina o dia
Enquanto isso
eu vivo.
Edson Ricardo Paiva
A tantas pressas que tive na vida
Tento entender meus motivos
A vida há de passar
E realmente passou
Hoje eu olho pros lados
daquilo que vivi
Não se revive um instante
Hoje
Simplesmente vivo
Não adianta correr de nada
Nem vale a pena se apressar
A gente nunca sabe onde começa
Não dá e nem recebe a devida atenção
Enquanto ali no meio
Mas por meio de alguma coisa
Um dia isso tudo termina
Já me entristeci
Por causa de muitas causas
Faço uma pausa pra pensar
Elas tinham morrido no início
Foi meu vício em tentar vivê-las
E minha pressa
Em crer em promessas
Que não me permitiu viver
Enquanto vivo
Hoje o meu viver
Tornou-se facultativo
E meu tempo
de comum acordo com a ciência
Continua sendo relativo
Portanto
Procuro não mais viver
Tentando causar alívio
O dia inicia e termina o dia
Enquanto isso
eu vivo.
Edson Ricardo Paiva
A vida é uma coisa doida
Difícil de viver, se bem cuidada
E flui mais naturalmente
Quando gente não liga pra nada
Portanto
Os olhos fechados
Nos momentos de profundo pranto
Proporcionam uma visão mais aguçada
Pérfida e sórdida.
Somando-se a isto
A total ausência de ilusão
Muita gente ficaria estarrecida
Ao perceber
Que ela se torna um tanto assim
Menos estúpida
Guardadas as devidas proporções.
Proporciona uma cândida lucidez.
Explêndida!
Repleta da hipocrisia enrustida.
A gente dá voltas ao mundo
Enquanto parado
Ficando estacionado, andando em círculos
Percebe a Humanidade
Praticamente um corpo só
Imbuído de uma mente louca
Investido da rara qualidade
de saber amar
Possuindo pra isto
Um possessivo, enorme e falso
Amor de verdade
Conforme lhes convém
Me perdi
Foi aí que eu encontrei a solução
Se olhar direito, dentro de cada coração
Hoje eu sei:
Não há de se salvar ninguém!
Edson Ricardo Paiva
Vida.
Vida
Minha linda
Apenas vida
À duras penas
Vivida
E linda
Foi a história vivida
Sem grandes lances
Isenta de grandes chances
Muitas vezes ilusão
Sem Céu e sem chão
Sem grandes vitórias
As perdas e derrotas
Também foram lindas
Na glória da minha vida
Pois só eu a vivi
E apesar de tudo que perdi
Ela não foi perdida
Foi linda
E ainda tem um pouco mais
de vida pra ser vivida
Vivendo essas coisas da vida
Mudanças de vida
Vida à toa
Boa vida
História de vida
Memórias
Vida que começa
Sem pressa
E não espera
Quando a gente menos vê
Ela acelera
E lá se vão as primaveras
Lindamente sofridas
Neste infindo buraco sem fundo
Que ainda chamamos de mundo
E um dia, lá no fim da linha
Onde finda a linda vida
Pouca coisa foste, Além de linda
Eu sei que serás esquecida
Saibam
Que eu nunca esqueci de vivê-la
E só o fato de tê-la vivido
Me prova que nem tudo está perdido
Antes ... se renova
Quando tudo chega ao fim
Ainda assim
Vida
Edson Ricardo Paiva
A vida não me entristece
Tampouco este mundo me alegra
Estando na vida e no mundo
Tenho estado mais distante dos dois
Assim como a ambos de mim
Eu tento aprender sobre as coisas
Não tenho certeza de nada
E a cada dia que passa
Aumenta a minha certeza acerca disso
A vida não mais me alegra
Este mundo também não me entristece
Me esqueço quem sou
E vou vivendo neste lugar
Respirando o ar que rodeia a mim também
Me vem a impressão
de que a regra mais estúpida a seguir
É aquela que me diz pra aplaudir
Se houver alguma dúvida
E sigo aplaudindo
A cada um que cumpra
Simplesmente a obrigação
Estava escrito que seria assim
Não me cabe descumprir o compromisso
Tampouco discordar de quem
Assim como eu
Nada sabe
A diferença
Existe em quem julga saber.
Edson Ricardo Paiva.
Tua vida, uma ilusão.
Se refaça
Procure
por um pouco de graça
Em sua vida
Olhe pra si mesmo
e responda
Se o caminho que trilhais
Não estará te levando
Pra demais distante
da alegria de viver a vida
Mira-te a ti mesmo
Diante do espelho
Reflita
Se a velha receita que jamais deu certo
E o infarto constante
Aquele que vem tentando derrotar-te
a cada instante
Na curta viagem indecisa e dividida
Será que tem visto
Miragens no espelho
Em vez da mesma imagem refletida?
Isso, é você quem deve decidir
Mas...
Decida
Talvez essa existência
Seja mesmo uma ilusão
Um tanto rude
Mas, até onde se sabe
É sua ainda
Portanto
Talvez seja sua hora de escolher
A ilusão
Que mais e melhor
Te ilude
Edson Ricardo Paiva
Já pensou
Se a imperfeição
Que se enxerga na vida
E em tudo que se vê
Pode ser simplesmente
A inversão refletida
do espelho da mente
Desvendando
Que na verdade era você
Se mirando ao contrário
E que o fim
Nem sempre precisa
Ser cinza
Se ... das cinzas ao pó
E do pó ao ser vivo
O nada ecoando
No silêncio que se escuta
Pense
Que em termos absolutos
Tudo é relativo, sempre
Inclusive o pensamento negativo
Que a tudo corrompe
E que a tantos atormenta
Quando de passagem
Pela ilusão desta vida
Um novo engano
Provisoriamente eterno
E que nunca funcionou direito
E pode ser que ela
Esteja sendo vista
Ao contrário
Como a tudo que se vê
Quando a gente olha no espelho
Sem saber
Que não se olha
Sua mente somente reflete
A imagem à sua escolha
E seu ser verdadeiro
Está do outro lado do espelho
Mirando você
Viva miragem
Vivendo iludida
E vendo a imperfeição
Em quase tudo.
Edson Ricardo Paiva.
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme o peito da gente
Num solo infértil
Igual a esse enorme deserto infecundo
Existente num local incerto
Que por não saber
Chamamos Mundo
Insistente qualidade obsoleta
Em querer a qualquer preço
dar à essa existência qualquer meta
E depois, mesmo assim
Vivê-la
Pelo mero fato de viver
Botando prazo de validade pra tudo
E estudando a melhor maneira
de piorá-la
A vida pode ser uma pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do mastro
Não permita que essa vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Edson Ricardo Paiva
Viver a vida
E enquanto vivê-la
Tentar não permitir
Que nada ou ninguém
Transforme a vida da gente
Num solo infértil e infecundo
Parecido com o lugar
Que por não saber seu nome ao certo
Chamamos o lugar de Mundo
Insistente invalidade
Inverdade obsoleta
Tenta a qualquer preço
Exigir-lhe alguma meta
Sem que seja necessário dar a ela
Norma ou forma
Pra depois, infeliz, vivê-la
Pelo mero fato de viver
Pensamento
Abstratamente concreto
Piorando a essa pálida passagem
Bólide e sem rastro
Nave que flutua suave, ao sabor do vento
a soprar-lhe o mastro
Maestro da sinfonia
Não permita
Que a vida se transforme
Num problema grave e sem saída
A vida é só isso
Um compromisso com Deus
e ninguém mais
Se houver razão pra estar em paz
Pense no poeta que escreveu a vida
Sem meta
Direção ou seta
Nem justa ou injusta medida
Portanto, enquanto houver
Estrelas pra ver no Céu
Aproveita a chance de olhar pra elas
Um dia há de restar
Somente a lembrança
do quanto um dia foram belas.
Edson Ricardo Paiva
"A beleza sutil
Desta vida é
Saber que não existe
A certeza de nada
Mas até
Que se prove o contrário
Eu, na dúvida ...
Mantenho minha fé"
Edson Ricardo Paiva
A vida poderia ser nuvem
Sem haver necessidade
de chover ou trovejar
Apenas dividir
Esconder o Sol
Mas deixar passar a luz
Podia ser só lembrança
Daquelas que vão e vem
E não deixam sequer saudade
Um jardim por detrás de uma grade
Daqueles que a gente viu
Mas nunca foi lá
Só olhos despercebidos
Escondidos pela cortina
Nada além
Mas não
Ela foi escolher ser vida
E como se não bastasse
Colocou meu nome na lista
Agora
Enquanto vivo
Também faço parte da busca
Descobrindo o que o tempo revela
No pouco que penso
Penso que procuram
Como loucos
Poder dar um preço a ela
Quando a coisa mais certa
Seria não tratá-la como disputa
Uma luta a ser vencida
Qualquer coisa sem sentido
Pois a vida possui um valor
Um dia você há de perceber
Que as conquistas esperadas
Não foram jamais
As mesmas que eram antes
E o rio correu, despercebido
O que era importante
Passou bem perto
Mas agora já vai, bem distante
Vai, até se perder de vista
Evapora pra formar
A nuvem que podia ser
E não é.
Edson Ricardo Paiva.
Vivendo a vida
É assim que se vive a vida
Viver é coisa tão simples
Que a gente não vê
Em qual altura da vida
O viver se tornou complicado
A vida nada explica
Apenas fica
Viver a vida
É dar tudo que tem
Pra quem
Faz festa e nem te convida
Vivendo a vida a gente vê
Que nesta vida
A gente chega sem nada
E fica
Aos poucos
Tudo complica
E
Ao que tudo indica
Um dia a vista enfraquece
A cabeça passa a esquecer
O quanto a vida esqueceu a gente
Então
Simplesmente se vive
E se erra tudo novamente
E vai vivendo na marra esta vida
Tempo perdido
Dedicado a fazer
E vai fazendo por ser lembrado
Tendo ao lado
A vida
Esquecida e complicada
da qual
Um dia a gente sai
E quando vai
Não leva nada.
Edson Ricardo Paiva
O ato de querer
Nisto consiste a vida
De fato, é isto que impede
Da gente viver por viver
Imperfeito, o coração deseja
Os olhos anseiam
A alma implora
de tanto querer
O coração fraqueja
A alma pesa
Os olhos ... esses choram
Deplorável carência
Louvável vontade que existe
Num triste querer de verdade
Querência ... daquela que dói
Rói o coração
Quase pára, bate lento
Na dor que dói, tão doida
Então, por que será que a gente
Insiste tanto em viver
Se nisto consiste a vida?
Edson Ricardo Paiva.
Vita.
Nesta pouca vida
Quase tudo é verdade inventada
Uma grande quantidade de ar azul
Deserto suspenso, que de perto, é nada.
.
Penso ser tudo olhar da mente
Todo dia é sempre dia
de partida, chegada e olhar desatento
O mundo gira pro mesmo lado, sempre.
.
Essa vida é um castelo de cartas
Uma folha no chão
Uma pluma no vento.
.
Pluma, vento, chão , mente que mente
A gente só vê ao que quer e inventa
Quando a lente do olhar aumenta: é o nada.
Edson Ricardo Paiva.
Relendo um pedaço de vida
Escrito qual fosse
Endereçado aos Céus
Redigido em dourado
Uma longa descrição de nada
De frase em frase
O sentido das coisas muda
Depois de alguns pontos finais
Na mesma linha, ainda tentava
Enquanto a ideia era a mesma
O mesmo fôlego, depois da virgula
Um aposto
Reticências
A vida seguindo entre aspas
Navegava
Dígrafos e interjeições
Transmutanto em novas
As mesmas sempre velhas sensações
Esperanças em letras maiúsculas
O parágrafo insistente
Uma pausa a cada nova esclamação
O sinal que interroga
Uma praga que rogam
Bem querer descrito
Um mal feito
O antônimo de tudo
Transformando agora em nada
O que parecia
Tão bonito no princípio
Quem leu
Pouco soube interpretar
Lentamente
Sem sentido
Eis que surge
O último ponto final
Se fecha o livro
Livre pra prosseguir
O verbo é viver sem destino
Despedida; substantivo feminino
Sem sínteses
Nem parêntesis.
Edson Ricardo Paiva
De tudo que sei na vida
Agora eu me pergunto
O que será que sei
Das coisas que eu aprendi
O que será que seria
Se não tivesse sido desse jeito
Dos caminhos onde andei
Onde será que eu estaria
Se nunca tivesse pisado
Nos caminhos onde andei
Sobre os sonhos que sonhei
Não me pergunto nada
Pois cada um de nós
Um dia desejou estar distante
de onde queria estar
E desse imensurável tanto
de nada que assimilei
Uma quantidade enorme de perguntas
Muitas
Cujas respostas
Não sei.
Edson Ricardo Paiva.
Ando apaixonado
Não pela vida
Pois essa foi sempre traiçoeira
Não pela noite
Que me deixa só toda manhã
Também não amo a poesia
Pois esta é feita
de pensamentos, palavras
e lembranças
nas quais pouco eu penso
Eu ando apaixonado
Pelo som do silêncio
Silêncio no qual vivo agora
Que ignora a voz do vento astuto
Atento ao coração
Pois hoje
Quando ele chora, eu escuto
No silêncio das coisas que ora penso
Mando embora toda e qualquer tristeza
Mas quando a tristeza vem
Ela também chega em silêncio
Me abraça, enquanto acordado
Explica e justifica
O sentido dessa vida
Nós dois nos viramos de lado
Abraçados, não dormimos
Dormitamos
Sem ouvir qualquer ruído.
Edson Ricardo Paiva
