Mensagens de Paixão
O Nordeste tem um feitiço
Que mexe com o meu juízo
Não penso em outra coisa
Eu vou para João Pessoa
Você não apareceu à toa
Vou te amar de um jeito
Gonzaguianamente especial
Porque com ele eu aprendi
Que posso ir além do xote
E do xeiro no cangote
Posso te furtar um beijo
E aumentar o teu desejo
Só quero, só penso, não nego
Que quero o teu beijo roubar
Sonho com os olhos abertos
Rezo com os olhos fechados
Estou querendo te namorar
Vou te amar arretadamente
Que só a sanfona dá conta
Do nosso forró especialmente
Que vai além da mente
Sacodindo o corpo e o coração
Capaz de fazer chover no Sertão
E inundar o mundo inteiro com paixão
Persiste o teu perfume
floral em mim,
O tempo não perdoa,
ele é ampulheta;
O toque de doçura
faz o diferencial,
Os grãos de areia
dançam o minueto,
Persiste o desejo,
eu jamais o esqueço.
O meu arfar praiano
é o meu feitiço,
Lembrarás de mim
perdendo o 'juízo',
O teu coração é meu..., confio;
Em dias de Sol
e noites de frio,
Aqui em Balneário Barra do Sul
- eternizo.
Você é como as dunas
que mudam de lugar,
O teu coração não resiste
em me levar,
Ele bate sempre forte
de tanto me amar,
Em Salinas será
para sempre o teu lugar,
Está aqui o beijo doce
capaz de te adoçar.
A minha poesia viverá
para sempre em ti,
E jamais os meus versos
hão de se apagar,
O teu beijo pode alcançar
outras moças,
Vive a certeza que você
não deixará de me amar.
O amor é um rio tranquilo de flores,
Ele congrega os nossos sabores,
Os nossos fulgores primaveris,
Flui em toques bem sutis,
Ora arisco e ora feliz,
É contente em todas as cores.
O caleidoscópio do amor atenta,
É um convite à boa degustação,
Doce experimentos de segredos,
Lindos são os teus olhos negros,
Que ocupam dia e noite o meu coração.
Não te ponhas fugidio com os teus ais!...
Eles fazem uma falta que não esquecerei
(jamais)!...
Volte sempre com aromas, fendas e carícias;
Eu te aceitarei sem orgulho,
E jogarei fora todas as reprimendas.
Tons em todos os tempos conduzem o curso
do rio das flores,
Respire fundo,
Não fique longe de mim nem por um segundo;
Porque hei de amar-te cada vez mais,
te darei o melhor,
e mais inesquecível de todos os amores.
A poesia não se entrega assim,
Traze para mim o teu coração,
Entrega-o todo para mim,
Sem cerimônia, e com emoção;
Não desistirei da nossa paixão,
Entregue-se todo e sem fim.
O amor plantado em versos,
Às vezes comete excessos,
Estou uma lira doce enfim,
Pronta para ser bem tocada;
Especialmente para ser amada,
Coisa de alma apaixonada.
A minha veia poética forte,
Não precisa levar versos,
Eles são incensos frescos,
Que seguem em nuances
E atingem a doces toques;
A poesia consegue criar raízes.
A procura pelo amor às vezes
deixa marcas (cicatrizes),
Mas sempre há uma coragem
que faz com que não (desistas);
A poesia que tem os seus apelos
e amorosamente dá (pistas).
Devagar pela
minha rua
porque o meu
tornozelo
ainda me exige,
e não posso
mais ir longe.
Ah, ao menos
os verdes morros
me fazem tranquila!
Venho assim
sentindo os efeitos
da queda,
e da temperatura.
Ah, como essa
Humanidade
anda estúpida!
Dessa maneira
e todos os dias
venho nutrindo
a utopia de salvar
a mim mesma
e de quem da
salvação precisar.
É dos pássaros
que tenho a melodia
para musicar
e condensar a poesia.
Por que o amor não dá certo?
O amor que não dá certo é
porque não é amor.
Às vezes um voo de amor
é solitário, mas decola.
Há tipos de amor como
mendigo na porta de Igreja
pedindo esmola.
Para o amor não existe
fórmula, ele tem a sua própria
forma, trajetória e utopia...
O amor é uma escola a ser
aprendida, compreendida
- e ensinada...
Portanto, faça a pessoa
se sentir amada e valorizada.
Não faça pouco da pessoa
que você procurou para ser
amada...
Supra com carinho e com
urgência quando você for
carinhosamente solicitada.
Felinamente escalaste o meu corpo
E bateste abrindo a porta do meu coração,
Explorando o bom dos teus miados
Maliciosos com os meus afetos delicados.
Pegaste este coração desprevenido
E agora deixando-o partido,
Presenteando com um silêncio imerecido
Este mal feito jamais será esquecido.
Não duvide disso,
O afeto foi enorme, e você desperdiçou;
Deixando tons e ritmos de saudades
Ainda que não fomos além do que foi dito.
Ainda eu tenho a chance de ser feliz
Eu hei de encontrar um amor mais bonito,
Que faça valer cada verso escrito
Construindo comigo um caminho para o amor infinito.
Não é por acaso que você apareceu,
O quê importa é que o amor aconteceu,
Somente isso é o que importa,
O amor é teimoso como uma marola,
Carinhoso como a brisa de Carapinas,
Vou contando histórias e tecendo rendas,
E ensinando para essas meninas que o
amor também tem as suas lendas...
Na vida o que importa é ser poeta,
Aparentar ser duro como uma pedra,
E ter o coração macio como a terra,
Pronto para ser semeado para o amor,
E viver com ele para onde for,
Amar sem medo, amar com desapego,
Amar buscando sempre dar sossego,
Fazer da vida a doce vivenda...
O amor pede consagração e mística,
Peço à essas meninas que elas tenham
paciência até no sofrimento,
O caminho do amor deixa pegadas - marca,
Ele dá tom, cor, sabor - é sentimento,
Pede tenacidade e envolvimento,
Amor só é amor quando existe envolvimento,
Portanto, não tirem o amor do coração e do pensamento.
Escondendo o que eu sinto por ti,
Sou como a Lua ocultando Júpiter,
Todos me veem, e logo percebem:
que esse verso que escrevo é para ti.
Eu não deixo ninguém subtender,
Que sou como a Lua que de tanto esconder,
Não resiste, e sempre acaba por aparecer.
A minha natureza é como a tua,
Quanto mais a gente se esconde,
- mais o amor aparece.
De manhãzinha até o anoitecer,
- isso sempre acontece.
Todo mundo vê, qualquer um percebe,
Que eu adoro (você)!...
Talvez esses meus desalinhos,
E até falta de jeito,
É o jeito que tenho, tento e atento,
Para fazer o nosso amor a cada dia mais
- perfeito -
é o jeito que encontrei de tê-lo.
Sempre arrumo um pretexto, quero revê-lo;
Ir além, fazer carinhos e namorar em paz.
Já não sou eu que respiro por mim:
eu respiro por ti.
Estreito-me entre os teu lábios,
E você respira por mim.
Tudo flui, segue, gravita,
E quando há o amor verdadeiro,
- levita
Qualquer lance torna o dia perfeito.
Confesso que sempre espero mais,
Espero que me ame na mesma
proporção e intensidade,
Peço a Deus que me ame de verdade.
Já não sou eu que respondo por mim:
o amor tomou conta...
Espero que compreenda com paciência,
E receba-me com toda a gala e fina honra.
Guarde o melhor dos meus versos,
E cante-os a qualquer tempo,
Não sou apenas para um momento,
Venha tomar conta de mim enquanto há tempo!...
Olho para o horizonte,
Sinto você bem longe,
Ainda insisto em te seguir,
a tua atenção,
Cadê o meu coração?...
Não faça mais isso não.
Quero morar em ti,
Você já mora em mim,
Não me canso de escrever,
Tantas são as minhas trovas,
Já te dei tantas provas, enfim;
Deste doce amor sem fim...
Não deixa de ser um idílio,
Tentar te colocar no trilho,
Sou uma rosa intrigada,
Às vezes sinto-me deixada,
E me faço estrelada,
Para ter a tua atenção voltada.
Cada corrente, cada brisa,
Faço frente, maresia,
Estou na areia da Praia do Amor,
Esperando que admita,
Que sem mim não há poesia,
E também não há alegria.
Quero mais de um milhão de beijos,
E morar no paraíso dos teus desejos,
Quero ombro, quero colo,
Seguindo muito além,
Do teu respeito - quero o teu amor inteiro.
Talvez o teu divino ciúme não seja
tão divino assim,
Ele afasta o perfume que só sai
do nosso jardim,
Não faça assim,
Volte para mim,
Eu nasci para você,
E você nasceu para mim.
Esse teu ciúme nunca me entristeceu,
Neste pequeno bloco de sonetos,
Registro cada pedaço meu e teu,
Talvez você não se deu conta,
Que esse meu coração é somente teu,
Venha cá, meu dengo,
Ocupa esse teu lugar é todinho teu,
Juntos cuidaremos do nosso amor,
sublime amor que sempre nos pertenceu.
Até o teu olhar disperso,
Perdoo porque sei que no amor
é preciso ousadia - e abandono,
Estarei sempre pronta,
Para voltares e tomares conta,
Vem, amor! Ainda não é passada a hora,
Porque quando menos imaginas o
amor sempre estará de volta no raiar da aurora.
Eu procuro por você
como que busca uma sombra,
Como a água do mar
busca pelas areias,
Eu procuro por você
porque você é o sentido
Como o vento balança o mar;
Eu escrevo para te tocar,
Danço para o teu corpo embalar...
Sigo os teus passos
porque você me interessa,
Recolho cada vestígio teu
pelas areias,
- como quem recolhe conchinhas;
Eu quero fazer um presente
para te agradar,
Fazer-te carícias macias
e te dar a minha alegria,
Sonho com a Paraíba noite e dia
- você virou poesia!
Quem sabe um dia em João Pessoa
a gente se encontra?!
O futuro só ao Bom Deus pertence,
- o Cabo Branco é uma bela praia
do litoral pessoense;
Quando fecho os olhos,
sei que você me sente;
É o amor chegando maravilhosamente,
Com o bom jeitinho paraibano
tomando conta da gente.
Perco-me de tanto contentamento,
Entre o teu aroma e o meu,
Doce confusão,
Que só faz bem ao coração...
Encontro-me com você,
Escondo-me de você,
Para ocultar a paixão,
Faz parte da dança da sedução.
Venero o que vem de você,
Arrumo cada significado,
Dou à entender,
Que o meu respirar é apaixonado.
Sim, o meu respirar e todo o meu ser,
Namoram o que vem de você,
Até debaixo d'água,
Não deixo lembrar o meu pertencer.
Frondosa como uma árvore em floração,
É o nosso amor brotado em chama,
Nascido de versos,
Vamos além da cama - assim espero.
Bate poeticamente o sentimento,
Entre o teu e o meu,
Doce manifestação,
Que bom que o amor nasceu!...
Repousada sobre a colina
Alhambra aguerrida
Fortaleza protegida
Vermelha andaluz
Iluminada mesquita
O teu povo esbanja luz
Eterno é o sinal Nasrida
Como o trote do andaluz
E o sapateado da bailarina
Sinto a tua moura presença
Saborosos são os teus temperos
Permanece o rastro dos incensos
O destino proferiu a sentença
Marcou-a com belíssimos arabescos
Os sons das castanholas
As batidas dos nossos pandeiros
O sacodir dos leques das espanholas
E graça do gingado das nossas negras
Brasil e Espanha - duas lindas misturas
Dois amores separados por um oceano,
- mas inteiros.
Surge o poente diligente
Sinto você ausente
Em carícias e malícias
A minh'alma desafia
Desliza até você
Flutua como embarcação
Irá aportar no teu coração
A tua cor é tingida de poente
Percebi que o teu coração
Esbanja solidão - és carente
Ainda se mantém de pé
Resistentemente valente
Entregando-se com paixão
Buscando ter o coração
Ao som de Ravel
Rompe o fel do cotidiano
Busque o rapapé
Convide para o rastapé
Pare de ficar ocultando
Mergulhe no amor
Se declare na Praia do Jacaré
Não consigo disfarçar
mais o meu sorriso,
Resolvi dar tom e forma
ao meu plano,
De te amar sem engano
e sem disfarce;
Porque é lindo o lábaro,
que emana de ti.
Respiro esse teu aroma
bárbaro e joaquino,
Maravilhosa e vana é a glória
de fazer-te(admirado).
Por presunção secreta
de que estás (apaixonado);
Entregue-se para mim,
que serás bem cuidado.
Não consigo parar,
de pensar em você,
Todo o dia é poeticamente
arquitetado,
Quero ser infinitamente tua - inteira;
E fazê-lo amoroso da forma mais perfeita, assumindo publicamente que estás enfeitiçado pelos poemas que são certezas.
Há duas metades e inteirezas
que formam uma ilha,
sabemos ser um mar de rosas
e mil carícias,
Há um desejo de exibir
ao mundo que nos amamos.
Desejamos matar os corações alheios de
- inveja e despeito -
Todo o dia sempre é perfeito:
para fortalecemos que nascemos
um para o outro;
E ainda bem mais do que isso:
não tem mais jeito,
(nós formamos o par perfeito).
A poesia segue solta
como as ondas do mar,
Poesia que se preze deixa
o amor se chegar,
Como fina dama ela sabe
se comportar,
E como cortesã ela sabe
o quê te dar...
Posso te amar
em todos os ritmos do Brasil,
Com grande competência
que ninguém viu,
E sequer nenhum ser humano ouviu,
Sou a prece que ao Pe. Cícero
você dirigiu.
A existência pode ser fugaz
- falaz,
O amor é que a torna audaz,
E esse teu amor dengoso
que você faz,
Você sempre acaba fazendo
com que eu vá atrás.
Camboinha, Camboinha, Camboinha,
Alguém tocou a campanhia,
Não me sinto mais sozinha,
Eu já tenho você e o Sol
para fazerem companhia.
Olhaste para trás e percebeste que eu
fui a primavera em tua vida,
Lembraste que nunca deixei-te,
mas sempre fui a favorita;
Olhaste para frente sem me ver,
as tuas mãos nada podem,
e sequer um pouco tocar-me.
Relembraste que és verão,
e sentiu vontade de resgatar-me:
a primavera que não passa
Reclamaste no peito o amor
que nunca mais recebeste,
Relembraste que sou flor
digna de poesia, canção e louvor;
e ainda sente falta de embalar-me.
Estende os braços nas Alturas,
- sem a minha presença -
Mil inquietações viram loucuras,
- sem a minha foz -
A tua boca reclama as securas,
os teus lábios criam rachaduras,
Permaneço forte dentro de ti,
os meus ledos são teus segredos,
Sou o tempo rugindo no peito,
o amor vadio e imperfeito,
A primavera com todas as cores
trazendo novos tons ao outono,
O triunfo de um amor inteiro.
Bendigo os momentos de imensidade
perdidos nas vielas da intensidade,
entretidos nos mais tórridos momentos
varridos por nossos afastamentos;
Embora, o tempo é incapaz de afastar
o amor fixado como flecha no peito,
Demasiado é o amor que não tem jeito
vivendo no estreito [silêncio...,
Amor demais é assim mesmo:
- Não existe amor perfeito
Bendito é o meu direito de te amar!...
Nos meus versos de tanta adoração,
Vou aquietando a alma em chamas
Nos passos dados pelo [coração].
Nas minhas doces e gentis canções
Vou flutuando em glorificação
Nas intensas formas das emoções.
Nos meus pensamentos de amor
Vou escrevendo a memória
Os meus poemas virarão história.
Virando a página, seguindo em frente
abrindo o caminho para a felicidade:
- Abri as asas da liberdade em voo solo
rimando por toda a [eternidade],
Tenho flores nos braços, companhias boas
dos poetas e os meus versos de saudades.
