Mensagens de Mar
De vez em quando eu vou à Lua
Hoje, não sei se voltei de lá
E fui direto ao fundo do Mar
Este lugar é tão pequeno
Me deixes ao menos querer
Assim como sempre me deixaste
Partir e ir embora
Sei que nem ao menos percebeste
Mas viajaste comigo no tempo
A sessenta minutos por hora
Achando tudo errado
O que quero, o que penso e o que faço
Neste tempo e neste espaço
Criticando o meu sucesso
e aplaudindo meus fracassos
Não sei se te deste conta
Mas um dia estarei partindo
E pra sempre estarei por lá
Aproveites hoje o meu abraço
Pois não voltarei jamais
Pra este lugar ao seu lado
e tu, que tanto me preteriste
Finalmente há de saber
O que é ser triste.
No Céu o Sol não pára de brilhar
As ondas no Mar se debatendo, enfurecidas
Será que pulam de alegria
comemorando a luz do dia
Ou será que, sentindo-se esquecidas
tentam fugir pra outro lugar
Na segurança da gaiola
um passarinho canta triste
canta sozinho
O cantar mais sofrido que existe
Um cantar para o qual
não pode haver nenhuma dança
As folhas farfalhando ao vento
dançam livres
Folhas mortas em viva alegria
Não parecem, em nenhum momento
Sentir saudade dos galhos
Pode até ser que eu me engane
Talvez aconteça
dos meus jugamentos serem falhos
Não me importa
Mas se eu tivesse que escolher
Ser passarinho na gaiola
Onda viva ou folha morta
minha escolha não levava um momento
Eu iria preferir voar ao vento
A natureza é a bela amada que se renova com o amor dos que passam
A realeza do mar, que estupefacía os homens passageiros com as suas ondas serpenteantes,se agiganta com os corpos nus dos que passam.
-Onde estão as ondas do mar, desmagnetizaram-se? É que elas deixaram de trazer as mensagens da amada que fica para além do horizonte. Que saudades !
A culpa é do vento. O vento soprava e formavam-se ondas que transportavam mensagens afectivas que faziam-me mergulhar e cortar as ondas; mensagens decifráveis só por quem sincronizava-se com a emissora, e eu estava bem sintonizado.
O mar e os meus motivos românticos são iguais na imensidão, ninguém os pode medir apenas existem na sua extensão,
Vou alugar um barco para visitar todos afluentes e medir o volume de águas que o mar salga sem nunca chegar à doçura do rio.
O solfejar de um general que ama fazer coisas perigosas: Navegar sobre um mar de tubarões, conduzir na contramão, ultrapar sobre a linha contínua e amarela e embriagar-se antes da partida com solfejo de geral nebulado com coisas perigosas entre os lábios semi abertos, gosta fazer coisas perigosas. Amor ardente com as suas misteriosas maravilhas de um perigo eminente.
Gosto estar à beira mar, gosto estar a apreciar o vai e vem das suáveis ondas do mar, elas de facto vêm e beijam as areias. beijam e acariciam os belos corpos dos banhistas e sem zangas voltam ao mar e deixam muita espuma como sinal de satisfação.
O surfista queria ser feliz na onda do mar, ficou dias à fio esperando por uma boa onda, onda que cativa e põe as pranchas em delírio, até que o horizonte escureceu, o mar amargurou-se e uma onda gigante soltou-se do labirinto, bateu com a praia e não mais voltou; era o tisunami que rompeu com o surfista e o atirou contra as paredes matando o hábito do vem e vai das ondas do azul do mar.
O sol beija o mar e o céu azul empresta o seu brilho ao fundo do mar, as estrelas são vistas na escuridão do mar e são confundidas com o cintilar dos olhos lanterna dos peixes e os cardumes que se movem para sítios incertos vão mostrando, um peixe duas estrelas, por fim um mar de estrelas no fundo do mar até o sol raiar.
Viver no automático; Casa trabalho casa, caminhadas à beira-mar e de vez em quando mergulhos ao mar, uma cerveja que acabava em três quando a sede tomava conta de mim, algumas e muitas visitas aqui e acolá, tudo isto fez-me um homem automatizado. Agora estou num emaranhado com soluções disfarçadas nesta mistura. Vivo conscientemente e se levantar-se questões reestruturo-me e separo partes em componentes para a solução da questão. Já não vivo no modo automático, mas no modo consciente. Viver mais consciente é um dos ingredientes da inteligência emocional, mas o normal é viver no automático mesmo não sendo o melhor normal.
O azul do céu, que se perde nas lindas águas incolores do mar, que faz serpentear as suas ondas à proa do barco que apresenta a flâmula da beleza de mulher...
O mar e as lágrimas tem algo em comum: o sal, Mas a chuva, ah a chuva são os olhos de DEUS chorando amor em doces lágrimas pela humanidade
MULHER.
Mulher é segredo do mar, inspiração da música,
é fragrância da flor.
Mulher é anjo em missão, loucura da crença, é distância com toque.
Mulher é meta em avanço, é brisa que acalma, é como noite de luar que trás descanso ao dia enfadonho, encanta e faz sonhar todos que são nascidos de mulher.
Mar de açoites esverdeado transparente
No céu azul, lençol meio rasgado
Tal juras estelares na expansão quente
Estrela cadente cai no abismo, é passado.
É CONGRUENTE: Mar e solidão.
O sal flui nas águas e nas lágrimas; frias, mas com a finalidade de queimar.
Eu queria ter só um pedacinho da força desse mar de hoje. O impulso que não desiste, na coragem que cativa a maresia da vida, alta, baixa e na calmaria.
Lua, mar e amar:
Reciprocidade oculta de um momento, de uma poesia e de um sonho que se afugenta no primeiro raio.
_Escondes tuas saudades!
Só contes pro mar, nas noites em que a lua encalha na margem de lá.
E seu vestido alanjado se treme nas águas.
Pois ali há o sagrado encanto da vida.
Que ameniza a dor exposta e despida.
Venha comigo esta noite, ver a lua no mar
O tal apaixonado, nem verde, nem azul
A noite é testemunha, da paixão sem par
Amarelo e pasmado, mente pra mim e pra tu
De dia tão bravio, como larvas de um vulcão
Seus ventos, ora canta, ora uiva num disfarce
A noite uns cochichos, um apelo, apetição
Mar e lua, insinua e namoram sem impasse
Já não sei se esta brisa, emudece ou inspira
Nunca fui de correr mares, nem a costa
Mas queria do outro lado saber como se atira
Um amor de luminares, só pra noite se amostra
Venha comigo, pra amarmos diferente
Como eles, numa enigma e na quimera
Eu e você, fogo e pólvora comburente
Dar o troco e nos amar na mesma esfera.
Leonice Santos....🕊🎼❤
#RABISCOSDEPOESIASLEMA
