Mensagem que sua Semana Seja Abencoada
O maior mistério do universo talvez não seja saber se estamos sozinhos, mas saber por que existimos.
A forma mais elevada do prazer talvez seja descobrir uma ordem onde antes enxergávamos apenas o desconhecido.
Talvez nada seja mais extraordinário no homem do que possuir a capacidade de questionar a própria definição.
A maior forma de liberdade talvez seja não permitir que terceiros detenham jurisdição sobre nossa consciência.
O homem passa a vida procurando o sentido do mundo, sem perceber que talvez seja o próprio mundo que, através dele, procura compreender a razão de existir.
Aquilo que chamamos de realidade talvez seja apenas o nome provisório que damos ao que ainda não conseguimos interpretar.
O absoluto talvez não seja aquilo que sabemos, mas aquilo que permanece maior do que tudo aquilo que sabemos.
Talvez a maior tarefa da razão seja descobrir onde termina aquilo que sabemos e começa aquilo que apenas supomos.
Talvez uma das formas mais pobres de desperdiçar inteligência seja invejar quem decidiu desenvolvê-la.
Talvez o maior erro metafísico seja imaginar que a existência precisou começar. Talvez o princípio não seja o início da realidade, mas apenas o limite da nossa capacidade de descrevê-la.
Se tudo precisa começar, quem começou o primeiro começo? Talvez a realidade seja justamente aquilo que não começou, e o nosso espanto diante disso seja apenas a dificuldade humana de imaginar uma existência sem primeiro capítulo.
Talvez o universo não tenha um primeiro instante; talvez seja a nossa consciência, aprisionada ao tempo, que transforma a eternidade em uma sequência de acontecimentos.
Talvez a pergunta mais filosófica não seja ‘quem criou o universo?’, mas ‘por que nossa razão sente necessidade de que exista alguém ou algo que o tenha criado?
Talvez a maior maturidade seja compreender que ninguém pode viver nossa vida por nós, assim como ninguém pode morrer nossa morte.
A verdadeira autonomia não proclama guerra contra o amor; apenas recusa que o amor seja transformado em argumento contra a liberdade.
A permanência do Estado no controle formal de uma empresa não impede que a função estatal seja progressivamente privatizada pela fragmentação de sua estrutura econômica.
