Mensagem que sua Semana Seja Abencoada

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“O Direito não existe para tornar o poder absoluto; existe para impedir que o poder seja a última palavra.”

Gratidão é a memória moral do Direito: impede que a conquista de ontem seja tratada como privilégio de hoje.

A lei mais nobre talvez seja aquela que transforma a gratidão pelo passado em dever para com quem ainda não nasceu.

A prudência talvez seja a virtude mais jurídica de todas: decidir sem esquecer as consequências.

A felicidade jurídica talvez seja viver em uma sociedade na qual ninguém precise lutar diariamente pelo reconhecimento de sua dignidade.

A justiça talvez seja uma das respostas humanas mais sofisticadas ao absurdo de nascermos diferentes e ainda assim precisarmos viver juntos.

Talvez a justiça seja a arte impossível de equilibrar liberdade, igualdade, segurança, dignidade e responsabilidade sem permitir que nenhuma delas devore as demais.

A igualdade jurídica não significa que todos sejam iguais, mas que ninguém seja inferior perante a lei.

O maior triunfo do Iluminismo jurídico talvez seja este: nenhum poder deve estar acima da razão, da liberdade e da dignidade humana.

Talvez Deus seja uma pergunta que o universo deixou dentro do homem para que ele jamais deixasse de procurar.

Entre o silêncio do universo e a necessidade humana de encontrar um sentido, talvez a dúvida seja a forma mais honesta de liberdade.

A dúvida não destrói o sagrado; apenas impede que o mistério seja confundido com certeza.

Talvez o verdadeiro oposto da fé não seja o ateísmo, mas a coragem de dizer: “não sei”.

Se existe algo verdadeiramente sagrado, talvez seja a liberdade de perguntar sem medo da resposta.

Talvez Deus exista; talvez o universo seja apenas matéria, tempo e silêncio. Em ambos os casos, nossa certeza é pequena demais para julgar o absoluto.

O agnóstico deixa aberta a porta para Deus, mas não permite que a esperança seja apresentada como prova.

Talvez o universo seja uma pergunta sem autor, uma resposta sem destinatário e um mistério diante do qual toda linguagem parece provisória.

O homem criou deuses para explicar o céu; talvez sua maior tarefa agora seja aprender a contemplar o céu sem exigir que ele lhe responda.

Talvez a mais alta liberdade espiritual seja poder perguntar sem estar obrigado a concluir.

Talvez nossa maior ignorância não seja desconhecer Deus, mas imaginar que já compreendemos suficientemente aquilo que chamamos de Deus.