Mensagem para Pessoa que Ja Morreu

Cerca de 78652 mensagem para Pessoa que Ja Morreu

⁠tenho sido todo-meu: me cuidado no abraço-amigo do eu-amoroso.
tenho me preservado-pertencido pra me renunciar quando teu desejo me chamar.

Inserida por Morenopessoa

⁠medidas afetivas:

paixão é contar estrelas,
descontar atrasos, recontar detalhes.
amor é perder as contas.

Inserida por Morenopessoa

⁠Nada é mais democrático que um debate com pensamentos divergentes em que, ao final, haja compreensão de todos os prós e contras de cada proposta e sejam deliberadas escolhas sobre as reais necessidades, priorizadas pelas possibilidades.

Inserida por atilapessoa

Por todas as razões e mais uma. Esta é a resposta que costumo dar-te quando me perguntas por que razão te amo. Porque nunca existe apenas uma razão para amar alguém. Porque não pode haver nem há só uma razão para te amar.
Amo-te porque me fascinas e porque me libertas e porque fazes sentir-me bem. E porque me surpreendes e porque me sufocas e porque enches a minha alma de mar e o meu espírito de sol e o meu corpo de fadiga. E porque me confundes e porque me enfureces e porque me iluminas e porque me deslumbras.
Amo-te porque quero amar-te e porque tenho necessidade de te amar e porque amar-te é uma aventura. Amo-te porque sim mas também porque não e, quem sabe, porque talvez. E por todas as razões que sei e pelas que não sei e por aquelas que nunca virei a conhecer. E porque te conheço e porque me conheço. E porque te adivinho. Estas são todas as razões.
Mas há mais uma: porque não pode existir outra como tu.

Inserida por lucijordan

VI

Venho de longe e trago no perfil,
Em forma nevoenta e afastada,
O perfil de outro ser que desagrada
Ao meu actual recorte humano e vil.

Outrora fui talvez, não Boabdil,
Mas o seu mero último olhar, da estrada
Dado ao deixado vulto de Granada,
Recorte frio sob o unido anil...

Hoje sou a saudade imperial
Do que já na distância de mim vi...
Eu próprio sou aquilo que perdi...

E nesta estrada para Desigual
Florem em esguia glória marginal
Os girassóis do império que morri...

Fernando Pessoa
PESSOA, F. Passos da Cruz in Poesias. Lisboa: Ática. 1942 (15ª ed. 1995). p. 43
Inserida por pensador

Questiono a inteligência do homem a partir do momento em que equipes, empresas, instituições e governos não são liderados pelos mais qualificados.

Inserida por atilapessoa

⁠Planejar é criar desejos. Tudo mais é para realizar e melhorar as expectativas.

Inserida por atilapessoa

⁠Possuir boa vontade é bom começo.
Mas se falta a boa vontade, tudo mais faltará.

Inserida por atilapessoa

O governo dá de graça tudo aquilo que o pagador de impostos produziu e teve que deixar para o seu sócio menos participativo.

Inserida por atilapessoa

⁠A minha vida melhorou 100% quando deixei de me importar com quem não faz questão de se importar comigo.

Inserida por lucasrodriens

⁠Que abraço é esse que arranca um sorriso suave do meu rosto, e arrepia todo meu corpo.

Inserida por lucasrodriens

⁠Há muitos sorrisos que eu amor nesse mundo, mais também eu gosto, muito de tomar um café com o sabor especial.

Inserida por valeria_pessoaa

⁠⁠ - Tantas Decepções Na Vida Que Eu Aprendi Não Confiar Nas Pessoas,Confio E Desconfio Sempre 🤔😢

Inserida por valeria_pessoaa

Houve um dia em que subi esta rua pensando alegremente no futuro.
Pois Deus dá licença que o que não existe seja fortemente iluminado.
Hoje, descendo esta rua, nem no passado penso alegremente.
Quando muito, nem penso...
Tenho a impressão que as duas figuras se cruzaram na rua, nem então nem agora,
Mas aqui mesmo, sem tempo a perturbar o cruzamento.
Olhámos indiferentemente um para o outro.
E eu o antigo lá subi a rua imaginando um futuro girassol.
E eu o moderno lá desci a rua não imaginando nada.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Realidade, escrito em 15 de dezembro de 1932.

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Inserida por pensador

⁠Duas estrelas conectadas porem com um grande escuro dentro, mas quando eles se encontra no grande universo elas brilham mais que o sol

Inserida por moonzin

⁠Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Fernando Pessoa
Poesias de Álvaro de Campos. Lisboa: Ática, 1944.

Nota: Trecho do poema Tabacaria.

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Inserida por andersonmmoliveira

⁠E hoje, querida vida...
Meu coração esperou ansioso por uma mensagem.
Das mais reais e sinceras, até ilusões e miragens.

Carta ou notificação.
Uma palavra ou um sinal!
De tristeza ou compaixão.
Reticências ou ponto final!

Apenas pra ver se confortava o meu coração.
Se aliviaria a dor no meu peito.
Ou se daria logo um jeito
Nessa minha desilusão!

Inserida por SamuelPessoa

⁠Certa vez, me perguntaram o motivo de minhas poesias.
O engraçado, é que me peguei fazendo essa mesma pergunta há dias.
Contudo, respondi que não havia uma certa razão.
Que a poesia era meu melhor meio de expressão!
E com aquela pergunta na cabeça, pus-me a pensar.
Quais os motivos que me faziam passar horas escrevendo alguma coisa que pudesse rimar?

Cheguei a conclusão que o que escrevia, nada mais era, do que meus próprios sentimentos. E que as rimas muitas vezes, já estavam prontas em meus pensamentos.

Escrevia na maioria das vezes, quando estava deprimido.
Quando estava mal.
Quando estava abatido.
Este era meu sinal.
Uma melancolia contínua.
Sem final.
Escrevia, quando depois de chorar, nada mais me restava a fazer.
Foi aí que me dei conta...
Eu não parava de escrever!

- Samuel Pessoa

Inserida por SamuelPessoa

(Moça) - Samuel Pessoa


⁠Em um mundo só seu...
Ela vive sonhando acordada.
Depois que o encanto perdeu
Criou seu próprio conto de fada!
Viveu muitos casos
Criou vários laços
Em amores rasos
E hoje em dia é frustrada.

Cheia de esperança
Cria vários cenários de amor.
Inocente como criança
Não é de guardar rancor
Desligou-se do mundo
Mas passa cada segundo
Lembrando daquela dor!

Moça...

É comum querer fugir da realidade.
Ter medo é normal.
Evitar qualquer tipo de afetividade.
E sonhar não faz mal.
Mas quando o sonho acabar
E você finalmente acordar
Como vai viver a vida real?

Inserida por SamuelPessoa

⁠Talvez eu não tenha sido feito para experimentos.
Talvez eu tenha de viver somente
o que muitos chamam de "presente".
Talvez, eu deva me negar a desfrutar de certos momentos.
ㅤㅤ
Estou quase certo de que minha vida
não é como deveria ser, mas assim tem sido;
de que, a cada frase expelida, menos tenho crido
em uma - ao meu ver, real - expectativa.
ㅤㅤ
Estou quase certo de que não há
o que fazer, senão permanecer parado;
de que já não tenho mais reparado
em que o tão pouco amado presente tem a me dar.
ㅤㅤ
Disso, estou certo: não,
não há mais o que fazer;
não há para onde correr,
a não ser para si.
ㅤㅤ
Não,
não me resta, do meu coração, o arder;
não há mais, em mim, um bem querer
que seja recebido por ti.
ㅤㅤ
ㅤㅤ
Talvez eu não tenha sido feito para os seus experimentos.

Inserida por KevinPessoa