Mensagem para Mim
Se eu pudesse tirar a sua dor, eu arrancaria toda ela, eu a traria pra mim, não há sentimento mais infeliz do que a impotência
Mãe, sinto sua falta, só gostaria que soubesse que, no dia que partiu, levou-me contigo. Em mim sobrou o resto do que nem sei mais quem sou.
Viver sem você é pior do que nunca amanhecer...
Eu decidi me afastar daquilo que não me faz bem
Caramba, vou ter que me afastar de mim por um tempo.
"Com os meus próprios olhos não conseguia ver, o que estava diante de mim, me coloquei a perder, perdi-me no exato momento em que perdi você"
Acho que fiquei com trauma, um serio dano em confiar quando alguém diz gostar de mim, ou me conhecer. Não, eu não quero mais saber disso novamente. Infelizmente sempre o próximo a entrar na nossa vida, sem culpa nenhuma, paga pelo anterior. Como eu sei que também já fui o "anterior de alguém"... Procuro me proteger com a falta de envolvimento.
Se não existisse a saudade e a vontade, seria tudo tão melhor, tão mais calmo dentro de mim. Faz dias que não falo com você... Meu celular não tem mais graça, convivo com a dor da desgraça, de não te ter mais aqui ao meu lado. Será que você pensa em mim?
Se eu pudesse dar um conselho para quem diz gostar muito de mim, eu daria o seguinte: - Segure em minhas mãos e nunca me deixe partir.
Estou tão concentrada em mim, que me esqueci de me esquecer o quanto ainda penso em você. Algo foi roubado dentro de mim, e ainda sinto um espaço mega vazio. Sinto tanto sua falta que parei de sofrer. Sinto que um novo caminho esta se inovando para que eu dê meus passos tortos em linhas certas.
... me encantam
esses 'loucos' pela vida
que, contráriosa mim - sem
mínimos pudores - despem
seus versos e conteúdos nada
convencionais - expondo-me
a tantas verdades que
pouco percebo ou
pondero!
... perceber-me
seguro, confesso ser uma
experiência de quase morte
para mim, diz o dramaturgo
americano Tennessee Willians...
Porquanto, sempre foi a bisbilhoteira
adrenalina do risco e incertezas
o que me fez e ainda me faz
renascer e desafiar-me
todos os dias!
“O Círio e o Espelho”
Será que fui eu, Camille, quem te matou?
Ou foste tu quem morreu de mim — exausta das sombras que te dei por abrigo?
O sangue que escorreu em meu pulso era o mesmo que um dia te alimentou no beijo.
E, quando o frio tocou a tua pele, foi a minha febre que te cobriu.
Sim, talvez eu tenha te assassinado,
não com ferro,
mas com a insistência de querer-te além da carne,
com o desejo que te prendeu ao silêncio do meu delírio.
No espelho do teu túmulo, vejo o reflexo que me acusa —
e é o meu próprio rosto.
O assassino e o morto dividem o mesmo corpo,
a mesma lembrança,
a mesma culpa.
Porque, no fim, amor e morte são irmãos e eu, Joseph, sou o órfão de ambos.
“A Santidade do Pecado Que Ainda Me Chama”
Há um altar em mim e nele repousas,
com o perfume dos que foram sagrados pelo erro.
Teu nome não se apaga, apenas silencia,
como se a eternidade tivesse medo de pronunciar o que fomos.
És santo agora dizem os anjos,
mas eu, que te amei no pó e no fogo, sei que há cinzas que ardem mais que a chama.
Tua inocência não me consola;
ela me fere, como a pureza de um véu sobre um corpo que ainda treme na lembrança.
Foste o pecado que ajoelhou,
o amor que quis absolvição,
mas o divino não apaga o humano, apenas o exila num suspiro.
Eu não sonho contigo apenas descanso nas fronteiras do que não pode voltar.
E quando o sono me concede tua sombra, não desperto: permaneço suspenso,
entre o sacrário e o abismo,
onde tua voz ainda pede perdão
por ter amado demais.
Na carne, morre-se uma vez;
no espírito, infinitas.
E em cada morte tua dentro de mim, renasce o silêncio,
funéreo, ardente, onde minha alma te beija pela última vez
sem jamais te deixar.
CATEDRAL DA CISÃO INTERIOR.
Há dias em que sou lâmina
há noites em que sou abismo
Em mim a razão constrói altares
logo depois o delírio os incendeia
Penso com rigor antigo
sinto com fúria primitiva
sou ordem que se ajoelha
sou caos que aprende a rezar
A lucidez ergue-se como torre
a vertigem responde como mar
uma promete sentido
a outra exige verdade
Carrego duas coroas invisíveis
uma de espinhos silenciosos
outra de luz que cega
Quando amo sou excesso
quando penso sou ruína
e no centro desse império partido
governo-me sem trono
Ainda assim caminho
pois mesmo dilacerada
a consciência avança
como dor ferida que se recusa a cair.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"É singular constatar que mesmo sem intenção consciente sou expropriado de mim na lembrança que em ti habita como se a memória fosse mão estranha que me usurpa o ser e nele finca uma lâmina invisível cada nota um golpe cada instante uma gota cada silêncio uma lágrima e assim sou aberto por dentro rasgado no âmago diante de um vazio infinito que não consola nem responde apenas permanece como presença imóvel e severa"
Pai Altíssimo,
Criador do mundo e pai de Jesus Cristo,
Peço proteção sobre mim e minha família
E eu te ofereço esta oração.
No dia que desaparecer a neblina, acredita o arco ires tomou posse de mim, ate lá deixe que a negritude viva.
você faz parte dos meus órgãos, se eu te remover, uma parte de mim ira ficar de fora. Serei deficiente.
Falei com o dia, a noite, tempo e espaço. Mas nenhum deles queriam saber de mim. Tentei ligar o passado mas o presente me interrompeu, e o futuro nem nem se fala. Então só restou o momento, e ele me disse, viva como eu porque só acabo quando você se lembra dos outros momentos. Então decidi viver este.
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