Mensagem para Mim
Será que um dia vou repousar a cabeça em paz?
Sabendo que tudo o que você tirou de mim
E agora tenho que enfrentar minhas cicatrizes
E agora tenho que superar a mim mesmo
- Stolen Innocence
Cedi meus espaços
Foi exagerado
Eu não cuidava de mim
Me senti jogado
Eu fui largado
Não era pra ser assim
- Invasor
O inferno é os outros
É sobre mim e você
Todos estaremos lá também
Em nosso verdadeiro inferno
- Hell is Others
Este coração que há em mim
Posso senti-lo e julgá-lo que existe
Este mundo que há em mim
Posso senti-lo e julgá-lo que existe
- Behind the Caresses
Vinde a mim se estais cansado
De levar sobre si o teu fardo
E eu vos aliviarei
Aprendei de mim que sou manso e humilde
E encontrarás descanso pra ti
Pois o meu jugo é suave
E o meu fardo é leve
- Leve
Na tua boca" - Soneto
Meu pensamento foge de mim, arredio
Invade tua casa, tua vida, comanda
Mescla-se a fumaça do teu cigarro
Confunde as intenções, na varanda
Já não sabe se fuma assim, pensativo
Ou se dos rubros lábios colhe os beijos
Decidido me beija, quer o sabor doce
Da boca que é tua e alvo dos teus desejos
Contorno todo o desenho da tua boca
No beijo saboreio o gosto da tua alma
Que assume meus espaços rouba à calma
Beija-me, ferve o sangue, me faz louca...
Esquece o mundo, perca-se nos meus beijos
Encontre-me na tua boca,mapa dos meus desejos.
Dia ensolarado
Amor, pra mim, é algo sem cor.
Um sentimento que te rouba tudo, sem pudor.
Faz nascer em mim o mais agonizante ardor,
aquele calor que nada deve-te,
apenas por não te precaver de tanto.
E eu… eu nem tenho palavras.
Como descrever essa sensação
que me rouba o coração?
Às vezes, sinto-me tão elevado
que deixo de olhar as nuvens de baixo —
estou entre elas, envolto, perdido.
Ah, sensação desgastante…
Não consigo não temer
toda essa falta de controle.
Só queria poder deitar em braços
que nunca, nunca me soltassem.
As vezes penso em você, por que sinto tanta sua falta? Será porque você foi importante para mim? Bom a resposta é simples: você foi a melhor coisa que me aconteceu, em todos esses anos ninguém me entendia, quando eu queria ficar sozinha você estava lá comigo e agora você está me deixando sozinha sem chão, sem ninguém para me acolher, sem um conforto, sem um ombro amigo. Eu sei isso acontece, mas não queria que você fosse, quero você aqui comigo, você sempre vai ter um lugarzinho no meu coração, falei isso para poucas pessoas, falei isso para pessoas que eu mais amo nesse mundo e você virou uma delas, obrigada por sempre está aqui, espero que volte (para mim).
Esvai-se de mim uma alma poética e agradável; O sistema nos mata pouco a pouco. Nos alimentamos de stress e ira no café da manhã, almoçamos cobiça, jantamos redes sociais, e vomitamos palavras venenosas.
É sobre mim
Na parede da sala...
Tic-tac... tic-tac... tic-tac...
O tempo passa devagar.
Lerdo na ansiedade.
Nem disfarça;
Minha vida uma eterna farsa.
Uma dor intensa que não quer passar.
Chove lá fora.
Sente um frio imenso meu coração.
Uma lágrima que insiste em não cair.
Não quer me trair.
Importa o que os outros veem?
Racionalmente sei que não...
Mas... como faço pra convencer meu coração?
Um dia a máscara cai.
Quem vai sofrer sou eu...
Em mim é que vai doer.
Não e não adiante pra bem longe correr...
Não há lugar que de mim mesma eu possa me esconder.
Meu verdadeiro eu: um monstro
Desistiu... desistiu de mim.
Seus olhos negros como a noite transmitem um desespero sem fim.
Não consegue ver nem um pingo de bondade.
Não há lealdade.
Sou um fracassado.
Um caminhar malogrado.
Creio que ele se sente logrado...
Esperava mais de mim.
Não me queria assombrando seus pensamentos.
É... mas ele tirou dos olhos a venda.
E hoje o que vê é uma tremenda fenda...
uma frincha... uma abertura... uma fresta bem escura.
Uma tragédia. Ele não esperava por isso... nem eu.
Mas foi o que aconteceu: tirou a venda dos olhos e viu meu verdadeiro eu.
Há uma razão nessa escuridão.
Há uma razão... e isso entristece demais os corações... o dele e o meu.
Desesperançada
Hoje é fácil, para ti, apontar o dedo.
Mostrar ao mundo todo o que em mim é puro segredo.
Minh´alma chora.
Em nada mais encontra paz... em nada mais tem alegria.
Sou escravo de mim mesmo.
Mandado para degredo.
Aqui estou eu preso em grilhões.
Ninguém é culpado se o mundo
me tirou a esperança
Se as pérolas espalhadas por aí já não me traduzem mais emoções.
Borrões do destino
Há dias em que eu sei tudo o que passa em mim.
Sei dizer sim.
Tudo é tão claro.
Minha mente é de uma lucidez tão lúcida que me fascina.
Há dias que tudo não passa de um enorme borrão.
Vivo a mais completa alucinação.
Sou apenas uma voz inaudita.
Presença maldita no meio da multidão.
Aos poucos viro pó.
E sigo, no meio da multidão, aos atropelos...
Completamente só.
Caminhos frios, decadentes, turvos.
Viro a esquina.
Do pó ressurjo.
Qual Fênix... me refaço de passo em passo.
Aos borrões do destino não me curvo.
Sem nada de mim
não queria ter sido parida...
trazer em mim essa ferida...
nem o amanhecer... nem o entardecer de mim deveriam ter palavras ouvidas...
não haveria riozinhos com águas quentes pra me banhar...
eu ali jamais iria estar...
secar ao sol
um vento o corpo refrescar
nada disso quisera eu ter de experimentar...
um olhar a se perder na distância
sem alma pra abarrotar de dores dessa eterna inconstância...
sem partículas de mim nos caminhos de espinhos desfloridos...
ao pó caídos... numa eternidade sem fim destituída de mim
Água lamacenta
Esta raiva que arde dentro de mim
é um fogo que queima e não se apaga.
É a barreira que me impede,
de atravessar pontes que me levem ao outro lado de mim.
Preciso descalçar esse furor...
Perigoso inimigo de mim mesma...
Polui de ferrugem minhas entranhas.
Faz-me a mim mesma uma pessoa estranha.
Não há voz de lucidez.
Não há equilíbrio no meu caminhar.
Escorrego até o calabouço
Vejo minha vida nas águas barrentas se afundar.
Identidade
Amanhece
em mim um corpo insone
sou uma ave sem nome
nem sobrenome…
voa na branca manhã aclareada
bate as asas devagar em meio à bruma fria
sozinha
rasgando o céu
sem destino certo
voa por ares incertos…
sente-se rainha.
(Des)esperança
Esperança vadia.
Riu de mim.
Fez pouco caso dos meus sonhos…
Entregou-me um futuro tristonho.
Esperança… quanta zombaria…
Zombou de mim…
quebrou em pedaços todos os meus planos…
provou que o que eu sentia eram apenas enganos.
Esperança foi esperançar em outro lugar…
Esperança foi rondar outra paisagem…
Deixou-se aqui com uma imagen borrada…
Do que prometeu… nada fez… fez nada.
Abstinência
Há um vazio de mim mesmo
Rondando por aqui…
Algo que eu não costumava sentir.
Acabaram-se as prioridades.
Tanto faz igualdade ou desigualdade.
Um buraco no meio peito.
De esponja sou feito.
Não sei se falta em mim
O que sobra em você.
Dói em mim algo que não tenho…
Como é possível?
O coração dispara se penso em você.
Falta-me o ar se penso em você.
O que falta em mim…
Você pode devolver pra mim?
A tranquilidade do meu coração.
E mais… ele completo, por favor,
e… ainda, deixe-me sempre com ar por perto.
Essa abstinência de você está me matando.
Essa abstinência de mim, me dilacerando.
Essa dor fantasma está me consumindo.
Sinto-me sumindo… o coração… a mão… o braço…
De pouco em pouco… vou-me despedaçando em mil pedaços.
Deserto
Atravesso desertos fora de mim.
Não encontro oásis no recôndito de minha alma.
Deserto incerto...
Nada é proporcional.
Miragens de mim.
Desejo intencional.
Deste-me um beijo.
Disseste-me adeus.
Gosto amargo e seco.
Tempestade de areia.
Uma serpente serpenteia.
Grito em silêncio.
Ecos num vazio amargurado...
Tudo desajustado.
Oásis embaciado.
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